O senador Camilo Santana (PT) questionou nesta sexta-feira (15) a atuação de setores da oposição no Ceará e afirmou que adversários políticos não apresentaram contribuições concretas para o estado nos últimos anos. A declaração foi dada durante entrevista ao jornalista Carlos Silva, no programa Momento Político, do Grupo Cidade de Comunicação.
Ao comentar investimentos em segurança pública e ações do governo estadual, Camilo criticou o posicionamento de opositores e disse que o papel da oposição deveria ser contribuir com propostas e soluções para os problemas enfrentados pela população.
“Esse pessoal todo teve mandato de deputado, de vereador, de estadual, de federal, de secretário. Qual foi a contribuição que deu para o Ceará?”, afirmou durante a entrevista.
Camilo questiona atuação da oposição no Ceará
Durante a conversa, Camilo afirmou que parte da oposição atua apenas com críticas ao governo estadual, sem apresentar propostas alternativas. O senador ainda lembrou a associação dos adversários políticos a motins protagonizados por policiais militares durante sua gestão como governador do Ceará. Ele alude, principalmente, à atuação do ex-deputado Capitão Wagner (União Brasil) durante as movimentações de 2020 no Ceará.
Segundo ele, os episódios causaram insegurança e impactaram diretamente a população cearense. Camilo declarou que muitos envolvidos responderam judicialmente pelos atos e afirmou que houve afastamentos de agentes de segurança após as investigações.
O ex-governador também afirmou que enfrentou pressões durante os episódios e manteve medidas administrativas contra participantes dos motins.
Senador cita ações no sistema prisional e combate às facções
Na entrevista, Camilo relembrou medidas adotadas durante seu governo na área da segurança pública e no sistema prisional cearense. Segundo ele, o estado implantou ações para endurecer o controle dentro das unidades prisionais e ampliar o enfrentamento às facções criminosas.
Entre as medidas mencionadas pelo senador estão a retirada de celulares de presídios e a criação da primeira penitenciária de segurança máxima do Ceará.
Camilo também citou a atuação do então secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, durante o período de reorganização do sistema prisional estadual.
O senador afirmou ainda que o combate ao crime organizado exige integração entre estados e governo federal. Segundo ele, as organizações criminosas passaram a atuar nacionalmente, ultrapassando fronteiras estaduais.
Camilo defende ação nacional contra o crime organizado
Ao abordar o cenário da segurança pública no país, Camilo afirmou que o enfrentamento às facções depende de coordenação nacional entre forças estaduais e federais. “O problema não está só no Ceará”, afirmou.
Camilo também declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem priorizado ações nacionais de segurança pública e mencionou programas federais voltados ao combate ao crime organizado.
Segundo o senador, propostas em discussão no Congresso Nacional podem ampliar a atuação do governo federal e da Polícia Federal em operações integradas contra facções criminosas.
Camilo cita aumento de prisões no Ceará
Ao defender ações realizadas na segurança pública, Camilo afirmou que o Ceará registrou aumento de 97% nas prisões efetuadas pelas forças policiais nos últimos anos.
Ele também voltou a defender investimentos em inteligência policial, monitoramento e integração das forças de segurança como estratégias para reduzir os índices de criminalidade.
Durante a entrevista, o senador relacionou as ações estaduais a uma política de enfrentamento direto às organizações criminosas e reforçou a necessidade de continuidade das medidas adotadas pelo governo estadual.
Camilo ainda afirmou que o debate sobre segurança pública precisa envolver União, estados e sistema de Justiça para ampliar a eficácia das ações de combate ao crime organizado no país.




