O ex-ministro Ciro Gomes acusou neste sábado (23) integrantes do grupo político do ministro da Educação, Camilo Santana, de espalharem faixas com sua imagem ao lado do senador Flávio Bolsonaro durante um evento político realizado no Ceará. A declaração ocorreu uma semana após o ato em que Ciro oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
O episódio aconteceu no último dia 16, no Conjunto Ceará, em Fortaleza, durante um encontro político do PSDB. No local, apoiadores exibiram faixas que associavam o ex-ministro ao senador do PL, nome ligado ao bolsonarismo e apontado nos bastidores políticos como possível presidenciável em 2026.
Ao comentar o caso neste sábado, Ciro afirmou que o material tinha conteúdo “mentiroso” e atribuiu a ação à “turma do Camilo”. O ex-ministro não apresentou provas públicas sobre a autoria das faixas. “Eu não tenho nada, pessoalmente nada, realmente nada contra, mas isso é verdade ou mentira? É mentira e quem mente rouba”, declarou durante o evento partidário.
Ciro Gomes critica faixas com Flávio Bolsonaro em evento no Ceará
A exibição das faixas gerou repercussão imediata nos bastidores da política cearense por aproximar simbolicamente Ciro Gomes de um grupo político que ele historicamente combateu em discursos públicos e campanhas eleitorais.
Nas últimas eleições presidenciais, o ex-ministro manteve posicionamento crítico ao bolsonarismo e fez ataques frequentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a aliados do PL. Por isso, a circulação das imagens ao lado de Flávio Bolsonaro provocou reações nas redes sociais e alimentou especulações sobre possíveis rearranjos políticos para 2026.
Ex-ministro responsabiliza grupo ligado a Camilo Santana
A declaração também amplia o desgaste entre Ciro Gomes e o grupo político liderado por Camilo Santana. Durante anos, ambos integraram o mesmo bloco político no Ceará, especialmente na aliança entre PDT e PT que dominou a política estadual nas últimas décadas.
O rompimento ganhou força após as eleições de 2022 e provocou mudanças profundas no cenário político local. Desde então, Ciro passou a fazer críticas recorrentes ao PT cearense e a antigos aliados. Enquanto isso, o grupo governista consolidou alianças em torno da gestão estadual e da base política ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, não houve manifestação pública do grupo ligado a Camilo Santana sobre a acusação feita pelo ex-ministro.
Relação entre Ciro Gomes e Camilo Santana se deteriorou após 2022
O distanciamento político entre os dois líderes alterou significativamente a configuração das forças políticas no Ceará. A disputa pelo comando do campo progressista no estado passou a envolver antigos aliados que hoje ocupam posições opostas no cenário estadual.
A pré-candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará recoloca o ex-ministro no centro da disputa local após anos concentrado em campanhas presidenciais. O movimento também força partidos e lideranças a redefinirem alianças para 2026.
Pré-campanha de 2026 amplia tensão política no Ceará
Mesmo sem definições oficiais sobre candidaturas e coligações, os bastidores da política cearense já demonstram um ambiente de forte disputa antecipada. O PSDB tenta reconstruir espaço político no Ceará ao lado de Ciro Gomes, enquanto partidos aliados ao governo estadual trabalham para manter a hegemonia construída nos últimos anos.




