A Justiça do Ceará negou o pedido de prisão preventiva do suspeito de envolvimento em um feminicídio em Fortaleza e concedeu liberdade provisória ao homem investigado pela morte da companheira no bairro Sapiranga. A decisão, que inclui a aplicação de medidas cautelares, gerou apreensão entre familiares da vítima, que afirmam temer pela própria segurança.
O caso envolve a morte da manicure Thamires Moura Pinheiro, de 36 anos, encontrada dentro da residência onde morava com o suspeito. O crime ocorreu no último fim de semana e passou a ser investigado pela Polícia Civil após o próprio homem procurar uma unidade policial e relatar o ocorrido.
A concessão de liberdade provisória ocorreu após análise do Judiciário, que entendeu não haver elementos suficientes para a decretação da prisão preventiva naquele momento. O investigado, no entanto, segue monitorado por medidas cautelares enquanto o inquérito avança.
Feminicídio em Fortaleza foi investigado após relato do próprio suspeito
O feminicídio em Fortaleza começou a ser apurado depois que o homem foi até uma delegacia e afirmou ter matado a companheira no sábado (30), indicando o local onde o corpo estaria.
Inicialmente, ele foi ouvido e liberado, já que não havia, naquele momento, formalização do inquérito policial. Com a localização do corpo dentro da residência do casal, no bairro Sapiranga, o caso passou a ser tratado como homicídio no contexto de violência doméstica.
A investigação está sob responsabilidade da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Fortaleza, que conduz as diligências para esclarecer a dinâmica do crime e a motivação.
Decisão judicial gera preocupação na família da vítima
Após a análise do caso, a Justiça decidiu negar a prisão preventiva e determinou a aplicação de medidas cautelares ao investigado. Entre elas, podem estar restrições de contato e obrigação de comparecimento periódico ao Judiciário.
A decisão provocou reação da família da vítima, que afirma viver em clima de medo desde a soltura do suspeito. Parentes relatam insegurança e preocupação com a possibilidade de aproximação do investigado.
Segundo relatos de familiares, há informações de que o homem teria sido visto circulando nas proximidades do bairro Sapiranga, o que aumentou o sentimento de apreensão na comunidade.
Família relata rotina de angústia após crime
A vítima foi vista pela última vez na sexta-feira (29), um dia antes da data apontada pela investigação como sendo a do crime. Familiares afirmam que o desaparecimento inicial não causou suspeita imediata, já que a ausência de contato era considerada comum.
O corpo foi encontrado dentro da residência após o próprio suspeito indicar o local às autoridades. A situação gerou forte comoção entre parentes e amigos.
A família também relatou que o filho da vítima estava na casa no período em que o corpo permaneceu no imóvel, mas não tinha conhecimento do que havia ocorrido. A criança foi posteriormente acolhida por familiares.
Investigação segue sob responsabilidade da DDM
A 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza segue com a investigação em andamento. O objetivo é esclarecer a motivação do crime, além de reconstruir a sequência dos fatos que levaram à morte da vítima.
Até o momento, não há informações sobre outros envolvidos. O investigado permanece em liberdade, mas segue submetido às medidas impostas pela Justiça.
O caso segue gerando repercussão no bairro Sapiranga e reacende o debate sobre violência contra a mulher e mecanismos de proteção em situações de risco.




