O anúncio foi feito pelo Ministério das Cidades e prevê a construção de 1.754 novas moradias distribuídas entre Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Paraná e Rio de Janeiro. Segundo estimativas do governo federal, os empreendimentos devem beneficiar diretamente mais de 7 mil pessoas quando forem concluídos.
Do total, 1.050 unidades já estão aptas para avançar à fase de contratação com as construtoras. Outras 704 foram aprovadas em etapa anterior, mas ainda dependem de novas validações para seguir no processo de contratação.
O programa Minha Casa, Minha Vida é a principal política habitacional do país e atende famílias de diferentes faixas de renda, com condições específicas de financiamento em cada categoria.
Em 2026, os limites de renda bruta familiar foram atualizados. A divisão ficou definida da seguinte forma:
- Faixa 1: até R$ 3,2 mil
- Faixa 2: até R$ 5 mil
- Faixa 3: até R$ 9,6 mil
- Faixa 4: até R$ 13 mil
Além disso, o valor máximo dos imóveis também foi ampliado, chegando a até R$ 600 mil na Faixa 4. As mudanças, segundo o governo federal, devem ampliar o acesso ao programa e incluir mais famílias no sistema de financiamento habitacional.
Para famílias de menor renda, o programa conta com a modalidade Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), que subsidia a construção das unidades e permite prestações reduzidas — ou até isenção, em alguns casos. A gestão é feita pela Caixa Econômica Federal, responsável pela contratação das obras e formalização dos contratos com os beneficiários.
Onde estão as novas moradias
As 1.754 unidades habitacionais estão distribuídas entre seis estados brasileiros. A maior parte dos empreendimentos está concentrada no Nordeste.
Entre as propostas aptas à contratação, os destaques são:
- Bahia: 488 unidades em Paulo Afonso (240), Tucano (144) e Vitória da Conquista (104)
- Ceará: 224 unidades em Fortaleza
- Piauí: 96 unidades em Teresina
- Rio de Janeiro: 192 unidades em São Gonçalo, no empreendimento Águas do Parque
- Paraná: 50 unidades em Paraíso do Norte, no Residencial Esperança II
A Bahia lidera o volume de moradias nesta etapa, enquanto o Paraná aparece com o menor número de unidades.
Pernambuco concentra segunda etapa do programa
As 704 unidades restantes estão no estado de Pernambuco, em fase de enquadramento. Nesse estágio, os projetos já foram aprovados, mas ainda passam por uma nova análise antes da contratação definitiva.
As moradias estão divididas entre:
- Olinda: 224 unidades (Residencial Boi Menino e Raízes de Olinda)
- Paulista: 480 unidades (Residenciais Nascedouro do Mar I e II)
Com isso, Pernambuco concentra o maior volume desta etapa do programa, reunindo mais de 700 futuras moradias.
Quem pode participar do programa
O Minha Casa, Minha Vida prioriza famílias em situação de vulnerabilidade social, especialmente na Faixa 1. A seleção é feita pelas prefeituras, que organizam os cadastros e aplicam os critérios de prioridade.
Em geral, têm prioridade:
- Famílias em áreas urbanas de baixa renda
- Mulheres responsáveis pela unidade familiar
- Idosos e pessoas com deficiência
- Famílias monoparentais
- Moradores de áreas de risco ou habitações precárias
- Pessoas em situação de rua ou egressas dessa condição
As prestações são ajustadas conforme a renda familiar, e em alguns casos pode haver isenção total do pagamento.
Próximos passos dos empreendimentos
A publicação no Diário Oficial da União não significa entrega imediata das unidades. Os projetos ainda passam por licitação, contratação de construtoras, início das obras e acompanhamento técnico.
Moradores das cidades contempladas devem acompanhar os canais oficiais das prefeituras, onde são divulgados os editais de inscrição, critérios de seleção e prazos para participação.
O programa segue como uma das principais estratégias de redução do déficit habitacional no país e deve continuar com novas rodadas de seleção ao longo do ano.




