O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro em cenários simulados para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O levantamento BTG/Nexus também aponta crescimento do petista entre beneficiários do Bolsa Família, segmento em que o apoio ao presidente aumentou nos últimos dias.
No principal cenário de primeiro turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. A diferença de nove pontos percentuais é superior à observada no levantamento anterior e reforça a liderança do presidente na disputa.
Já no cenário de segundo turno, Lula soma 49% das intenções de voto, contra 43% do senador do Partido Liberal (PL). Em comparação com a pesquisa anterior, o presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto Flávio Bolsonaro manteve o mesmo índice.
Além da liderança nos cenários simulados contra o senador, o levantamento também mostra vantagem de Lula diante de outros nomes testados para a disputa presidencial.
Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro em nova pesquisa
Os números divulgados pelo BTG/Nexus indicam que o presidente consolidou a liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No cenário mais amplo de primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto e mantém distância confortável em relação aos demais pré-candidatos avaliados. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 33%.
A pesquisa sugere estabilidade do eleitorado dos principais nomes da disputa, mas aponta crescimento do presidente em grupos considerados estratégicos para a corrida eleitoral.
Esse movimento é observado especialmente entre beneficiários de programas sociais e eleitores de menor renda. O crescimento mais expressivo identificado pela pesquisa ocorreu entre os beneficiários do Bolsa Família.
Nesse segmento, a intenção de voto em Lula passou de 57% para 62% entre o levantamento realizado no fim de maio e a nova rodada divulgada nesta semana. No mesmo período, Flávio Bolsonaro registrou queda de cinco pontos percentuais, passando de 25% para 20%.
Leia os números entre beneficiários do Bolsa Família
- Lula: 62%
- Flávio Bolsonaro: 20%
- Outros candidatos, brancos, nulos e indecisos: demais percentuais da pesquisa
Os dados reforçam a força eleitoral do programa de transferência de renda entre parcelas do eleitorado que tradicionalmente demonstram maior identificação com pautas sociais.
Entre os brasileiros que recebem até um salário mínimo, Lula registra 59% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 24%.
Na faixa entre um e dois salários mínimos, o presidente alcança 57%, enquanto o senador soma 32%.
Renda mais alta concentra preferência por Flávio Bolsonaro
O cenário muda entre os eleitores de renda mais elevada. Entre os brasileiros que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio Bolsonaro aparece com 46%, enquanto Lula registra 43%.
A vantagem do senador se amplia entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos. Nesse grupo, ele alcança 51% das intenções de voto, contra 41% do atual presidente.
Os números mostram que a divisão do eleitorado por faixa de renda continua sendo um dos principais fatores que influenciam o cenário político nacional.
Lula lidera em todos os cenários de segundo turno
Além da disputa contra Flávio Bolsonaro, o levantamento avaliou confrontos entre Lula e outros possíveis candidatos. Contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o presidente aparece com 49% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 39%.
Já em um eventual confronto com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula soma 48%, diante de 39%. Contra Renan Santos, apontado pela pesquisa como representante da Missão, o presidente alcança 49%, enquanto o adversário registra 36%.
Os resultados mantêm Lula à frente em todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto.
Entenda a metodologia da pesquisa BTG/Nexus
O levantamento foi realizado pelo instituto Nexus Research em parceria com o BTG Pactual.
Foram entrevistadas 2.017 pessoas por telefone entre os dias 12 e 14 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Como ocorre em qualquer pesquisa eleitoral, os resultados representam um retrato do momento em que os dados foram coletados e podem sofrer alterações ao longo do processo eleitoral.




