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VIOLÊNCIA

Mulher de Itapipoca, no Ceará, denuncia agressões e diz ter sido vítima de tráfico humano na França

Proprietária de uma doceria em Itapipoca, Gisele Matias afirma que foi atraída por uma falsa proposta de trabalho como babá, teve documentos roubados e diz enfrentar dificuldades para retornar ao Brasil.

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Mulher de Itapipoca, no Ceará, denuncia agressões e diz ter sido vítima de tráfico humano na França
Em seu relato, a empresária diz que foi agredida, arrastada pelo chão, teve o celular e o passaporte roubados e ficou impedida de retornar ao Brasil. Foto: Reprodução / Redes Sociais

A empresária Gisele Matias, proprietária da doceria Candy Life, em Itapipoca, no Ceará, afirma ter sido vítima de tráfico humano, agressões físicas e psicológicas após viajar para a França para trabalhar como babá. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela relatou que aceitou uma proposta de emprego que, segundo diz, era falsa, e afirmou que enfrenta dificuldades para retornar ao Brasil depois de ter os documentos roubados.

Segundo o relato da empresária, a oportunidade surgiu após meses de conversas com uma família encontrada por meio de uma plataforma internacional de contratação de babás. Durante esse período, ela recebeu vídeos, fotografias das crianças e um contrato de trabalho que aparentavam comprovar a oferta de emprego. No entanto, após chegar ao destino, afirma ter descoberto que os documentos eram falsos e que a situação era diferente da apresentada antes da viagem.

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Como surgiu a proposta de trabalho na França

Gisele contou que decidiu procurar oportunidades de trabalho no exterior diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela família, apesar de ser proprietária de uma empresa no ramo da confeitaria em Itapipoca.

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Ela afirmou que ela e o marido cadastraram currículos em plataformas internacionais e combinaram que quem recebesse uma proposta primeiro viajaria para iniciar o processo de mudança da família.

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De acordo com a empresária, a vaga seria para atuar como babá de uma família canadense que passava férias em uma ilha francesa no Caribe. Ela disse que manteve contato durante meses com os supostos contratantes antes de embarcar para a viagem.

Empresária relata agressões e roubo de documentos

Segundo Gisele, a situação mudou pouco tempo após sua chegada. Ela afirma que percebeu que as condições prometidas não seriam cumpridas e que passou a sofrer violência física e psicológica.

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Em seu relato, a empresária diz que foi agredida, arrastada pelo chão, teve o celular e o passaporte roubados e ficou impedida de retornar ao Brasil.


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Ela também afirmou que, ao informar ao contratante que era casada e mãe de duas filhas, passou a receber tratamento diferente. Segundo Gisele, o homem teria dito que não a contrataria se soubesse dessas informações, apesar de, anteriormente, ter prometido custear sua passagem de volta ao Brasil caso ela desistisse do trabalho.

Ainda conforme o depoimento, quando pediu para retornar ao país, o contratante teria recusado a compra da passagem e restringido sua saída do local.

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Dificuldades para retornar ao Brasil

A empresária também relatou que enfrentou dificuldades para pedir ajuda porque não domina o idioma do país onde estava.

Segundo ela, recebeu auxílio de pessoas que conheceu durante o período em que permaneceu no exterior e conseguiu recuperar posteriormente o celular e o passaporte, que teriam sido deixados em um hospital.

Mesmo com a recuperação dos documentos, Gisele afirma que parte das conversas, mensagens e outros arquivos que poderiam comprovar os acordos feitos antes da viagem foi apagada do aparelho celular.

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Nota da empresa sobre o caso

Após a repercussão do relato, a Candy Life divulgou uma nota oficial nas redes sociais. No comunicado, a empresa informou que Gisele embarcou no dia 29 de junho em busca de novas oportunidades para a família e para o negócio, mas acabou sendo enganada durante a viagem.

Segundo a nota, familiares e colaboradores ficaram cerca de três dias sem conseguir contato com a empresária. Após localizá-la, foram adotadas as medidas consideradas cabíveis para buscar uma solução para o caso.

A empresa informou ainda que Gisele está viva e "bem na medida do possível" e que a doceria segue funcionando normalmente com o trabalho dos colaboradores.

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O comunicado acrescenta que, até o momento da divulgação da nota, o responsável pelos fatos não havia sido preso e que o caso está sendo tratado pelas vias judiciais.


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