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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Michelle Bolsonaro critica Ciro Gomes após tucano admitir apoio a Caiado ou Renan Santos

Ex-primeira-dama questionou possível apoio de Ciro Gomes a nomes fora do grupo bolsonarista após tucano afirmar que avalia votar em Ronaldo Caiado ou Renan Santos.

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Michelle Bolsonaro critica Ciro Gomes após tucano admitir apoio a Caiado ou Renan Santos
Michelle afirmou que a possibilidade de Ciro não apoiar um nome ligado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro já havia sido adiantada por ela. Foto: Divulgação / PL e Reprodução / YouTube

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) após o político afirmar que considera apoiar Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) na disputa pela Presidência da República em 2026. A declaração provocou uma nova reação de Michelle, que voltou a questionar articulações envolvendo o PSDB e o PL no Ceará.

Nos comentários de uma publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que a possibilidade de Ciro não apoiar um nome ligado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro já era esperada. Ela também criticou a aproximação do PL cearense com a pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará.

“Choca? Não! Só não viu quem não quis, por causa do velho toma lá, dá cá. Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, escreveu Michelle.

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A manifestação ocorreu após Ciro Gomes declarar que o PSDB ainda não definiu qual candidatura presidencial apoiará e citar dois nomes avaliados para a disputa nacional.

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Ciro Gomes cita Caiado e Renan Santos como possibilidades para 2026

Em entrevista ao Portal News Cariri, neste sábado (18), Ciro afirmou que o PSDB ainda debate internamente o caminho que seguirá na eleição presidencial.

Segundo ele, a desistência de Aécio Neves de disputar a Presidência abriu espaço para novas discussões dentro da legenda. Ciro disse que conversa com o ex-senador Tasso Jereissati e citou Ronaldo Caiado como uma possibilidade de voto.

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“O Aécio Neves [deputado federal pelo PSDB] resolveu que não era mais candidato [ao Planalto], mas ainda não abriu a conversa com o presidente do partido do que vai ser o rumo do PSDB. Nós, eu e o Tasso Jereissati, estamos trocando ideias. Eu, por exemplo, me dou muito com o Ronaldo Caiado e votaria nele sem nenhuma dificuldade”, afirmou.

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O ex-ministro também mencionou Renan Santos, do partido Missão, como outro nome que acompanha.

“[Também] estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos. Me parece uma pessoa que, a despeito de jovem e tal, está falando coisas muito verdadeiras, embora aqui e ali tenham exageros. Enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos”, declarou.

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Ciro afirmou ainda que a eleição estadual deve ser uma prioridade para o grupo político e destacou que possui aliados com diferentes posições em relação à disputa presidencial.

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“Por exemplo, hoje o nosso senador [pré-candidato a senador e deputado estadual do PL] Alcides [Fernandes] vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. Mauro Benevides [deputado federal pelo União Brasil], que coordena o meu programa de governo, é vice-líder do Lula, vota no Lula. E está tudo certo, não tem problema nenhum”, disse.

Apoio do PL Ceará a Ciro provoca divergências internas

A aproximação entre o PL do Ceará e Ciro Gomes para a disputa estadual aumentou as divergências dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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O apoio do partido à pré-candidatura de Ciro ao Governo do Ceará foi apontado como um dos motivos para o desentendimento público entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.

Em um vídeo divulgado no final de junho, Michelle afirmou ter sido “desrespeitada” e “maltratada” pelo enteado durante as discussões sobre as articulações políticas no Ceará. Ela também questionou a aproximação com Ciro Gomes, lembrando críticas feitas pelo tucano ao ex-presidente em eleições anteriores.

Ciro disputou as eleições presidenciais de 2018 e 2022 pelo PDT e foi ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2006. Nos últimos anos, rompeu relações políticas com o PT.

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Disputa no PL do Ceará envolve André Fernandes e Alcides Fernandes

A discussão sobre o apoio do PL cearense a Ciro Gomes se consolidou em maio, quando o deputado federal André Fernandes, presidente estadual da legenda, anunciou a aliança com o ex-governador.

Na ocasião, André afirmou que “toda ajuda é bem-vinda” para derrotar a gestão do PT e disse que, apesar das divergências anteriores com Ciro, as diferenças políticas continuariam existindo.

A primeira crítica pública de Michelle Bolsonaro à aliança ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão ao Governo do Ceará. Na época, André Fernandes afirmou que havia recebido autorização de Jair Bolsonaro para buscar a composição.

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Michelle também compartilhou um vídeo em que Ciro fazia críticas ao ex-presidente, classificando Bolsonaro como um homem “quase doente” e “burro”, além de afirmar que ele teria capacidade intelectual “curta”.

André Fernandes defendeu a aproximação como uma decisão política voltada ao cenário estadual e afirmou que a composição representava uma “coragem de agir” em nome dos cearenses.