Francisco de Assis Ripol Clemente, conhecido como Chico Santo, morreu aos 46 anos após um afogamento no lago de Genebra, na região de Rolle, na Suíça. Encontrado desacordado na água a poucos metros da margem, ele chegou a receber atendimento de banhistas e equipes de emergência, mas a morte foi confirmada no local. As autoridades suíças abriram uma investigação para esclarecer as circunstâncias do caso.
Segundo a polícia do cantão de Vaud, a vítima era um brasileiro de 46 anos residente na França. A identidade foi posteriormente confirmada pelo portal Terceiro Tempo, veículo especializado em jornalismo esportivo, onde Chico Santo trabalhou entre 2011 e 2012. A notícia provocou manifestações de pesar entre jornalistas, ex-colegas de redação e veículos de comunicação brasileiros, que destacaram a trajetória profissional construída ao longo de mais de duas décadas.
Jornalista brasileiro morre após afogamento no lago de Genebra
De acordo com as autoridades suíças, Chico Santo foi localizado inconsciente na água, a cerca de três metros da margem do lago de Genebra, na tarde de sábado (18), na região de Rolle. Pessoas que estavam próximas iniciaram os primeiros socorros até a chegada das equipes de resgate. Apesar das tentativas de reanimação, o jornalista não resistiu.
Até o momento, a polícia não informou o que provocou o afogamento. O Ministério Público do cantão de Vaud determinou a abertura de uma investigação. O trabalho é conduzido pela brigada do lago, especializada em ocorrências em ambientes aquáticos, com apoio da polícia científica. As autoridades buscam esclarecer as circunstâncias que antecederam o acidente. Até a conclusão da investigação, nenhuma outra hipótese foi divulgada oficialmente.
Quem era Chico Santo
Natural de São Paulo, Francisco de Assis Ripol Clemente construiu uma carreira consolidada no jornalismo brasileiro, especialmente nas áreas esportiva e internacional. Ao longo da trajetória profissional, trabalhou em veículos como Jovem Pan, TV Globo, GloboNews, SporTV, Terra, Jornal do Brasil, O Dia e Terceiro Tempo, conforme informações registradas em seu perfil no Portal dos Jornalistas.
Sua experiência incluiu coberturas da Seleção Brasileira em Copas do Mundo e outros torneios internacionais, além de reportagens sobre terremotos, conflitos armados, incêndios florestais e crises humanitárias. O jornalista também produziu conteúdos sobre automobilismo e triatlo para veículos do Grupo Globo e realizou trabalhos em mais de 40 países.
Última publicação mostrava planos para voltar ao jornalismo esportivo
Em uma das últimas mensagens publicadas nas redes sociais, Chico Santo comentou que enfrentava problemas de saúde e revelou o desejo de retomar a cobertura da Seleção Brasileira. A publicação ganhou repercussão após a confirmação de sua morte e passou a reunir mensagens de despedida de colegas e amigos.
Homenagens destacam legado profissional
Casado com Angela Zerbielli, Chico Santo recebeu homenagens de diversos profissionais da imprensa. O portal Terceiro Tempo divulgou uma nota de pesar prestando solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão.
Nas redes sociais, jornalistas lembraram a dedicação do profissional e sua atuação em importantes coberturas esportivas e internacionais, ressaltando a contribuição deixada ao jornalismo brasileiro. Enquanto familiares e amigos se despedem do jornalista, as autoridades suíças seguem investigando as circunstâncias do afogamento. Até o momento, a causa da morte ainda não foi oficialmente esclarecida.




