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RECLAMAÇÕES

MPCE abre processo contra Enel após apagão deixar Taíba sem energia por quase 48 horas

A investigação também deverá medir a extensão dos prejuízos causados pelo apagão

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MPCE abre processo contra Enel após apagão deixar Taíba sem energia por quase 48 horas
Com a abertura do processo, a Enel terá prazo de 20 dias para encaminhar esclarecimentos ao Ministério Público. (Foto: Reprodução)


O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), abriu um processo administrativo contra a Enel Distribuição Ceará para apurar as causas do apagão que deixou a Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, sem energia elétrica por cerca de 48 horas. A investigação também busca avaliar os prejuízos enfrentados por moradores, comerciantes e turistas, além de verificar quais medidas foram adotadas pela concessionária para evitar novos episódios.

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A decisão foi tomada na última terça-feira (20), após o órgão receber diversas reclamações de consumidores. Segundo o MPCE, os primeiros registros de falta de energia começaram na noite de 17 de julho, quando moradores e empresários passaram a relatar a interrupção prolongada do serviço.

Além da ausência de energia, consumidores também informaram ao Ministério Público que continuaram enfrentando instabilidades na rede elétrica mesmo após o restabelecimento do fornecimento. Essas ocorrências também fazem parte da apuração conduzida pelo Decon.

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Por que o MPCE abriu processo contra a Enel

Segundo o Decon, o procedimento administrativo pretende reunir informações para esclarecer o que provocou a interrupção do fornecimento de energia e verificar se houve violação aos direitos dos consumidores afetados.

A investigação também deverá medir a extensão dos prejuízos causados pelo apagão e analisar as providências adotadas pela distribuidora para restabelecer o serviço.

Outro ponto que será avaliado é a forma como a empresa pretende atender clientes que sofreram perdas materiais em razão da interrupção, incluindo a divulgação dos canais destinados aos pedidos de ressarcimento.

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O fornecimento contínuo de energia elétrica é considerado um serviço essencial, especialmente em regiões que concentram moradores, empreendimentos turísticos e atividades comerciais, como é o caso da Praia da Taíba.

Apagão afetou moradores, turistas e comerciantes da Taíba

De acordo com o Ministério Público, o apagão atingiu moradores e turistas que estavam na Praia da Taíba durante o período da interrupção do serviço.

Hotéis, pousadas, restaurantes e outros estabelecimentos também registraram impactos decorrentes da falta de energia e da instabilidade na rede após o retorno do abastecimento.

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Entre os prejuízos relatados estão a perda de alimentos e outros produtos que dependiam de refrigeração, além de dificuldades causadas pela interrupção da internet, comprometendo o funcionamento de empresas e a rotina dos consumidores.

Por ser um dos principais destinos turísticos do litoral cearense, a Taíba recebe visitantes ao longo de todo o ano, o que amplia os reflexos de interrupções prolongadas em serviços essenciais.

O que a Enel terá de informar ao Ministério Público

Com a abertura do processo, a Enel terá prazo de 20 dias para encaminhar esclarecimentos ao Ministério Público.

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Entre as informações solicitadas estão a causa da interrupção do fornecimento de energia, a dimensão dos impactos causados aos consumidores e as providências adotadas para restabelecer o serviço.

A concessionária também deverá informar quais mecanismos estão disponíveis para que clientes prejudicados possam solicitar eventual ressarcimento, conforme previsto na legislação e nas normas que regulamentam a distribuição de energia elétrica.

Após receber as informações, o Decon analisará a documentação e poderá adotar novas medidas caso identifique irregularidades ou descumprimento das obrigações da concessionária.

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Enel afirma que responderá ao processo dentro do prazo

Em nota, a Enel Distribuição Ceará informou que recebeu a notificação encaminhada pelo Ministério Público na última terça-feira (20) e que apresentará resposta dentro do prazo estabelecido.

A empresa também relembrou que havia informado, no sábado (18), que a interrupção do fornecimento foi provocada por uma ocorrência registrada na Subestação de Pecém.

Na ocasião, a distribuidora afirmou que mobilizou uma operação de grande porte para normalizar o abastecimento de energia, com atuação de equipes técnicas e operacionais em diferentes frentes. Segundo a concessionária, foram realizadas manobras na rede elétrica, além da utilização de geradores e eletrocentros, o que permitiu o restabelecimento integral do fornecimento aos consumidores afetados.

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Agora, os esclarecimentos apresentados pela empresa serão analisados pelo Decon, que irá verificar se as medidas adotadas foram suficientes e se houve falhas na prestação do serviço que possam resultar em responsabilização administrativa ou em outras providências voltadas à proteção dos consumidores prejudicados.


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