O prazo para aderir ao Desenrola 2.0 está na reta final. Os consumidores interessados em renegociar dívidas por meio do programa do Governo Federal têm até o dia 31 de agosto para aproveitar as condições especiais oferecidas nesta etapa da iniciativa.
Após essa data, quem ainda estiver inadimplente deverá negociar diretamente com as instituições financeiras, sem as regras e benefícios previstos pelo programa.
Lançado em maio, o Novo Desenrola Brasil reformulou a versão anterior da iniciativa com o objetivo de facilitar a regularização de débitos, especialmente aqueles considerados de maior impacto para o orçamento das famílias, como dívidas de cartão de crédito e cheque especial.
Quem pode participar do Desenrola 2.0
O programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, que possuam dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos.
Além de contemplar débitos bancários, o Desenrola 2.0 também inclui a possibilidade de renegociação de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As negociações são realizadas diretamente com os bancos ou instituições financeiras onde a dívida foi contraída.
Quais são as condições de renegociação das dívidas
Entre os principais benefícios do programa estão os descontos que podem chegar a 90% sobre o valor original da dívida, dependendo do perfil do débito e do tempo de inadimplência.
Os juros cobrados nas renegociações podem ser de até 1,99% ao mês, enquanto o prazo para pagamento pode chegar a quatro anos.
Outra medida prevista é a possibilidade de sacar até 20% do saldo total do FGTS, desde que o trabalhador esteja dentro das regras estabelecidas pelo programa.
Segundo o Governo Federal, também há previsão de até um mês de carência para o pagamento da primeira parcela em alguns contratos. Nesse período, o consumidor deixa os cadastros de inadimplência após a formalização do acordo.
Para garantir as operações, o governo prevê um aporte de até R$ 9 bilhões no Fundo Garantidor de Operações (FGO), destinado a cobrir eventuais inadimplências nas renegociações. Também poderão ser liberados até R$ 4,5 bilhões do FGTS para trabalhadores elegíveis.
Participantes terão restrição ao uso de plataformas de apostas
Uma das novidades do Desenrola 2.0 é a restrição ao uso de plataformas de apostas esportivas para quem aderir ao programa. Conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os participantes ficarão impedidos de utilizar bets pelo período de um ano.
Ao anunciar a medida, Lula afirmou que o objetivo é evitar que consumidores renegociem suas dívidas e voltem a comprometer a renda com jogos de aposta.
O que acontece após o fim do prazo
Com o encerramento desta fase do Desenrola 2.0, em 3 de agosto, os consumidores que não aderirem ao programa ainda poderão buscar acordos para quitar seus débitos, mas as negociações passarão a ser feitas diretamente com cada instituição financeira.
As condições oferecidas pelos bancos poderão ser diferentes das previstas pelo programa federal, incluindo taxas de juros, descontos e prazos de pagamento.
Por isso, quem pretende aproveitar os benefícios do Desenrola 2.0 deve verificar sua elegibilidade e procurar a instituição financeira responsável pela dívida antes do término do prazo.




