A deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (Rede) foi confirmada nesta quarta-feira (5) como a segunda candidata ao Senado na chapa governista do Ceará para as eleições de 2026. Ela disputará uma das duas vagas ao lado do senador Cid Gomes (PSB), que tentará a reeleição, ambos com o apoio da base liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT).
Com a definição, a Federação PSOL/Rede passa a integrar oficialmente a coligação governista na disputa majoritária. A decisão encerra as negociações sobre a composição da segunda vaga ao Senado, que vinha sendo discutida entre partidos aliados nos últimos meses.
Neste ano, cada estado elegerá dois senadores. Por isso, cada coligação pode apresentar dois candidatos ao cargo. A confirmação de Luizianne completa a chapa governista para a disputa.
Luizianne já mantinha candidatura ao Senado
O nome de Luizianne ganhou força nas discussões internas da base após sua saída do PT e filiação à Rede Sustentabilidade.
Mesmo antes da definição oficial da base governista, nesta quarta, a parlamentar já havia afirmado que manteria sua candidatura ao Senado independentemente de receber ou não o apoio do grupo político liderado por Elmano de Freitas.
Sua candidatura foi homologada durante a convenção estadual da Federação PSOL/Rede, realizada no último sábado (1º).
Disputa pela segunda vaga envolveu vários nomes
A definição ocorre após meses de negociações dentro da base governista. Ao longo do processo, diversos nomes foram cogitados para ocupar a segunda vaga ao Senado.
Entre eles estiveram o deputado federal José Guimarães (PT), o ex-senador Eunício Oliveira (MDB), o deputado federal Júnior Mano (PSB), o empresário Chiquinho Feitosa (Republicanos), o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT) e outras lideranças políticas.
O cenário começou a mudar após a saída de alguns desses pré-candidatos da disputa. José Guimarães deixou a corrida ao assumir um cargo no ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, Eunício Oliveira e Chiquinho Feitosa também desistiram de buscar a indicação da base governista.
Saída do PT antecedeu candidatura
Luizianne deixou o Partido dos Trabalhadores após mais de três décadas de filiação. A decisão ocorreu depois de divergências internas relacionadas à participação nas decisões da legenda e à definição das chapas majoritárias.
Em 2024, a então petista disputou as prévias internas para ser candidata à Prefeitura de Fortaleza, mas foi derrotada por Evandro Leitão, que recebeu apoio do grupo político liderado por Camilo Santana e acabou eleito prefeito da Capital.
Mais recentemente, Luizianne buscou viabilizar sua candidatura ao Senado pelo próprio PT, mas não obteve apoio suficiente dentro da legenda. Posteriormente, filiou-se à Rede Sustentabilidade e lançou sua candidatura pela Federação PSOL/Rede.
Veja os candidatos ao Senado já confirmados no Ceará
Com a definição da chapa governista, já há outros nomes oficialmente anunciados para disputar o Senado nas eleições de 2026.
Pela aliança de oposição que apoia a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará, os candidatos confirmados são o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) e o deputado estadual Alcides Fernandes (PL).
Também nesta semana, o Partido Novo oficializou a candidatura do General Theophilo para a disputa ao Senado.
Como funciona a eleição ao Senado este ano
Na eleição de 2026, os brasileiros escolherão dois senadores por estado, já que haverá a renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado Federal. No Ceará, assim como nas demais unidades da Federação, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes para o cargo.
Na urna eletrônica, o voto para senador será solicitado duas vezes, sendo necessário digitar o número de candidatos distintos. Caso o eleitor repita o mesmo número nas duas oportunidades, apenas o primeiro voto será considerado válido.
A eleição para o Senado é realizada pelo sistema majoritário e ocorre em turno único. Isso significa que não há segundo turno para o cargo. São eleitos os dois candidatos mais votados no estado, independentemente da porcentagem de votos obtida.
Os senadores eleitos terão mandato de oito anos. O Senado Federal é composto por 81 parlamentares, sendo três representantes de cada estado e do Distrito Federal.
A renovação da Casa ocorre de forma alternada: em uma eleição são renovadas 27 cadeiras, correspondentes a um terço do Senado, e na eleição seguinte são renovadas 54 vagas, equivalentes a dois terços. Em 2026, estarão em disputa justamente essas 54 cadeiras.




