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SAÚDE GLOBAL

Surto de ebola avança mais rápido que os anteriores e preocupa OMS na África

Organização Mundial da Saúde afirma que atual epidemia na República Democrática do Congo é a de crescimento mais acelerado já registrada no país e espera reverter tendência em até três meses

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Surto de ebola avança mais rápido que os anteriores e preocupa OMS na África
Foto: Reprodução/Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o atual surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) está se espalhando em um ritmo mais rápido do que as epidemias anteriores registradas no país. Apesar do avanço da doença, a entidade acredita que a curva de crescimento poderá começar a ser revertida nos próximos três meses, desde que todas as medidas de resposta sejam implementadas simultaneamente nas áreas afetadas.

Segundo dados divulgados pela OMS, a epidemia já ultrapassou 4,4 mil casos confirmados e provocou mais de 2 mil mortes. O surto teve início na província de Ituri e se espalhou por diferentes regiões do leste congolês, cenário marcado por conflitos armados, deslocamentos populacionais e infraestrutura de saúde limitada.

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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o vírus ganhou vantagem sobre as equipes de contenção nos primeiros meses da epidemia. A organização avalia que a resposta foi dificultada pela insegurança em áreas afetadas e pela resistência de parte da população às medidas sanitárias.

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OMS quer reverter avanço da doença em três meses

A expectativa da OMS é que a tendência de crescimento seja controlada em aproximadamente três meses. Para isso, a entidade considera essencial a atuação simultânea das estratégias de vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos, isolamento de casos suspeitos e fortalecimento da assistência médica nas cinco zonas de transmissão identificadas.

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A organização, porém, ressalta que uma eventual desaceleração da curva não significará o fim imediato da epidemia. Mesmo após a redução dos casos, será necessário manter ações de monitoramento para evitar novos focos de transmissão.

Epidemia pode se tornar uma das mais graves da história do país

Especialistas da OMS avaliam que o atual surto caminha para se tornar um dos mais severos já registrados na República Democrática do Congo. O ritmo de crescimento dos casos e das mortes preocupa autoridades sanitárias internacionais, especialmente porque a epidemia atinge regiões de difícil acesso e com forte presença de grupos armados.

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Outro fator que agrava o cenário é a circulação da cepa Bundibugyo do vírus ebola. Diferentemente de variantes para as quais já existem vacinas aprovadas, essa cepa ainda não possui imunizante específico nem tratamento amplamente validado, o que aumenta os desafios para o controle da doença.

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Além disso, a epidemia já alcançou novas áreas do país e chegou a uma sexta província, ampliando as preocupações sobre a capacidade de contenção e sobre o risco de expansão para regiões vizinhas.

O que é o ebola?

O ebola é uma doença viral grave transmitida principalmente pelo contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A enfermidade também pode ser transmitida por objetos contaminados e durante o manejo de corpos de vítimas da doença.

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Os sintomas costumam incluir febre alta, dores musculares, fadiga, vômitos, diarreia e, nos casos mais graves, hemorragias internas e externas. A taxa de mortalidade varia conforme a cepa do vírus e as condições de atendimento médico disponíveis.

Há risco para o Brasil?

Até o momento, autoridades sanitárias internacionais consideram baixo o risco de o surto chegar ao Brasil. O país nunca registrou um caso autóctone de ebola, e os protocolos de vigilância epidemiológica permanecem ativos para monitorar possíveis ocorrências importadas.

Apesar disso, a OMS acompanha a situação com atenção devido à velocidade de propagação da doença e à possibilidade de deslocamento de pessoas entre países africanos afetados.

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