A candidata do Novo ao Governo do Ceará, Vera Lúcia, afirmou nesta terça-feira (18) que uma eventual gestão sua poderá recorrer ao endividamento caso seja necessário para atender demandas da população. A declaração foi dada durante a sabatina do Grupo Cidade de Comunicação, na TV Cidade Fortaleza, ao ser questionada sobre o modelo de administração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e a situação da dívida daquele estado.
Questionada sobre como pretende aplicar no Ceará um modelo de gestão que admira, diante do cenário fiscal mineiro citado pelos jornalistas, Vera afirmou que primeiro seria necessário entender as razões que levaram ao aumento da dívida e avaliar os resultados obtidos pela população.
“Será que a população foi assistida?”, questiona Vera.
A candidata argumentou que o endividamento, por si só, não deveria ser analisado de forma isolada. Para ela, seria necessário verificar se os recursos foram utilizados em políticas públicas que efetivamente atenderam às necessidades da população.
Candidata diz que dívida deve ser analisada junto com serviços públicos
Ao responder sobre a situação fiscal de Minas Gerais, Vera afirmou que países desenvolvidos também possuem dívidas elevadas. A partir desse argumento, ela defendeu que o principal critério para avaliar uma dívida pública deve ser o retorno proporcionado à população.
“Países muito mais avançados, países de primeiro mundo, eles têm dívidas enormes”, afirma Vera.
A candidata ressaltou, porém, que não considera o aumento da dívida algo que deva ser simplesmente justificado. Segundo ela, uma eventual administração deve buscar reduzir o endividamento sempre que possível.
“Não que a gente justifique, tem que tentar o máximo possível diminuir essas dívidas”, declara.
Ao mesmo tempo, Vera afirmou que o equilíbrio fiscal não deveria impedir a realização de políticas públicas consideradas necessárias.]
“Se o povo precisar, a gente vai ter que se endividar”
Ao final da resposta, a candidata resumiu sua posição sobre o uso de crédito pelo poder público.
“Se o povo precisar, a gente vai ter que se endividar”, afirma Vera.
A declaração ocorreu após a candidata defender que a prioridade de uma gestão deve ser atender às necessidades da população. Segundo ela, caso uma política pública exija recursos que levem ao aumento da dívida, seria necessário avaliar a necessidade e os resultados dessa medida.
Vera também afirmou que o objetivo de uma gestão deve ser manter o foco nos serviços prestados à população.
“Tudo gera em torno do que o governo tem que entregar para a população”, diz a candidata.
Modelo de Zema é citado como referência
Durante a sabatina, Vera foi questionada sobre sua admiração pelo modelo de gestão adotado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A candidata do Novo já havia citado a experiência mineira como uma das referências do partido durante outras respostas.
A pergunta dos jornalistas relacionou essa escolha à situação fiscal de Minas Gerais e ao crescimento da dívida estadual mencionado durante a entrevista.
Vera respondeu que seria necessário analisar os motivos do aumento do endividamento antes de concluir se o modelo de gestão apresentou resultados positivos ou negativos.
A candidata não apresentou, durante esse trecho da entrevista, uma meta específica para a dívida do Ceará, um limite de endividamento ou um mecanismo concreto que seria utilizado para controlar as contas públicas em uma eventual gestão.
Endividamento aparece em discussão sobre gestão fiscal
A declaração de Vera ocorre em um contexto no qual a gestão das contas públicas aparece entre os temas centrais da disputa pelo Governo do Ceará em 2026.
No plano de governo apresentado pela candidata, a gestão fiscal é uma das áreas previstas para uma eventual administração. Entre as propostas estão o equilíbrio das contas públicas, a recuperação da capacidade de investimento do Estado, o controle das despesas e a sustentabilidade da dívida pública.
O documento também prevê o fortalecimento do planejamento governamental, com integração entre plano de governo, orçamento, monitoramento e avaliação de resultados.
Na entrevista, porém, Vera enfatizou que a necessidade de atender a população pode justificar a utilização de recursos por meio de endividamento, desde que a medida esteja relacionada à prestação de serviços públicos.
A candidata encerrou sua resposta reforçando que a avaliação da gestão deve partir das necessidades da população e dos resultados obtidos.




