A candidata do Novo ao Governo do Ceará, Vera Lúcia, defendeu nesta terça-feira (18) a utilização de vouchers educacionais para famílias que aguardam vagas em creches públicas e afirmou que pretende ampliar a participação da iniciativa privada no atendimento de saúde. As propostas foram apresentadas durante a sabatina promovida pelo Grupo Cidade de Comunicação, exibida pela TV Cidade Fortaleza.
Na área da educação, Vera foi questionada sobre a política de alfabetização do Ceará e sobre quais medidas pretende manter caso seja eleita. A candidata afirmou que não pretende alterar políticas que apresentam bons resultados.
“Tudo que está funcionando, nós não podemos mudar”, afirma Vera.
A candidata defendeu maior valorização dos professores, com oferta de cursos de qualificação e reconhecimento na carreira. Segundo ela, a estratégia seria preservar as ações que apresentam resultados e ampliar aquilo que ainda precisa avançar.
“Não se muda o que está ganhando”, declara Vera.
Candidata diz que voucher seria solução mais rápida para falta de vagas
Ao ser questionada sobre a proposta de voucher educacional para famílias que aguardam vagas em creches, Vera afirmou que a medida teria como objetivo atender imediatamente crianças que estão fora da rede.
A candidata não apresentou um valor para o benefício. Segundo ela, antes de estabelecer o montante seria necessário identificar quantas crianças estão sem atendimento e dimensionar a demanda existente.
“Primeiro precisa se mapear”, explica Vera.
Na avaliação apresentada durante a entrevista, o voucher poderia ser implementado mais rapidamente do que a construção ou ampliação de unidades públicas, devido ao tempo necessário para executar obras e cumprir procedimentos administrativos.
“Os vouchers seriam uma coisa mais imediata”, afirma a candidata.
Vera, porém, negou que a proposta represente o abandono da construção de novas unidades públicas. Segundo ela, novas escolas e creches continuariam sendo construídas, mas a medida não resolveria de forma imediata a demanda existente.
“Claro que serão construídas”, diz Vera.
A candidata defendeu, portanto, uma combinação entre a expansão da estrutura pública e o uso de vagas disponibilizadas pela iniciativa privada.
Vera defende parceria entre setor público e privado na educação
Questionada se a proposta poderia significar uma transferência da responsabilidade pela educação para a iniciativa privada, Vera negou essa possibilidade.
A candidata afirmou que o atendimento educacional deve envolver os dois setores e defendeu uma atuação conjunta entre instituições públicas e privadas.
“Não podemos nunca deixar a educação só na mão dos privados, não. Tem que ser público e privado”, afirma Vera.
Para ela, os dois segmentos podem trabalhar de forma complementar para atender a população.
A candidata também foi questionada sobre a fiscalização das instituições privadas que eventualmente receberiam alunos por meio dos vouchers.
Vera afirmou que haveria necessidade de fiscalização, principalmente porque o programa representaria um custo para o Estado. Ela também defendeu que a própria população participe do acompanhamento.
“Precisa ser fiscalizado sim”, declara Vera.
A candidata não apresentou, durante a entrevista, detalhes sobre os critérios de credenciamento das instituições, os valores dos vouchers ou o modelo de fiscalização.
Na saúde, candidata defende uso de hospitais privados
Vera também propôs uma maior participação da iniciativa privada na prestação de serviços de saúde à população.
A candidata justificou a proposta pela existência de filas para consultas, exames e procedimentos e afirmou que o uso da estrutura privada poderia acelerar o atendimento de pacientes.
“Nós temos filas que dificultam muito a vida das pessoas”, afirma Vera.
Segundo a candidata, a espera por determinados procedimentos pode ser prolongada e, em sua avaliação, alguns pacientes não conseguem receber atendimento em tempo adequado.
Vera defendeu que hospitais particulares que já possuem estrutura possam ser utilizados para atender pacientes da rede pública.
“Nós temos hospitais muito bons que podem atender a essa população”, diz a candidata.
A proposta apresentada por Vera prevê utilizar a capacidade já existente na rede privada enquanto o Estado amplia sua própria estrutura.
Candidata nega que vá deixar de construir hospitais públicos
Durante a entrevista, Vera foi questionada se a maior utilização de unidades privadas significaria interromper a construção de novos hospitais públicos.
A candidata negou.
Segundo Vera, as novas unidades continuariam fazendo parte de uma eventual gestão, mas a construção de hospitais exige tempo para execução das obras, aquisição de equipamentos e contratação de profissionais.
“Elas vão ser construídas”, afirma Vera.
A candidata defendeu que a estrutura privada seja utilizada como uma solução de curto prazo enquanto os investimentos públicos produzem resultados no longo prazo.
Para Vera, a prioridade seria reduzir o tempo de espera dos pacientes.
“A população que manda, são as necessidades da população, não as nossas”, declara.
Vera critica demora em obras públicas
Ao defender o uso da estrutura privada, a candidata também criticou o tempo necessário para execução de obras públicas no Ceará.
Vera afirmou que a construção de equipamentos públicos envolve processos burocráticos e pode levar mais tempo do que a urgência apresentada por quem precisa do atendimento.
Segundo ela, hospitais novos precisam passar por etapas como construção, instalação de equipamentos e contratação de profissionais antes de começarem a atender.
A candidata defendeu, por isso, uma combinação entre investimentos públicos e utilização de estruturas privadas já disponíveis.
“Precisamos fazer essa junção com responsabilidade”, afirma Vera.
Ela acrescentou que o modelo deveria ter controle por parte do poder público e ser direcionado principalmente à população que necessita de atendimento.
Proposta prevê atuação conjunta, mas detalhes ainda não foram apresentados
As propostas apresentadas por Vera durante a sabatina indicam uma estratégia baseada no uso de estruturas privadas para atender demandas que, segundo ela, não poderiam esperar pelo tempo necessário para a expansão da rede pública.
Na educação, o voucher seria direcionado às famílias que aguardam vagas em creches, enquanto novas unidades continuariam sendo construídas.
Na saúde, a candidata defendeu que hospitais privados possam atender pacientes da rede pública, enquanto o Estado mantém investimentos na construção e ampliação de seus próprios equipamentos.
Durante a entrevista, no entanto, Vera não apresentou os valores dos vouchers, o número de vagas que seriam atendidas, os critérios para escolha das instituições privadas ou o modelo específico de contratação na área da saúde.
A candidata também não detalhou quais hospitais poderiam participar de uma eventual política de utilização da rede privada.
As propostas fazem parte das ideias apresentadas por Vera Lúcia durante a sabatina do Grupo Cidade de Comunicação. A entrevista integra a cobertura das Eleições 2026 e foi realizada pelos jornalistas Bianca Saraiva e Marcelo Moreno, dentro do Jornal da Cidade, na TV Cidade Fortaleza.




