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ALIANÇA POLÍTICA

Ciro Gomes explica aliança com antigos adversários após percepção conjunta da “tragédia no Ceará”

Candidato do PSDB ao Governo do Ceará afirmou que diferenças políticas com André Fernandes e Capitão Wagner permanecem, mas que grupo decidiu se unir em torno de mudanças no Estado

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Ciro Gomes explica aliança com antigos adversários após percepção conjunta da “tragédia  no Ceará”
Ciro Gomes explica aliança com antigos adversários “Percepção da tragédia em curso no Ceará”. Foto: Lino Vieira

Ciro Gomes (PSDB) afirmou que a percepção sobre a situação do Ceará foi o principal motivo para que ele se aproximasse de antigos adversários políticos, entre eles André Fernandes e Capitão Wagner, para a disputa pelo Governo do Estado nas Eleições 2026. A explicação foi dada nesta quarta-feira (19), durante entrevista ao Jornal da Cidade, da TV Cidade Fortaleza.

Leia também: Ceará tem 15,52% de abstenção e registra menor índice do Brasil nas Eleições 2026

Questionado sobre o que havia mudado em sua relação com políticos que historicamente estiveram em lados opostos ao seu, Ciro respondeu que foi a avaliação sobre o momento vivido pelo Ceará. Segundo ele, a violência, os problemas econômicos e as dificuldades enfrentadas pela população fizeram com que integrantes de diferentes grupos políticos passassem a discutir uma atuação conjunta.

“O que mudou foi a percepção da tragédia em curso no Ceará”, afirmou Ciro.

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O candidato disse que a aproximação começou a partir de conversas com o ex-governador Tasso Jereissati, com quem passou a discutir os problemas do Estado. Segundo Ciro, os dois inicialmente não tinham intenção de voltar à disputa eleitoral, mas decidiram tentar construir uma alternativa política diante das reclamações que ouviam sobre a situação do Ceará.

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Ciro explica aproximação com antigos adversários

Durante a sabatina, Ciro foi questionado especificamente sobre sua mudança de posição em relação a André Fernandes e Capitão Wagner.

Os dois políticos tiveram trajetórias marcadas por posições diferentes das defendidas por Ciro. André Fernandes se consolidou como uma das principais lideranças da direita no Ceará, enquanto Capitão Wagner construiu sua carreira política em oposição ao grupo ligado a Ciro e disputou o Governo do Estado.

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Ciro afirmou que a aproximação não ocorreu porque as diferenças políticas entre eles desapareceram.

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Segundo o candidato, o ponto de convergência passou a ser a avaliação sobre os problemas enfrentados pelo Ceará.

A partir dessa percepção, ele e Tasso Jereissati teriam decidido procurar políticos de uma geração mais nova para tentar construir uma composição capaz de reunir diferentes grupos.

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Ciro afirmou que o objetivo era evitar que cada liderança disputasse isoladamente contra o grupo político que, na avaliação dele, consolidou um “monopólio de poder” no Estado.

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Foi nesse processo que André Fernandes e Capitão Wagner foram procurados.

Por que Ciro se aliou a André Fernandes e Wagner

Ao explicar os critérios utilizados para buscar os novos aliados, Ciro citou as trajetórias eleitorais de cada um.

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Sobre André Fernandes, afirmou que o deputado federal foi escolhido por ter chegado perto de derrotar o grupo governista na disputa pela Prefeitura de Fortaleza.

Já Capitão Wagner foi chamado, segundo Ciro, por ter disputado o Governo do Ceará.

O candidato também mencionou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e ex-candidato ao Governo do Estado, como outro nome que passou a integrar as articulações.

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A lógica apresentada por Ciro foi reunir lideranças que haviam disputado eleições umas contra as outras, mas que poderiam encontrar pontos de convergência quando o debate fosse concentrado nos problemas do Ceará.

Segundo ele, as divergências continuaram existindo principalmente em relação à política nacional e à ideologia.

No entanto, quando as discussões passaram para questões específicas do Estado, Ciro afirmou que os integrantes do grupo encontraram uma agenda comum.

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“Nós precisamos dar um jeito nisso”, diz Ciro

Ciro afirmou que a construção da aliança ocorreu a partir de uma avaliação compartilhada sobre a situação do Ceará.

Segundo ele, ao discutir problemas como violência e dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo, os integrantes do grupo chegaram à conclusão de que seria necessário atuar conjuntamente.

O candidato apresentou essa convergência como a razão para a formação da atual composição política.

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A declaração também foi usada por Ciro para explicar por que decidiu voltar a disputar o Governo do Ceará.

Ele afirmou que não tinha intenção de ser candidato novamente e que sua participação na eleição surgiu como consequência das articulações feitas durante esse processo.

Segundo Ciro, ao longo das conversas, seu nome passou a ser considerado o mais viável para representar a composição.

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“E dessa dinâmica resultou que eu parecia ser o mais viável. E é por isso que eu estou aqui”, afirmou.

Ciro diz que diferenças com antigos adversários permanecem

Ao ser questionado novamente se sua percepção sobre André Fernandes e Capitão Wagner havia mudado, Ciro fez uma distinção entre a relação pessoal e as divergências políticas.

Ele afirmou que continua discordando de Wagner em diversos temas e disse que chegou a pedir desculpas a ele.

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Sobre André Fernandes, Ciro afirmou ter desenvolvido uma relação de proximidade pessoal.

O candidato também mencionou Alcides Fernandes, pai de André Fernandes, e afirmou ter criado uma relação de afeto com ele.

Apesar da aproximação, Ciro ressaltou que as diferenças políticas entre os integrantes da aliança continuam existindo.

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A própria composição reúne nomes associados a campos políticos distintos no cenário nacional.

Ciro citou como exemplo Mauro Filho, coordenador de seu programa de governo, que é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Alcides Fernandes, que, segundo ele, é ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo com essas diferenças, Ciro afirmou que os integrantes conseguem trabalhar juntos porque, na avaliação dele, as questões específicas do Ceará permitem essa convergência.

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Saúde e segurança são prioridades de Ciro

Na parte final da entrevista, Ciro afirmou que pretende concentrar as primeiras ações de uma eventual gestão em duas áreas: saúde e segurança.

Segundo ele, essas seriam as prioridades determinadas pelas demandas da população.

O candidato afirmou que não pretende apresentar promessas para todas as áreas apenas para agradar ao eleitor. A ideia, segundo ele, é concentrar esforços inicialmente nos problemas que considera mais urgentes.

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A saúde e a segurança também foram os dois principais temas apresentados por Ciro durante a sabatina.

Na saúde, ele prometeu zerar em 90 dias uma fila de espera que, segundo sua declaração, reúne mais de 60 mil pessoas. Para isso, afirmou que pretende utilizar leitos ociosos da rede privada e criar um modelo que chamou de SUS-Ceará.

Na segurança, Ciro defendeu o fortalecimento da inteligência policial e apresentou uma proposta de integração de câmeras para auxiliar na identificação e no rastreamento de suspeitos.

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Ciro encerra entrevista pedindo ajuda para “mudar o Ceará”

Nos segundos finais da entrevista, Ciro fez um apelo aos eleitores para que participem do projeto que está apresentando para o Estado.

O candidato afirmou que o Ceará estaria enfrentando problemas relacionados ao empobrecimento, à violência e às dificuldades na saúde.

Ele também mencionou pessoas com deficiência e afirmou que existem 55 mil crianças com necessidades especiais em Fortaleza sem uma política pública adequada, segundo sua declaração.

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Ciro encerrou a participação pedindo aos jornalistas e à população apoio para uma eventual mudança no Estado.

A entrevista no Jornal da Cidade fez parte da série de sabatinas promovida pelo Grupo Cidade de Comunicação com os candidatos ao Governo do Ceará nas Eleições 2026.


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