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AGENDA POLÍTICA

Em ato de campanha, Flávio Bolsonaro diz que escândalo com Vorcaro é "página virada"

Candidato à Presidência visitou mercado na zona leste da capital ao lado do prefeito Ricardo Nunes; senador também comentou candidatura de Pablo Marçal e recebeu críticas de manifestantes

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Em ato de campanha, Flávio Bolsonaro diz que escândalo com Vorcaro é "página virada"
Flávio Bolsonaro é questionado sobre Dark Horse e cita Lula e Lulinha em agenda em SP. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (20) que o caso envolvendo o filme Dark Horse é uma “página virada” e, ao ser questionado sobre a prestação de contas da produção, direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao filho dele, Lulinha. A declaração ocorreu durante uma agenda eleitoral na zona leste de São Paulo, onde o senador também foi alvo de protestos.

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Flávio visitou o Mercadão de São Miguel, acompanhado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A atividade marcou a primeira agenda pública do candidato na capital paulista desde a confirmação de sua candidatura à Presidência.

O senador foi questionado sobre a prestação de contas do filme, que recebeu R$ 60 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo Flávio, os documentos já teriam sido divulgados e estariam regulares. Na sequência, ele afirmou que o presidente Lula e seu filho deveriam prestar explicações.

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Flávio Bolsonaro diz que caso Dark Horse é ‘página virada’

Ao falar sobre o filme, Flávio afirmou que o episódio está encerrado do ponto de vista político. O candidato também utilizou a oportunidade para fazer críticas ao governo Lula e mencionar o filho do presidente.

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Durante a resposta, o senador questionou por que o futuro de Lulinha estaria relacionado à Suíça, em referência a mensagens divulgadas pelo site Metrópoles nas quais a empresária Roberta Luchsinger teria afirmado ao filho do presidente que o futuro dos dois seria no país europeu.

Flávio também afirmou que Lula teria a intenção de utilizar o Banco Central para beneficiar Daniel Vorcaro. A declaração foi feita no contexto dos questionamentos sobre a relação envolvendo o empresário, o Banco Master e o filme Dark Horse.

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O episódio se tornou um dos assuntos abordados pelo candidato durante a agenda em São Paulo, em meio à disputa eleitoral pela Presidência.

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Senador cita Lula e Lulinha ao ser questionado sobre investigação

A estratégia adotada por Flávio foi associar as cobranças sobre o caso Dark Horse a questionamentos envolvendo o presidente Lula e seu filho.

O senador citou ainda as investigações relacionadas ao escândalo do INSS ao mencionar Lulinha. O caso envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários se tornou um dos temas de repercussão política nacional e passou a ser explorado por adversários do governo durante o período eleitoral.

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A fala de Flávio ocorreu em uma agenda com forte presença de apoiadores. O senador circulou pelo mercado, cumprimentou pessoas e posou para fotografias.

Ao lado de Ricardo Nunes, ele também levantou uma peça de picanha. O gesto foi utilizado como crítica a Lula e remeteu ao discurso utilizado pelo petista na campanha presidencial de 2022, quando o preço dos alimentos e a promessa de facilitar o acesso da população à carne estiveram entre os temas explorados pelo candidato.

Flávio Bolsonaro é alvo de protesto durante agenda em São Paulo

A passagem de Flávio pela zona leste também foi marcada por manifestações contrárias ao senador e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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Antes da chegada do candidato ao Mercadão de São Miguel, dezenas de manifestantes se reuniram no local com cartazes de críticas aos políticos.

Um dos materiais fazia referência direta ao caso Dark Horse. A imagem apresentava Flávio caracterizado como o personagem Wally, da série “Onde Está Wally?”, acompanhada da pergunta sobre onde estariam os R$ 61 milhões relacionados ao pagamento feito por Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme.

A maior parte dos cartazes, no entanto, era direcionada a Tarcísio. Os manifestantes fizeram críticas à administração estadual e reclamaram de episódios relacionados à violência policial.

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Segundo relatos apresentados aos jornalistas que estavam no local, os participantes afirmaram morar em comunidades dos bairros de São Miguel e São Mateus, na zona leste da capital. Eles também disseram não ter relação com movimentos sociais.

O protesto ocorreu no mesmo espaço em que Flávio realizou uma atividade de campanha, colocando a manifestação como parte do cenário da primeira agenda pública do candidato na cidade após a confirmação de sua candidatura.

Candidato comenta Pablo Marçal e segue agenda eleitoral

Durante a passagem por São Paulo, Flávio também foi questionado sobre Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura à Presidência apesar de estar inelegível.

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O senador fez uma avaliação positiva do influenciador e afirmou considerá-lo uma pessoa preparada e bem-intencionada.

Ricardo Nunes também comentou a situação. O prefeito, que disputou a eleição municipal de 2024 contra Marçal, defendeu a necessidade de união e afirmou que os cristãos precisam perdoar.

A declaração ocorreu em um momento no qual diferentes grupos políticos de direita tentam organizar alianças para a disputa presidencial e para as eleições estaduais.

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Após a visita ao mercadão, Flávio tinha previsão de seguir para um campo de futebol na Vila Formosa, onde deveria participar de uma atividade com crianças.

A agenda também incluía um almoço na Mooca, com a presença prevista de Tarcísio de Freitas, lideranças políticas e empresários.

A programação em São Paulo reforça a estratégia de exposição pública de Flávio durante o início da campanha presidencial. Em uma mesma agenda, o candidato combinou contato com eleitores, críticas ao principal adversário político, respostas sobre um episódio que passou a ser explorado eleitoralmente e aproximação com aliados do campo conservador.

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O caso Dark Horse, por sua vez, deve continuar aparecendo no debate eleitoral à medida que adversários e apoiadores disputam a narrativa sobre os recursos envolvidos na produção. Ao afirmar que o episódio é uma “página virada”, Flávio procurou encerrar o assunto durante a agenda, mas voltou a citar Lula e Lulinha quando pressionado sobre a prestação de contas do filme.


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