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Ciro Gomes rebate Elmano e diz que governador “não respeita a inteligência popular”

Durante carreata em Fortaleza, candidato ao Governo do Ceará afirmou que críticas do governador não correspondem ao debate que pretende fazer na campanha e voltou a defender uma aliança que reúne apoiadores de diferentes correntes políticas

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Ciro Gomes rebate Elmano e diz que governador “não respeita a inteligência popular”
Ciro Gomes acusa Elmano de “reproduzir ódio” durante carreata em Fortaleza. Foto: Reprodução

O candidato Ciro Gomes reagiu, durante uma carreata realizada nesta sexta-feira (21), a declarações atribuídas ao governador Elmano de Freitas e afirmou que o adversário estaria tentando deslocar o debate eleitoral para a polarização nacional.

Leia também: "Estou de mala e cuia para ajudar na reeleição", diz Camilo em Brasília após assumir campanha de Lula

Ao responder a uma fala de Elmano sobre a composição política de sua candidatura, Ciro afirmou que “ninguém acredita mais em nada do que ele fala” e disse que o atual governador deveria prestar contas sobre a situação do Ceará.

A declaração ocorreu em meio a uma série de críticas feitas pelo candidato à atual administração estadual. Ciro citou áreas como segurança pública, saúde, economia e desenvolvimento social para defender a necessidade de mudança na condução do Estado.

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Segundo ele, a eleição para o Governo do Ceará deve ser discutida a partir dos problemas enfrentados pela população, independentemente da posição de cada eleitor em relação à disputa presidencial.

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Ciro cita alianças com grupos políticos diferentes

Na fala, Ciro também voltou a explicar a formação de sua aliança para a disputa estadual. O candidato afirmou que decidiu deixar as divergências existentes no cenário nacional para outro momento e concentrar a campanha nos problemas do Ceará.

Ele destacou que seu grupo reúne pessoas com diferentes posicionamentos políticos em relação à eleição presidencial. Como exemplos, citou Mauro Filho, que classificou como eleitor de Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Eduardo Girão, identificado por Ciro como aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Também mencionou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de quem disse ser amigo há décadas.

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“Então, o que é que eu pretendo fazer? Que as pessoas votem por liberdade. Votem no presidente que achar ele melhor”, afirmou.

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A estratégia apresentada por Ciro é a de separar a eleição estadual da disputa pela Presidência da República. Na avaliação dele, a polarização nacional não deveria determinar o posicionamento dos eleitores no Ceará.

“Quero apenas uma coisa: unir o Ceará para mudar tudo”

Ao longo do discurso, Ciro apresentou críticas ao governo estadual e afirmou que pretende construir uma alternativa política baseada na reunião de diferentes grupos.

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O candidato declarou que o Ceará precisa interromper o que chamou de “ciclo de destruição” na indústria e citou dados que atribuiu ao cenário econômico do Estado. Também afirmou que as exportações cearenses para a Argentina teriam registrado queda de 84,6%.

Na saúde, criticou a gestão pública e mencionou problemas relacionados às filas de atendimento. Ciro também fez críticas à segurança e afirmou que o avanço da violência teria alcançado municípios do interior.

As afirmações fazem parte da estratégia de campanha apresentada pelo candidato durante a carreata. No discurso, ele buscou vincular a necessidade de mudança à avaliação que cada eleitor faz sobre a situação atual do Estado.

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“Quem acha que isso tem que mudar, por favor me ajude a fazer esse esforço de mudança”, declarou.

No encerramento da fala, Ciro voltou a destacar a proposta de reunir eleitores com diferentes preferências políticas. Segundo ele, o objetivo da candidatura é superar a divisão provocada pela disputa nacional e concentrar a campanha nas questões do Ceará.

“Eu quero apenas uma coisa: unir o Ceará para mudar tudo”, afirmou.

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Ciro também critica cenário de segurança no Ceará

Antes de responder diretamente a Elmano, Ciro falou sobre a situação da segurança pública e afirmou que a violência e a insegurança atingem especialmente áreas periféricas de Fortaleza.

Ele defendeu que sua presença em diferentes regiões do Estado seja usada como forma de enfrentar o medo provocado pela atuação de facções criminosas. Segundo o candidato, o problema não estaria restrito à Capital e teria se espalhado para municípios do interior.

Como exemplo, citou a situação de Meruoca, município onde afirmou ter vivido parte da infância. Ciro relatou que recebeu informações sobre dificuldades relacionadas ao abastecimento de água mineral na cidade e atribuiu o problema à atuação de facções.

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A fala foi usada pelo candidato para sustentar a crítica de que o Estado precisa recuperar o controle sobre áreas onde grupos criminosos impõem restrições à circulação e à atividade econômica.

O discurso reuniu, portanto, dois eixos centrais da campanha apresentada por Ciro nesta sexta-feira: as críticas à gestão de Elmano de Freitas e a defesa de uma aliança estadual que, segundo o candidato, pretende colocar as questões do Ceará acima da polarização nacional.

As declarações de Ciro foram feitas durante atividade de campanha e refletem a posição apresentada pelo candidato no evento. Eventuais respostas de Elmano ou da gestão estadual às acusações e aos dados citados poderão ser incorporadas à matéria em atualização.

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