A pesquisa eleitoral para senador no RJ mostra uma disputa ainda aberta pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado nas eleições de 2026. Benedita da Silva (PT), Marcelo Crivella (Republicanos), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Pedro Paulo (PSD) e Mônica Benício (PSOL) aparecem entre os nomes mais competitivos, mas a ordem e os percentuais variam de acordo com o instituto responsável pelo levantamento.
Quaest, Paraná Pesquisas e Datafolha apresentam configurações diferentes para a corrida. Há, entretanto, um ponto em comum entre os três levantamentos recentes: o mesmo nome aparece numericamente na primeira posição, enquanto a disputa pela outra cadeira envolve um grupo maior de candidatos.
Essa comparação exige cuidado, porque cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para senador em 2026. Além disso, os institutos adotam metodologias próprias para contabilizar as duas escolhas. Os percentuais, portanto, devem ser analisados dentro de cada pesquisa e não utilizados como uma série única de crescimento ou queda.
Última pesquisa para senador no Rio de Janeiro
Entre os levantamentos mais recentes considerados nesta atualização está a Quaest, divulgada em 25 de agosto. A pesquisa mostra Benedita da Silva com 10%, seguida por Carlos Jordy, com 7%, e Marcelo Crivella, com 6%.
Mônica Benício e Carlos Portinho aparecem com 5% cada, enquanto Pedro Paulo tem 3% e Waguinho registra 2%. Paula Falcão, André Monteiro, Marcos Dias, Helio Secco e Michelly Xavier têm 1% cada.
Os números são:
- Benedita da Silva (PT): 10%
- Carlos Jordy (PL): 7%
- Marcelo Crivella (Republicanos): 6%
- Mônica Benício (PSOL): 5%
- Carlos Portinho (PL): 5%
- Pedro Paulo (PSD): 3%
- Waguinho (Republicanos): 2%
Os indecisos representam 29%, enquanto votos brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar em nenhum dos nomes somam 28%. O volume elevado de eleitores ainda sem duas escolhas definidas é um dos elementos que mantêm a corrida aberta.
A Quaest entrevistou 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-08748/2026.
Quem está na frente para senador no RJ?
Considerando os três levantamentos recentes reunidos nesta atualização, Benedita da Silva aparece numericamente na primeira posição em todos eles, embora com percentuais bastante diferentes.
Na Quaest, a candidata registra 10%. No Datafolha, tem 15%. Já na Paraná Pesquisas, aparece com 29,6%.
Esses números não significam que Benedita tenha passado de 10% para 29,6%, ou o movimento inverso. As pesquisas possuem metodologias próprias, especialmente na maneira de contabilizar os dois votos para senador, e foram realizadas com amostras diferentes.
A situação da segunda vaga é menos definida. Carlos Jordy, Marcelo Crivella, Carlos Portinho, Pedro Paulo e Mônica Benício aparecem em posições competitivas dependendo do instituto considerado.
Pesquisa Quaest para senador no Rio de Janeiro
Na Quaest, Benedita da Silva aparece numericamente na primeira posição, com 10%. Carlos Jordy vem na sequência, com 7%, e Marcelo Crivella registra 6%.
Mônica Benício e Carlos Portinho têm 5% cada. Pedro Paulo aparece com 3% e Waguinho, com 2%. Outros candidatos registram 1% ou não pontuam.
A pesquisa também mostra um grau elevado de indefinição. Quase três em cada dez entrevistados, 29%, estão indecisos, enquanto 28% indicam voto branco, nulo ou nenhuma das alternativas apresentadas.
Esse cenário ganha peso especial porque não existe apenas uma escolha em jogo. O eleitor fluminense terá dois votos para senador, o que aumenta o espaço para mudanças na composição das duas primeiras posições até outubro.
Pesquisa Paraná para senador no Rio de Janeiro
A Paraná Pesquisas, também divulgada em 25 de agosto, apresenta percentuais mais elevados porque permite que cada entrevistado cite até dois candidatos na pergunta estimulada.
Nesse levantamento, Benedita da Silva registra 29,6%, seguida por Marcelo Crivella, com 21%, e Pedro Paulo, com 16,4%.
Os principais números são:
- Benedita da Silva: 29,6%
- Marcelo Crivella: 21%
- Pedro Paulo: 16,4%
- Carlos Jordy: 11,9%
- Carlos Portinho: 10,6%
- Waguinho: 9,2%
- Mônica Benício: 5,9%
- André Monteiro: 5,3%
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em 58 municípios entre 22 e 24 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RJ-02422/2026.
O detalhe metodológico é essencial para interpretar os números: como o entrevistado poderia indicar até dois candidatos, os percentuais não devem ser comparados diretamente com os resultados da Quaest ou do Datafolha para concluir que determinado nome cresceu ou caiu.
O que mostra o Datafolha para senador no RJ?
No Datafolha, divulgado em 21 de agosto, Benedita da Silva também aparece numericamente na primeira posição, com 15% das intenções de voto.
Carlos Jordy e Carlos Portinho vêm na sequência, ambos com 8%. Marcelo Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício aparecem com 6% cada, enquanto Waguinho registra 3%.
Os principais números são:
- Benedita da Silva: 15%
- Carlos Jordy: 8%
- Carlos Portinho: 8%
- Marcelo Crivella: 6%
- Pedro Paulo: 6%
- Mônica Benício: 6%
- Waguinho: 3%
Brancos e nulos somam 23%, enquanto 12% dos entrevistados aparecem como indecisos.
O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 18 e 21 de agosto e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-02945/2026.
Quem disputa a segunda vaga para senador no Rio?
É justamente na disputa pela segunda vaga do Rio de Janeiro no Senado que aparecem as maiores diferenças entre os institutos.
Na Paraná Pesquisas, Marcelo Crivella ocupa numericamente a segunda posição, com 21%, seguido por Pedro Paulo, com 16,4%. Carlos Jordy e Carlos Portinho vêm posteriormente.
Na Quaest, o grupo imediatamente abaixo de Benedita é formado por Carlos Jordy, com 7%, Marcelo Crivella, com 6%, e Mônica Benício e Carlos Portinho, ambos com 5%.
Já no Datafolha, Carlos Jordy e Carlos Portinho aparecem com 8%, enquanto Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício registram 6% cada.
Os levantamentos, portanto, não apresentam um mesmo candidato isolado na segunda posição. Essa é uma das principais características da corrida ao Senado no Rio neste momento.
Benedita da Silva lidera as pesquisas para senador?
Benedita da Silva aparece numericamente na primeira posição nos três levantamentos recentes considerados nesta matéria. A candidata registra 10% na Quaest, 15% no Datafolha e 29,6% na Paraná Pesquisas.
O ponto comum entre os levantamentos é a posição relativa da candidata, e não o percentual obtido. Como os institutos adotam formas diferentes de medir as duas escolhas para senador, os números absolutos não devem ser tratados como equivalentes.
Ainda assim, a repetição da primeira posição em pesquisas diferentes faz de Benedita um dos principais nomes a serem acompanhados na disputa pelas duas vagas fluminenses.
Alto número de eleitores ainda sem escolha
A indefinição permanece elevada e é outro fator que impede uma conclusão antecipada sobre quais candidatos ocuparão as duas vagas.
Na Quaest, 29% estão indecisos, além de 28% que indicam branco, nulo ou nenhuma opção. No Datafolha, 12% aparecem como indecisos no cenário estimulado.
A Paraná Pesquisas também mediu a intenção de voto espontânea, quando o entrevistado precisa mencionar os candidatos sem receber previamente uma lista. Nesse recorte, 81,4% não souberam ou não opinaram. Benedita é o nome mais citado espontaneamente, com 5,2%, enquanto os demais ficam abaixo de 2%.
A elevada indefinição espontânea mostra que muitos eleitores ainda não consolidaram sequer um nome para o Senado, embora cada pessoa tenha direito a duas escolhas em outubro.
Como funciona a eleição para senador no Rio de Janeiro?
O Rio de Janeiro elegerá dois senadores em 2026, porque neste ciclo eleitoral serão renovados dois terços das 81 cadeiras do Senado Federal.
Cada eleitor terá direito a dois votos para senador, destinados obrigatoriamente a candidatos diferentes. Os dois nomes mais votados no estado serão eleitos para mandatos de oito anos.
Não existe segundo turno para senador. A definição das duas cadeiras ocorrerá diretamente na votação de 4 de outubro.
Essa regra também exige atenção ao interpretar as pesquisas. Alguns institutos permitem que o eleitor indique duas escolhas em uma mesma pergunta, enquanto outros podem apresentar ou consolidar as respostas de maneira diferente. Por isso, a metodologia precisa ser considerada antes de comparar os percentuais.
O que mostram as últimas pesquisas?
As últimas pesquisas para senador no Rio de Janeiro apresentam um cenário com uma primeira posição numérica mais consistente entre os institutos e uma disputa significativamente mais fragmentada pela outra cadeira.
Benedita da Silva aparece na primeira posição em Quaest, Datafolha e Paraná Pesquisas. Depois dela, porém, a composição varia: Crivella é segundo na Paraná, Jordy aparece imediatamente atrás na Quaest, enquanto Jordy e Portinho dividem numericamente a posição seguinte no Datafolha.
A quantidade de indecisos também permanece relevante e amplia o potencial de mudança da corrida. Como são duas vagas e dois votos por eleitor, candidatos atualmente fora das duas primeiras posições ainda podem modificar o cenário conforme a campanha avançar.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto, abrindo uma nova etapa da campanha e aumentando a exposição das candidaturas antes do primeiro turno.
Quando sai a próxima pesquisa?
Até esta atualização, não há uma data confirmada que possa ser apresentada com segurança para a próxima pesquisa para senador no Rio de Janeiro dos principais institutos.
A Paraná Pesquisas que aparecia inicialmente como possível levantamento para os dias seguintes foi divulgada em 25 de agosto e já está incorporada a esta página.
O GCMais atualizará o conteúdo sempre que uma nova pesquisa eleitoral para senador no RJ for efetivamente publicada e verificada, mantendo os levantamentos anteriores para permitir comparações dentro das séries de cada instituto.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. As duas vagas do Rio de Janeiro no Senado serão definidas nessa votação, sem segundo turno para o cargo.


