A inflação na Grande Fortaleza caiu 0,37% em agosto de 2026, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma mudança em relação a julho, quando a prévia da inflação havia registrado alta de 0,13%.
A queda foi puxada principalmente pelos grupos Habitação e Transportes, além de Alimentação e bebidas. Entre os itens que mais recuaram estão a energia elétrica residencial, o transporte público e os combustíveis de veículos.
Mesmo com a deflação registrada em agosto, a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) acumula alta de 3,72% no ano e de 4,75% nos 12 meses encerrados no período. No resultado nacional, o IPCA-15 apresentou queda de 0,40% em agosto.
Inflação na Grande Fortaleza cai 0,37% em agosto
A deflação na Região Metropolitana de Fortaleza foi resultado da queda de preços em cinco dos nove grupos pesquisados pelo IBGE. Habitação teve o maior recuo, com variação de -1,52%, seguida por Transportes, com -1,41%.
Também apresentaram queda Alimentação e bebidas, com -0,44%, Comunicação, com -0,21%, e Artigos de residência, com -0,07%.
Entre esses grupos, três têm peso significativo na composição do índice da RMF. Alimentação e bebidas representam 24,30% do índice, Transportes correspondem a 19,02% e Habitação têm peso de 16,23%.
A redução conjunta desses segmentos contribuiu para neutralizar as altas registradas nos outros quatro grupos pesquisados.
Veja o que ficou mais barato na Grande Fortaleza
Entre os principais itens que registraram queda de preços em agosto estão:
- Energia elétrica residencial: -7,08%;
- Transporte público: -3,11%;
- Combustíveis de veículos: -2,10%;
- Combustíveis domésticos: -1,29%;
- Alimentação e bebidas: -0,44%;
- Comunicação: -0,21%;
- Artigos de residência: -0,07%.
A energia elétrica residencial foi o principal destaque dentro do grupo Habitação, enquanto os combustíveis domésticos também contribuíram para o resultado negativo do segmento.
Em Transportes, as maiores quedas vieram do transporte público e dos combustíveis de veículos. O recuo desses itens ajudou a reduzir a variação geral dos preços na Região Metropolitana de Fortaleza durante o período.
Quais preços subiram em agosto?
A deflação não ocorreu de maneira generalizada. Quatro dos nove grupos pesquisados registraram alta em agosto, com Educação apresentando a maior variação positiva, de 1,45%.
Vestuário teve aumento de 1,40%, enquanto Despesas pessoais avançou 1,09%. Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,11%.
Entre os itens que mais contribuíram para essas altas, os Cursos regulares, dentro de Educação, tiveram aumento de 1,63%. Em Vestuário, o maior avanço foi registrado por Tecidos e armarinho, com 2,82%.
Assim, enquanto itens ligados à moradia, transporte e alimentação pressionaram o índice para baixo, educação, vestuário e despesas pessoais exerceram pressão no sentido contrário.
Grande Fortaleza acumula alta de 3,72% no ano
Apesar da queda registrada em agosto, a inflação acumulada na Região Metropolitana de Fortaleza permanece positiva. O IPCA-15 soma alta de 3,72% desde o início de 2026 e de 4,75% nos 12 meses.
O resultado mensal da RMF ficou próximo ao índice nacional, que registrou deflação de 0,40% em agosto. Entre as onze áreas urbanas pesquisadas pelo IBGE, a Região Metropolitana de Fortaleza apresentou a terceira maior variação de preços.
O comportamento do índice regional é influenciado pelo peso que cada grupo possui no orçamento das famílias. Por isso, alterações em segmentos como alimentação, transportes e habitação podem ter impacto relevante no resultado geral, mesmo quando outros grupos apresentam aumento.
Como é calculado o IPCA-15?
O IPCA-15 utiliza a mesma metodologia do IPCA e considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. A principal diferença entre os dois indicadores está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
Para o índice de agosto de 2026, os preços foram coletados entre 16 de julho e 14 de agosto. A pesquisa abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.




