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POLÍTICA

Há 10 anos, impeachment de Dilma marcou avanço do Congresso sobre o poder do Executivo

Uma década após a saída da ex-presidente, emendas parlamentares ganharam força, o Centrão ampliou seu protagonismo e o Legislativo passou a exercer maior influência sobre a agenda do governo federal

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Há 10 anos, impeachment de Dilma marcou avanço do Congresso sobre o poder do Executivo
Impeachment de Dilma completa 10 anos; relembre como foi a saída da presidente. Foto: Reprodução

O impeachment de Dilma Rousseff foi concluído há dez anos, em 31 de agosto de 2016, quando o Senado aprovou o afastamento definitivo da então presidente da República. O processo encerrou um dos períodos de maior crise política do país desde a redemocratização.

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O procedimento havia sido aberto na Câmara dos Deputados depois que o então presidente da Casa, Eduardo Cunha, aceitou um pedido de impeachment contra Dilma, em dezembro de 2015.

A decisão ocorreu em meio a uma forte crise política enfrentada pelo governo. O processo avançou na Câmara e, posteriormente, chegou ao Senado, responsável pelo julgamento da presidente.

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Em agosto de 2016, os senadores decidiram pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff. Michel Temer, que ocupava a Presidência da República interinamente desde o afastamento da petista, assumiu definitivamente o cargo.

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Processo ocorreu em meio a crise política

O impeachment aconteceu após meses de tensão entre o governo federal e o Congresso Nacional.

Dilma havia iniciado seu segundo mandato em janeiro de 2015, mas encontrou dificuldades para manter a articulação política necessária para aprovar medidas de interesse do governo.

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A relação com o Congresso se deteriorou ao longo daquele ano. Paralelamente, o país enfrentava uma crise econômica e um ambiente político marcado por investigações de corrupção e disputas entre os principais grupos políticos.

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A abertura do processo na Câmara representou um momento decisivo para a crise. Depois da autorização dos deputados, o Senado passou a analisar o caso.

Em maio de 2016, os senadores aprovaram a abertura do processo, e Dilma foi afastada temporariamente da Presidência. Michel Temer assumiu o comando do governo durante o período de julgamento.

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O processo terminou em 31 de agosto, quando o Senado decidiu pelo impeachment.

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A votação afastou Dilma definitivamente da Presidência, mas preservou seus direitos políticos. Temer permaneceu no cargo até o fim do mandato, em 2018.

O que aconteceu depois do impeachment

Após a saída de Dilma, o cenário político brasileiro passou por novas mudanças.

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Michel Temer assumiu o governo com a missão de conduzir o país até as eleições de 2018. Seu governo apresentou medidas econômicas e propostas de reformas ao Congresso.

Nas eleições seguintes, Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva voltou à Presidência após derrotar Bolsonaro no segundo turno.

O impeachment de Dilma também permaneceu como um dos principais acontecimentos políticos da década e continuou sendo tema de disputas e avaliações entre diferentes grupos políticos.

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Dez anos depois da votação no Senado, o episódio ainda é lembrado como um marco da história recente do Brasil e da trajetória política que levou à mudança de governo em 2016.


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