O cantor Rogério Valença, ex-vocalista da Calcinha Preta, morreu nesta segunda-feira (31), em Aracaju, Sergipe. Natural de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, o artista construiu uma trajetória ligada ao forró e, nos últimos anos, integrava a banda Raio da Silibrina, grupo do qual também foi um dos fundadores.
A morte foi confirmada pela Raio da Silibrina. A causa do falecimento não foi divulgada. Rogério enfrentava problemas de saúde e havia tornado público que realizava tratamento de hemodiálise, mas não há confirmação de que a condição renal tenha relação com a morte.
O cantor ficou conhecido principalmente pela passagem pela Calcinha Preta, durante uma fase importante de expansão do grupo no cenário do forró eletrônico. Rogério integrou a banda entre 1999 e 2000, segundo registros consultados, e participou das gravações dos volumes 5 e 6.
Rogério Valença fez parte da história da Calcinha Preta
A passagem de Rogério Valença pela Calcinha Preta ocorreu entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, período em que a banda sergipana ampliava sua presença no mercado do forró eletrônico. Durante esse período, o cantor participou das gravações dos CDs Vol. 05 e Vol. 06. Entre as músicas associadas à sua passagem pelo grupo estão “Eterno Amor”, “Louca por Você” e “Me Leva”.
A presença de Rogério ocorreu em uma formação que também contou com outros nomes que se tornaram conhecidos no gênero. A passagem pela banda ajudou a estabelecer seu nome entre os artistas ligados à história do forró eletrônico nordestino. Depois de deixar a Calcinha Preta, Rogério continuou a carreira em outras bandas e projetos musicais.
Cantor também passou por Caviar com Rapadura e Mulheres Perdidas
A trajetória de Rogério Valença não ficou restrita à Calcinha Preta. O cantor também passou por grupos como Caviar com Rapadura e Mulheres Perdidas, mantendo sua atuação no circuito do forró. Ao longo da carreira, o artista participou de diferentes projetos e manteve ligação com a música nordestina. Entre esses trabalhos esteve a Raio da Silibrina, banda da qual foi um dos fundadores.
Rogério chegou a deixar o grupo por um período e posteriormente retornou. Em 2014, a Prefeitura de Aracaju registrou a volta do músico à banda, destacando sua participação na formação original do grupo. Nos últimos anos, ele seguia integrado à Raio da Silibrina, permanecendo ligado aos palcos e ao cenário musical sergipano.
Rogério Valença enfrentava problemas de saúde
Antes da morte, Rogério Valença havia tornado público que enfrentava problemas de saúde e realizava tratamento de hemodiálise. Informações divulgadas por pessoas ligadas ao artista também apontaram que ele se preparava para um possível transplante renal.
A condição de saúde, no entanto, não deve ser apresentada como causa da morte. Até o momento, não houve confirmação oficial de que o problema renal tenha provocado o falecimento. A Raio da Silibrina confirmou a morte do cantor, mas não divulgou a causa. Fontes locais também registraram que o artista morreu em Aracaju, cidade onde residia.
A cantora Andrea Alves, que dividiu o palco com Rogério, lamentou a perda e mencionou o estado de saúde do músico. “A gente sabe que ele estava doente e bem debilitado, mas a gente não queria perder. Ele era um amigo querido, parceiro. Infelizmente, se foi.”, disse Andrea em publicação nas redes sociais.
Velório de Rogério Valença acontece em Aracaju
O velório de Rogério Valença acontece nesta terça-feira (1º), em Aracaju. A cerimônia está sendo realizada na PIAF, localizada na Rua Laranjeiras, no Centro da capital sergipana. As informações divulgadas nesta terça-feira indicam que o velório começou às 8 horas.
Até o momento, não foram confirmados o horário e o local do sepultamento. A despedida reúne familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores do cantor, que marcou sua trajetória no forró nordestino.




