A Praça Clóvis Beviláqua, conhecida pelos fortalezenses como Praça da Bandeira, deve passar por uma nova reforma a partir do início de 2027. O projeto anunciado pelo prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, prevê a revitalização do espaço, com intervenções no pavimento, nos bancos, na iluminação e a criação de áreas destinadas ao lazer e à prática de atividades físicas.
Localizada em uma área tradicional da Capital, a praça tem sido alvo de reclamações de moradores, trabalhadores e pessoas que circulam pela região. A principal queixa está relacionada à falta de manutenção do espaço, que apresenta sinais de deterioração após a última intervenção, realizada em setembro de 2020.
Entre os problemas apontados estão as condições do piso e a iluminação. Para quem trabalha ou passa diariamente pelo local, a recuperação da estrutura é uma demanda antiga e que pode melhorar não apenas a circulação, mas também o uso da praça como espaço de convivência.
Praça da Bandeira tem histórico de intervenções e mudanças
Apesar de oficialmente receber o nome de Praça Clóvis Beviláqua, o espaço permanece conhecido popularmente como Praça da Bandeira. A denominação está ligada à história de urbanização da área.
Em 1937, o local passou por um processo de reurbanização que consolidou a denominação Praça da Bandeira. Anos depois, em 1959, o logradouro recebeu oficialmente o nome de Clóvis Beviláqua, em homenagem ao jurista cearense.
A praça está inserida em uma região de grande circulação de Fortaleza e reúne diferentes atividades comerciais. O entorno também concentra pontos importantes da cidade, como a Casa do Barão de Camocim e a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A presença de microempreendimentos e estabelecimentos comerciais faz com que a praça tenha movimento diário de trabalhadores, comerciantes, estudantes e moradores. Por isso, as condições de infraestrutura do espaço também interferem na rotina de quem utiliza a região.
A expectativa agora é que a nova intervenção recupere a estrutura e devolva à praça condições para receber atividades de convivência e lazer.
Falta de manutenção é alvo de reclamações
A deterioração do espaço é uma das principais preocupações relatadas por quem convive diariamente com a praça. O piso, especialmente, é apontado como um problema que pode oferecer riscos para quem circula pelo local.
O relato de quem trabalha na região há anos inclui até situações de pessoas que sofreram acidentes por causa das condições do calçamento. A autônoma Michelle Bentes está entre as pessoas que reclamam da situação atual da praça.
A expectativa pela reforma, segundo os relatos, não é recente. A promessa de intervenção é acompanhada por uma cobrança para que as melhorias finalmente sejam executadas.
A situação também é observada por Francisco Pereira, aposentado que trabalha na região há 23 anos. Ele afirma que acompanhou diferentes momentos da praça e lembra de quando o espaço tinha uma utilização mais voltada para atividades esportivas e convivência comunitária.
Francisco destaca que havia uma estrutura conhecida como areninha, utilizada para a prática de futebol, além de pessoas que frequentavam o local para jogar vôlei e fazer exercícios físicos. Para ele, a recuperação da praça pode representar a retomada de uma função que o espaço já exerceu na comunidade.
“Sem dúvida nenhuma, seria muito interessante. Porque eu que estou aqui há esse tempo, como eu já disse, há 23 anos, eu já vi exatamente essa movimentação”, afirma Francisco Pereira.
O aposentado lembra que a praça recebia pessoas interessadas em atividades esportivas e de lazer. Segundo ele, havia uma movimentação maior em torno dessas práticas, algo que deixou de existir com o passar do tempo.
“Tinha areninha aí, o pessoal vinha jogar futebol, jogar vôlei, entendeu? E fazer exercícios físicos. E hoje não existe mais essa questão”, explica Francisco.
Projeto prevê melhorias no piso, iluminação e áreas de lazer
A proposta de revitalização deverá atender justamente algumas das principais demandas apresentadas por quem utiliza o espaço. Entre as intervenções previstas estão melhorias no piso da praça e na iluminação, além da implantação de áreas voltadas ao lazer e à prática de exercícios físicos.
A recuperação do pavimento é uma das medidas mais aguardadas diante dos problemas relatados por frequentadores. A instalação ou modernização de pontos de iluminação também aparece entre as necessidades do local, principalmente para melhorar as condições de utilização da praça.
A criação de espaços para atividades físicas pode ainda ampliar o uso do equipamento público. A expectativa de Francisco é que a área volte a receber pessoas para práticas esportivas e outras atividades de convivência, como acontecia no passado.
A reforma também ocorre em um espaço que possui importância histórica e está cercado por equipamentos e edificações tradicionais de Fortaleza. Dessa forma, a intervenção não envolve apenas a recuperação de uma praça deteriorada, mas a possibilidade de requalificar um ponto inserido em uma área de relevância comercial, acadêmica e histórica da Capital.
Reforma deve começar no início de 2027
A Prefeitura de Fortaleza prevê o início das obras para o começo de 2027. Até lá, a praça continua sendo utilizada diariamente por moradores, trabalhadores, comerciantes, estudantes e demais pessoas que circulam pela região.
A última intervenção ocorreu em setembro de 2020. Desde então, a estrutura voltou a apresentar problemas, aumentando a cobrança por uma nova revitalização.
A nova proposta deverá transformar o espaço tanto do ponto de vista estrutural quanto na forma de utilização. Além da recuperação do piso e dos bancos, as melhorias previstas na iluminação e a implantação de áreas de lazer e exercícios podem ampliar a permanência de pessoas na praça.
Para quem acompanha a rotina do local há anos, a expectativa é que a reforma consiga recuperar o caráter comunitário perdido ao longo do tempo. O objetivo é fazer com que a Praça da Bandeira volte a ser um espaço de circulação, convivência e atividades para a população.
Enquanto a intervenção não começa, a praça permanece como um dos pontos tradicionais do Centro de Fortaleza e segue cercada por comércio, serviços e locais históricos. A previsão de obras para 2027 coloca novamente em discussão a necessidade de conservação dos espaços públicos da Capital e de manutenção contínua após as intervenções.




