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INVESTIGAÇÃO

Vereador de Morada Nova é solto após operação contra facção que movimentou R$ 500 milhões

José Weder Basílio estava preso desde maio e poderá acompanhar o inquérito em liberdade, mas terá de cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça

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José Weder Basílio foi solto pela Justiça após prisão na Operação Consorte. (Foto: Reprodução)

O vereador de Morada Nova, no interior do Ceará, José Weder Basílio Rabelo (PP) foi solto pela Justiça após ter sido preso em uma operação que investiga o braço financeiro de uma facção criminosa suspeita de movimentar R$ 500 milhões. A decisão foi tomada na segunda-feira (31), e a soltura ocorreu nesta terça-feira (1º).

Weder Basílio estava preso desde maio, quando foi alvo da operação. A investigação tem como foco uma estrutura financeira de uma organização criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. Na decisão que autorizou a liberdade, o juiz apontou que não foram identificados elementos que demonstrassem transações financeiras diretas entre contas vinculadas ao vereador e contas de pessoas apontadas como responsáveis pela operação financeira do núcleo investigado.

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Com a decisão, o parlamentar poderá acompanhar o andamento do inquérito em liberdade, mas terá de cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. O pedido de liberdade foi apresentado pela defesa, representada pelo advogado Igor César Rodrigues.

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Vereador de Morada Nova é solto pela Justiça

A decisão altera a situação cautelar de José Weder Basílio, que deixa a prisão e passa a responder ao andamento da investigação em liberdade. A determinação judicial não encerra o inquérito e também não representa uma decisão definitiva sobre as acusações investigadas. O vereador continuará submetido às medidas impostas pela Justiça durante o andamento do caso.

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Um dos fundamentos considerados na decisão foi a ausência de elementos que demonstrassem, de forma direta, transações financeiras entre contas relacionadas ao vereador e contas das pessoas apontadas como responsáveis pela movimentação financeira do núcleo investigado.

Quais medidas cautelares foram impostas ao vereador

Para permanecer em liberdade, Weder Basílio terá de cumprir uma série de determinações judiciais. Entre as medidas está o monitoramento eletrônico pelo período de 180 dias. O vereador também está proibido de se ausentar do município.

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A decisão ainda estabelece restrições relacionadas ao exercício de atividade de natureza econômica ou financeira e determina que o parlamentar não poderá deixar o Brasil. Para isso, deverá entregar o passaporte. Weder Basílio também não poderá manter contato com outros investigados na operação.

Outra obrigação é o comparecimento pessoal aos atos do inquérito e, caso seja instaurado processo, às demais convocações feitas pela Justiça. Nos finais de semana e feriados, o vereador deverá permanecer em recolhimento domiciliar.

Medidas determinadas pela Justiça

  1. monitoramento eletrônico por 180 dias;
  2. uso de tornozeleira eletrônica;
  3. proibição de se ausentar do município;
  4. proibição do exercício de atividade de natureza econômica ou financeira;
  5. proibição de sair do Brasil;
  6. entrega do passaporte;
  7. proibição de contato com outros investigados;
  8. comparecimento obrigatório aos atos do inquérito e de eventual processo;
  9. recolhimento domiciliar aos finais de semana e feriados.
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As medidas foram estabelecidas como condições para que o vereador acompanhe o andamento da investigação fora da prisão.

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Defesa afirma que prisão não deve atingir inocentes

Após a decisão, o advogado Igor César Rodrigues se manifestou sobre o caso e defendeu que o combate às organizações criminosas seja realizado de maneira proporcional. A defesa sustenta que a decisão sobre a liberdade não representa uma conclusão definitiva a respeito das acusações investigadas.

O advogado também destacou a necessidade de que as medidas adotadas durante investigações contra organizações criminosas sejam direcionadas aos envolvidos nos fatos apurados. Com a decisão judicial, Weder Basílio deixa a prisão, mas continua submetido às restrições determinadas enquanto o inquérito prossegue.

Operação Consorte investigou braço financeiro de facção

A prisão do vereador ocorreu durante a Operação Consorte, que teve como alvo o braço financeiro de uma organização criminosa com atuação no Ceará e em Minas Gerais. A ofensiva foi realizada em municípios cearenses e em Belo Horizonte. A operação mobilizou mais de uma centena de agentes para o cumprimento dos mandados judiciais.

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A investigação buscou atingir a estrutura responsável pela movimentação financeira da organização criminosa. Segundo as informações relacionadas à operação, o grupo teria movimentado R$ 500 milhões. Weder Basílio foi preso em maio, posteriormente às prisões de outros vereadores de Morada Nova ocorridas em março.

Cinco vereadores de Morada Nova foram presos em março

Em março, a Operação Traditori, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), levou à prisão de cinco vereadores de Morada Nova. A investigação tinha como foco uma organização criminosa suspeita de envolvimento no financiamento ilícito de campanhas eleitorais no município, localizado no Vale do Jaguaribe.

Entre os parlamentares presos estavam Hilmar Sérgio Pinto da Cunha (PT), então presidente da Câmara de Morada Nova; Lucia Gleidevania Rabelo, conhecida como Gleide Rabelo (PT), secretária da mesa diretora; Claudio Roberto Chaves da Silva, o Cláudio Maroca (PT); José Regis Nascimento Rumão (PP); e José Gomes da Silva Júnior, conhecido como Júnior do Dedé (PSB).

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Com a prisão de Weder Basílio em maio, seis vereadores do município haviam sido presos em operações realizadas ao longo de 2026. Os casos estão relacionados a diferentes investigações, com apurações envolvendo organizações criminosas e movimentação de recursos.

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