O candidato ao Senado pelo Novo, General Guilherme Theophilo, afirmou nesta terça-feira (8) ser favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante a sabatina do Jornal da Cidade, da TV Cidade, que abriu a série de entrevistas com candidatos dentro da cobertura das Eleições 2026 realizada pelo Grupo Cidade de Comunicação.
"Sou totalmente a favor do Impeachment de ministros do STF. Já fiz um vídeo dizendo que eu sou a favor. Todos os candidatos do Partido Novo fizeram um vídeo se comprometendo a, se eleito for, brigar pelo impeachment de determinados ministros do STF", afirmou.
Ao ser questionado sobre o tema, Theophilo afirmou que já havia manifestado publicamente essa posição e disse que os candidatos do Partido Novo assumiram compromisso de defender, caso eleitos, processos de impeachment contra determinados integrantes do Supremo.
A declaração coloca o tema entre as principais posições apresentadas pelo candidato durante a sabatina e ocorre em um momento de forte tensão envolvendo integrantes do STF, a Polícia Federal e o Congresso Nacional.
O debate sobre o impeachment de ministros da Suprema Corte ganhou espaço na campanha eleitoral para o Senado porque cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade. Com a renovação de dois terços das cadeiras da Casa nas eleições deste ano, o posicionamento dos futuros senadores pode ter peso nas discussões sobre eventuais pedidos contra integrantes do Supremo.
Impeachment de ministros do STF ganha espaço na disputa pelo Senado
A manifestação de General Theophilo ocorre em meio à crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
O episódio mais recente ocorreu nesta terça-feira (8), quando Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão foi posteriormente submetida à Segunda Turma do STF, onde o julgamento acabou interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
O afastamento aconteceu depois de uma sequência de acontecimentos relacionados ao chamado caso Banco Master e a relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal.
Na origem da crise está o levantamento do sigilo de um relatório que mencionava mensagens trocadas entre o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Alexandre de Moraes. O conteúdo provocou novos questionamentos sobre a relação entre autoridades e a condução das investigações.
A partir dos desdobramentos, Moraes solicitou documentos de inteligência da Polícia Federal que mencionavam integrantes do Supremo. O material passou a integrar a disputa institucional que envolve os dois ministros.
Moraes também encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, pedido para investigar a atuação de Mendonça. Fachin abriu procedimento para colher esclarecimentos dos envolvidos.
O caso, portanto, deixou de ser apenas uma divergência entre ministros e passou a envolver diretamente a estrutura da Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União, a Procuradoria-Geral da República e o Senado Federal.
Quantos pedidos de impeachment existem contra ministros do STF?
O número de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo também passou a fazer parte do debate político.
Segundo informações apresentadas no material que acompanha a declaração de Theophilo, Alexandre de Moraes é alvo de mais de 67 pedidos de impeachment. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou recentemente que existem 109 pedidos apresentados por parlamentares contra ministros do STF.
Os números mostram que o tema não se restringe a um único ministro. O Senado recebe pedidos relacionados a integrantes da Suprema Corte, mas a existência dessas solicitações não significa, por si só, que um processo de impeachment tenha sido instaurado ou que os ministros estejam condenados.
A abertura de um processo depende da tramitação dentro do Senado e das decisões políticas e regimentais da Casa.
Em 2025, segundo o material apresentado, 41 senadores haviam se manifestado favoravelmente à abertura de um processo contra Alexandre de Moraes. Apesar desse apoio, a proposta não chegou a ser levada ao plenário pelo então presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Esse histórico é importante para compreender por que a eleição de novos senadores pode alterar o cenário político em torno do assunto.
Eleições 2026 podem mudar composição do Senado
A discussão ganha relevância eleitoral porque, em 2026, cada estado elegerá dois senadores. Na prática, a disputa representa a renovação de dois terços do Senado Federal.
Isso significa que o eleitor não escolherá apenas representantes para um mandato individual. A composição resultante da eleição terá influência sobre votações e decisões que dependem da maioria da Casa, incluindo questões relacionadas à responsabilização de autoridades.
É nesse cenário que candidatos ao Senado passam a ser pressionados a revelar suas posições sobre o STF.
A declaração de General Theophilo apresenta uma posição clara sobre o assunto. O candidato afirma que pretende defender o impeachment de ministros e vincula essa posição ao compromisso assumido pelos candidatos do Novo.
A fala também diferencia o debate político sobre impeachment da eventual responsabilização jurídica de um ministro. Um pedido de impeachment precisa seguir os procedimentos previstos para esse tipo de processo e ser analisado pelas instâncias competentes.
Debate envolve limites entre STF e Senado
O impeachment de ministros do STF é uma prerrogativa atribuída constitucionalmente ao Senado. A discussão, portanto, envolve diretamente a relação entre os Poderes da República.
De um lado, defensores da abertura de processos argumentam que ministros da Suprema Corte também devem estar sujeitos a mecanismos de responsabilização quando houver suspeitas que justifiquem a análise pelo Senado.
De outro, o tema exige que eventuais acusações sejam examinadas dentro das regras estabelecidas, evitando que a simples apresentação de um pedido seja tratada como prova de irregularidade.
Esse ponto é especialmente relevante diante da crise atual. As acusações e questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, Andrei Rodrigues e outros integrantes das instituições ainda estão inseridos em procedimentos e disputas que possuem diferentes etapas de análise.
O próprio debate no Senado envolve essa diferença entre pedir a abertura de um processo e concluir pela responsabilidade de uma autoridade.
A declaração de Theophilo, contudo, deixa evidente que o impeachment do STF deverá ser um dos assuntos presentes na campanha eleitoral para o Senado no Ceará e em outros estados.
General Theophilo apresenta posição em primeira sabatina
A participação de General Guilherme Theophilo abriu a programação de sabatinas do Jornal da Cidade com candidatos nas Eleições 2026.
Além da entrevista exibida pela televisão, os candidatos participam do Café com Verdade – Eleições, apresentado pelo jornalista Tiago Lima. A programação integra a cobertura multiplataforma desenvolvida pelo Grupo Cidade de Comunicação.
Durante o período de propaganda eleitoral, o Jornal da Cidade começa excepcionalmente às 19h05 para acomodar a programação especial.
A primeira sabatina colocou em evidência um tema que deve ganhar espaço ao longo da corrida eleitoral: o papel do Senado na fiscalização e eventual responsabilização de ministros do Supremo.
Ao declarar apoio ao impeachment, General Theophilo também estabeleceu uma das marcas de sua candidatura na disputa pela representação do Ceará na Câmara Alta.
A discussão, porém, não se limita ao posicionamento individual do candidato. O resultado das eleições poderá definir uma nova composição do Senado, justamente a instituição responsável por analisar eventuais pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Por isso, a posição dos candidatos sobre o tema tende a ser uma questão relevante para o eleitorado durante a campanha. O embate atual entre integrantes do Supremo, as decisões envolvendo a Polícia Federal e a tramitação de pedidos de impeachment formam o pano de fundo de uma disputa que coloca novamente no centro das atenções os limites de atuação e fiscalização entre os Poderes da República.
Para General Theophilo, a resposta apresentada na sabatina foi direta: caso seja eleito, pretende atuar politicamente em defesa do impeachment de determinados ministros do Supremo Tribunal Federal.
Confira o calendário das entrevistas
8 de setembro — General Theophilo (NOVO)
- 19h05 — Sabatina de 20 minutos no Jornal da Cidade, na TV Cidade;
- 9 de setembro, a partir das 16h — Café com Verdade – Eleições no Pan News em Revista – 2ª edição, na Jovem Pan News Fortaleza.
9 de setembro — Luizianne Lins (REDE)
- 19h05 — Sabatina de 20 minutos no Jornal da Cidade;
- 10 de setembro, a partir das 16h — Café com Verdade – Eleições no Pan News em Revista – 2ª edição.
10 de setembro — Cid Gomes (PSB)
- 19h05 — Sabatina de 20 minutos no Jornal da Cidade;
- 11 de setembro, a partir das 16h — Café com Verdade – Eleições no Pan News em Revista – 2ª edição.
11 de setembro — Capitão Wagner (União Brasil)
- 19h05 — Sabatina de 20 minutos no Jornal da Cidade;
- 14 de setembro, a partir das 16h — Café com Verdade – Eleições no Pan News em Revista – 2ª edição.
14 de setembro — Alcides Fernandes (PL)
- 19h05 — Sabatina de 20 minutos no Jornal da Cidade;
- 15 de setembro, a partir das 16h — Café com Verdade – Eleições no Pan News em Revista – 2ª edição.
As sabatinas televisivas serão realizadas durante o Jornal da Cidade. No período da propaganda eleitoral, o telejornal começa excepcionalmente mais cedo, às 19h05, para acomodar a programação especial.




