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ASSASSINATO

Exclusivo: vídeo mostra ação de criminosos que matou gerente de sapataria em Fortaleza

Imagens obtidas pela TV Cidade Fortaleza mostram um homem se aproximando de João Paulo Araújo e atirando contra ele antes de anunciar a abordagem

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Exclusivo: vídeo mostra ação de criminosos que matou gerente de sapataria em Fortaleza
O assassinato ocorreu em 29 de maio, no bairro Parque Santa Rosa, na região do Conjunto Esperança. Foto: Reprodução

Um vídeo obtido com exclusividade pela TV Cidade Fortaleza mostra a ação de criminosos que terminou com a morte do gerente de uma sapataria em Fortaleza. As imagens, cedidas pela família de João Paulo Araújo de Souza, registram a motocicleta em que ele estava e, na sequência, um homem se aproxima e efetua disparos contra a vítima antes de anunciar a abordagem.

O registro é utilizado pelos familiares para contestar a hipótese inicial de latrocínio, que corresponde ao roubo seguido de morte. Para os parentes, a sequência gravada levanta a possibilidade de que João Paulo tenha sido alvo de uma ação planejada. A motivação do crime, porém, ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.

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O assassinato ocorreu em 29 de maio, no bairro Parque Santa Rosa, na região do Conjunto Esperança. João Paulo trafegava de motocicleta quando foi abordado por criminosos e atingido por disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido e levado para um hospital particular de Fortaleza, onde permaneceu internado antes de morrer.

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Vídeo mostra gerente de sapataria morto em Fortaleza

A gravação começa mostrando a luz da motocicleta utilizada por João Paulo. Pouco depois, um dos homens aparece e dispara na direção do veículo onde estava a vítima.

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A família destaca que o vídeo mostra os disparos sendo feitos antes de o criminoso anunciar a abordagem. A motocicleta também permaneceu no local e, de acordo com os familiares, nenhum pertence de João Paulo foi levado.

João Paulo ainda conseguiu pedir ajuda depois de ser baleado. Ele recebeu atendimento de emergência e foi encaminhado para uma unidade hospitalar particular, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada em 31 de maio.

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Família questiona hipótese de latrocínio

Desde os primeiros momentos após o crime, os familiares demonstraram discordância em relação à possibilidade de latrocínio. A ausência de roubo da motocicleta e de outros bens é apontada pelos parentes como uma das razões para a contestação.

Romualdo Araújo, irmão de João Paulo, afirma que a vítima permaneceu com a motocicleta e conseguiu procurar ajuda mesmo depois de ser atingida.

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“Se fosse latrocínio, teria levado roubo. Não levaram nada, a moto dele ficou no mesmo canto. Ele correu baleado pedindo socorro, então a gente quer justiça”, afirmou Romualdo à TV Cidade Fortaleza.

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O irmão também contou que João Paulo havia mencionado problemas pessoais e possíveis ameaças antes de morrer. Segundo Romualdo, o gerente pretendia vender os bens que possuía e se mudar para ficar próximo de uma das filhas.

“Ele falou para mim que estava pretendendo vender o que tinha e ir morar com a filha dele. Disse que tinha alguns problemas e que era muito complicado”, relatou.

Romualdo também disse que uma conversa mantida com o irmão antes do assassinato fez com que passasse a suspeitar de uma possível encomenda para a morte.

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“Ele me pediu uma coisa: que, se acontecesse alguma coisa, era para não deixar impune. Por isso eu acredito que a morte do meu irmão foi encomendada sim”, afirmou ainda.

A possibilidade de crime encomendado, entretanto, é uma suspeita apresentada pela família e não aparece nas informações fornecidas como uma conclusão da investigação policial.

Imagens mostram homem perto da casa da vítima

Além do vídeo que registra os disparos, os familiares já haviam apresentado outras imagens relacionadas ao caso. Uma delas mostra um homem circulando nas proximidades da residência de João Paulo pouco antes do assassinato.

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Na gravação, o homem aparece usando capacete e falando ao telefone. Os parentes acreditam que ele possa ter alguma relação com a morte do gerente, mas a identidade e a eventual participação dele no crime não foram confirmadas.

As imagens passaram a fazer parte dos elementos que a família considera importantes para esclarecer o que aconteceu antes do ataque. A identificação dos envolvidos e a definição da motivação dependem do avanço da investigação.

Filha contesta versão de tentativa de assalto

João Paulo era natural de Canindé, no interior do Ceará, pai de duas filhas e trabalhava como gerente. Familiares e amigos relataram que ele era conhecido pelo comportamento tranquilo e mantinha relações próximas com pessoas da região onde morava.

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A filha Amanda Araújo afirma que o pai estava voltando do trabalho quando foi atacado e também contesta a hipótese de que ele tenha sido morto durante uma tentativa de roubo.

“Meu pai não estava fazendo mal a ninguém. Ele estava voltando do trabalho, como sempre fazia todos os dias. Meu pai foi morto por pura maldade”, afirma Amanda.

Ela também acredita que o crime tenha sido planejado e não tenha ocorrido durante uma tentativa de roubo.

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“Eu acredito que aquilo não foi um latrocínio. Aquilo ali foi mandado, mandado por alguém”, declara.

Polícia Civil investiga autoria e motivação

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que investiga as circunstâncias da morte registrada no Parque Santa Rosa. O caso está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A unidade especializada realiza diligências para identificar os suspeitos e reunir elementos que ajudem a esclarecer a autoria e a motivação do assassinato.

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Denúncias para a polícia

A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

As informações também podem ser encaminhadas para o telefone (85) 3101-7460 do DHPP. O sigilo e o anonimato são garantidos.


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