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NESTA QUINTA-FEIRA (10)

Fortaleza recebe fórum empresarial sobre energia e minerais estratégicos entre Brasil e China

Evento reúne representantes do setor público, empresários e especialistas para discutir segurança energética, mineração, tecnologia, sustentabilidade e oportunidades de negócios entre Brasil e China

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Fortaleza recebe fórum empresarial sobre energia e minerais estratégicos entre Brasil e China
China mira oportunidades no Ceará, e fórum debate energia e minerais estratégicos. Foto: Reprodução

Fortaleza recebe nesta quinta-feira (10) o Brasil-China Business Forum 2026, encontro que reúne empresários, representantes do poder público e especialistas para discutir novas oportunidades de negócios entre o Ceará, o Brasil e a China. Realizado no BS Design, na Aldeota, o fórum coloca no centro da agenda temas estratégicos para a economia dos próximos anos, como transição energética, segurança energética, minerais estratégicos, inovação e sustentabilidade.

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O encontro é realizado pela Associação Brasil-China de Negócios (ABCN) e pelo Instituto de Regulação, Inovação e Sustentabilidade (IRIS), com apoio do Grupo Cidade de Comunicação. A programação foi estruturada para aproximar empresas, investidores, órgãos públicos e representantes de setores diretamente ligados à infraestrutura, energia e mineração.

A escolha de Fortaleza para sediar o evento está relacionada ao potencial do Ceará nessas áreas. O estado tem ganhado espaço nas discussões sobre fontes renováveis de energia e projetos associados à industrialização, enquanto a relação comercial com a China abre possibilidades para novos investimentos e parcerias.

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Em entrevista à Jovem Pan News Fortaleza, o vice-presidente de comunicação da ABCN, Wallace Zarour, afirma que o Ceará passou a ocupar uma posição estratégica nas discussões sobre desenvolvimento econômico e aproximação com investidores internacionais.

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Segundo ele, a associação vem trabalhando para conectar empresários cearenses e representantes do poder público a potenciais parceiros chineses. A intenção é apresentar as oportunidades existentes no estado e criar condições para que essas conexões possam evoluir para negócios.

“Precisamos fomentar esse debate entre players chineses, entre os empresários aqui do estado do Ceará e também com entes governamentais”, afirma Zarour.

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A avaliação é de que a atração de investimentos depende da atuação conjunta de diferentes setores. De um lado, estão empresas interessadas em investir; de outro, o poder público responsável por políticas e regulação. No meio desse processo, está o empresariado, que precisa identificar oportunidades concretas para ampliar a atividade econômica.

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Ceará e China miram oportunidades na transição energética

A transição energética é um dos principais eixos do Brasil-China Business Forum 2026. O primeiro painel está previsto para começar às 14h e terá a participação de representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), do Governo do Ceará, da empresa chinesa FiberHome e da Servtec. A moderação será feita por Filipe Sampaio, presidente do IRIS.

Para Wallace Zarour, a disponibilidade de fontes renováveis é um dos fatores que tornam o Ceará atrativo para investimentos estrangeiros. Ele cita a presença de empreendimentos de geração eólica como parte dessa estrutura.

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O presidente do IRIS, Filipe Sampaio, amplia a discussão ao destacar que o desafio não está apenas em aumentar a produção de energia limpa. Na avaliação dele, é necessário criar condições para que essa energia seja aproveitada como base para novas atividades industriais.

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Sampaio afirma que o Brasil possui vantagens importantes nesse cenário, com disponibilidade de recursos como sol, vento e água. O próximo passo, segundo ele, é transformar essa abundância em segurança energética e competitividade.

“Não basta só a gente instalar mais parques eólicos e mais solares. Precisamos investir enquanto nação, enquanto Brasil, investir fortemente e simultaneamente em transmissão e armazenamento”, afirma Sampaio.

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O armazenamento ganha importância porque fontes como eólica e solar dependem das condições naturais para produzir energia. Por isso, a expansão da geração precisa ser acompanhada por investimentos em infraestrutura capaz de garantir maior flexibilidade ao sistema.

Durante a entrevista, Sampaio também cita o primeiro leilão de baterias realizado no país como parte desse processo. A discussão está relacionada à necessidade de armazenar a energia produzida por fontes renováveis e ampliar a capacidade de utilização dessa geração.

A perspectiva apresentada pelo especialista envolve ainda a aproximação entre energia renovável e novas atividades industriais. Entre os setores mencionados estão o hidrogênio de baixo carbono, combustíveis, mineração, indústria de transformação e data centers.

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A proposta é que o Ceará não fique restrito à geração de energia. A disponibilidade de eletricidade renovável poderia ser utilizada como uma vantagem para atrair empresas e desenvolver produtos com maior valor agregado.

“A próxima etapa dessa transição energética brasileira não é apenas gerar uma energia limpa, mas é transformar a energia limpa em desenvolvimento econômico”, afirma Sampaio.

Segurança jurídica é apontada como condição para investimentos

A atração de capital estrangeiro também passa pelo ambiente regulatório. Projetos de infraestrutura, energia e mineração normalmente exigem grandes investimentos e têm períodos longos de maturação. Por isso, mudanças nas regras podem afetar a percepção de risco dos investidores.

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Sampaio aponta a previsibilidade como um dos principais desafios brasileiros nesse campo. Segundo ele, empresas que aplicam grandes volumes de recursos precisam saber quais regras serão mantidas durante a execução dos projetos.

O argumento vale para diferentes segmentos, como rodovias, ferrovias, mineração, energia e infraestrutura em geral. Para o presidente do IRIS, contratos de longo prazo precisam estar acompanhados de estabilidade institucional.

“O investidor que coloca bilhões de dólares aqui no Brasil (...) precisa de previsibilidade”, afirma Sampaio.

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Nesse contexto, ele destaca o papel das agências reguladoras, citando a Agência Reguladora do Estado do Ceará (ARCE) e as estruturas existentes em âmbito federal.

A avaliação apresentada é que o Brasil precisa fortalecer seus marcos legais, reduzir burocracias, melhorar a coordenação entre órgãos públicos e preservar os contratos firmados. Esses fatores, segundo Sampaio, ajudam a diminuir incertezas e podem contribuir para tornar projetos de longo prazo mais atrativos.

O tema também estará presente na programação do fórum, que terá um painel específico sobre ESG, inovação e sustentabilidade em mineração e energia, com participação de representantes do setor regulatório, do Ministério Público do Trabalho, do empresariado e da área jurídica.

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ZPE Ceará entra no debate sobre investimentos chineses

A ZPE Ceará também aparece como uma estrutura estratégica dentro das discussões sobre comércio exterior e industrialização.

Wallace Zarour afirma que o modelo de Zona de Processamento de Exportação tem importância particular na aproximação com a China. Ele relata que, durante uma agenda recente no país asiático, representantes da ABCN e do IRIS puderam observar a utilização dessas estruturas dentro do modelo de desenvolvimento chinês.

Segundo Zarour, a experiência internacional reforça a necessidade de discutir a expansão desse modelo no Brasil. A ideia é ampliar estruturas capazes de favorecer atividades industriais e a circulação de produtos voltados aos mercados nacional e internacional.

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“Esse é um modelo que realmente funciona e que nós precisamos desenvolver mais no Brasil”, afirma Zarour.

O representante da ABCN também afirma que a entidade vem realizando articulações em Brasília com ministérios e órgãos federais para discutir o desenvolvimento de novas zonas de processamento.

A intenção é ampliar esse tipo de estrutura não apenas no Ceará, mas também em outras regiões brasileiras, especialmente no Nordeste.

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No caso do Ceará, a ZPE pode ser inserida em uma estratégia mais ampla que envolve energia, mineração, indústria e exportações. A estrutura ganha relevância dentro do debate sobre como transformar vantagens naturais e logísticas em atividade econômica e industrial.

Minerais estratégicos entram na agenda entre Brasil e China

Outro eixo do Brasil-China Business Forum 2026 será a discussão sobre minerais estratégicos e cadeias globais de valor.

O segundo painel contará com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Ministério de Minas e Energia (MME), do setor mineral, da ZPE Ceará e da empresa chinesa EACON.

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A discussão conecta mineração e indústria a uma agenda internacional em que o acesso a determinados recursos minerais tem relação direta com tecnologia, infraestrutura e transição energética.

Para o Brasil, a questão envolve não apenas a extração dos recursos, mas também a possibilidade de ampliar o processamento e a participação do país nas etapas de maior valor das cadeias produtivas.

A presença de representantes de empresas e órgãos públicos no fórum busca aproximar justamente esses diferentes interesses. A discussão sobre minerais estratégicos passa pela disponibilidade dos recursos, pela regulação, pelos investimentos necessários e pela capacidade de transformar matéria-prima em produtos destinados a diferentes mercados.

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Evento busca aproximar empresas brasileiras e chinesas

A programação do fórum começa às 13h30, com credenciamento e café de boas-vindas. A abertura institucional está prevista para 13h45, com Filipe Sampaio, Marcus Paulo, presidente da ABCN, e o deputado federal Danilo Forte.

Os painéis serão realizados ao longo da tarde, com encerramento institucional previsto para 17h30. Às 18h, a programação prevê um momento de networking entre participantes brasileiros e chineses.

O evento acontece no Auditório Carlos Alberto Studart Gomes, na Torre Norte do BS Design Corporate Towers, na Avenida Desembargador Moreira, na Aldeota, em Fortaleza.

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Mais do que discutir a chegada de investimentos chineses, a proposta apresentada pelos organizadores envolve definir como essas relações podem resultar em infraestrutura, industrialização, inovação e desenvolvimento econômico.

Para o Ceará, a oportunidade está associada à tentativa de transformar suas características na área de energia renovável e sua estrutura industrial em fatores de atração de novos negócios.

A aproximação com a China, nesse cenário, passa por diferentes frentes: energia limpa, armazenamento, segurança energética, mineração, zonas de processamento, regulação e tecnologia.

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O Brasil-China Business Forum 2026 coloca essas pautas no mesmo espaço e busca aproximar quem regula, quem investe e quem produz. A expectativa é que o debate ajude a identificar caminhos para transformar as oportunidades existentes no Ceará em projetos capazes de ampliar a participação do estado nas cadeias econômicas ligadas à transição energética e aos minerais estratégicos.


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