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SABATINA DO JC

Capitão Wagner relembra greve de policiais e explica declaração sobre PM que atirou em Cid Gomes

Na época do motim, o candidato ocupava temporariamente um mandato de deputado estadual

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Capitão Wagner relembra greve de policiais e explica declaração sobre PM que atirou em Cid Gomes
Durante a entrevista, o candidato foi questionado sobre sua atuação na greve de policiais de 2012 (Foto: Lino Vieira)

O candidato ao Senado Capitão Wagner (União Brasil) afirmou que não voltaria a liderar uma greve de policiais como a mobilização ocorrida em 2012 no Ceará e disse que hoje considera o diálogo o principal instrumento para tratar das demandas da categoria. A declaração foi dada nesta sexta-feira (11), durante a sabatina do Jornal da Cidade, da TV Cidade Fortaleza, em que o candidato também foi questionado sobre uma declaração recente envolvendo o ex-governador Cid Gomes e um policial militar que atirou contra ele durante uma ocorrência relacionada a uma greve da categoria.

Ao relembrar o movimento de 2012, Capitão Wagner afirmou que a paralisação ocorreu após, segundo ele, dificuldades de negociação com o Governo do Estado. Na época, ele ocupava temporariamente um mandato de deputado estadual e se apresentava como representante da categoria.

“Naquela época havia uma categoria profissional que não era escutada pelo governo do estado”, afirmou o candidato. Segundo ele, houve tentativas de negociação com diferentes representantes da área de segurança antes da mobilização.

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Capitão Wagner reconheceu que o movimento teve consequências negativas tanto para os policiais quanto para a população e disse que, posteriormente, buscou outros mecanismos para evitar que situações semelhantes voltassem a ocorrer.

“A dificuldade de um diálogo causada pelo governo foi o que ocasionou aquele movimento que a gente sabe que foi prejudicial para os policiais e também para a sociedade”, declarou.

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Capitão Wagner relembra liderança em greve de policiais

Durante a entrevista, o candidato foi questionado sobre sua atuação na greve de policiais de 2012 e sobre como avalia aquele episódio atualmente.

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Capitão Wagner afirmou que, desde então, passou a buscar formas diferentes de negociação com os governos estadual e federal. Ele citou também sua passagem pelo mandato de deputado federal como parte desse processo de interlocução com representantes do poder público.

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Segundo o candidato, o objetivo passou a ser evitar que uma nova paralisação de grandes proporções voltasse a ocorrer.

“De lá para cá nós temos procurado outros mecanismos de diálogo, tanto com o governo do estado como a nível federal”, disse.

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Na avaliação apresentada durante a sabatina, a experiência acumulada desde aquele período também teria contribuído para uma mudança na forma como ele enxerga conflitos envolvendo reivindicações de categorias profissionais.

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Aos 47 anos, Capitão Wagner afirmou que considera ter hoje uma visão mais madura sobre o assunto e defendeu a negociação como instrumento para solucionar divergências.

“Com 47 anos, muito mais maduro, eu entendo que a melhor forma de resolver toda e qualquer questão é dialogando, e é isso que eu tenho buscado”, afirmou.

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Candidato diz que não repetiria movimento de 2012

O entrevistador também perguntou diretamente se, diante das circunstâncias atuais, Capitão Wagner voltaria a liderar o movimento ocorrido em 2012 caso pudesse retornar àquele momento.

O candidato respondeu que não pretende ver uma situação semelhante se repetir e destacou o nível de tensão provocado pela paralisação.

“Confesso que jamais sonho em ver aquilo se repetir. Foi um movimento de muita tensão, tanto para a sociedade como para os policiais”, declarou.

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Na sequência, foi ainda mais direto ao falar sobre a possibilidade de uma nova mobilização com características semelhantes.

“Espero que isso não se repita e, da minha parte, não há qualquer possibilidade de isso se repetir”, afirmou.

A declaração representa uma avaliação atual do candidato sobre um episódio que marcou sua trajetória política e sua relação com a categoria da segurança pública. Capitão Wagner também afirmou que, desde aquele período, passou a defender outros mecanismos para que policiais possam apresentar reivindicações e negociar melhorias.

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Capitão Wagner explica declaração sobre Cid Gomes

Outro momento de destaque da sabatina ocorreu quando Capitão Wagner foi questionado sobre uma declaração dada antes do início da campanha eleitoral, em um podcast, a respeito do policial militar que atirou em Cid Gomes durante a segunda greve de policiais registrada no Ceará, em 2020.

Na ocasião, segundo a pergunta feita durante a entrevista, Capitão Wagner havia afirmado que, se fosse governador naquele ano, teria condecorado o policial responsável pelo disparo.

Questionado se mantinha a declaração, o candidato respondeu que a frase havia sido retirada de contexto. Ele explicou que sua análise estava relacionada à situação envolvendo uma retroescavadeira conduzida por Cid Gomes e a presença de policiais e familiares no local.

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“Essa frase foi tirada de contexto”, afirmou.

Capitão Wagner argumentou que, na sua avaliação, havia naquele momento um risco de que a máquina atingisse as pessoas que estavam no local.

“Na hora que alguém pega uma retroescavadeira e tenta passar por cima de vários policiais e familiares, havia um risco iminente daquelas pessoas perderem a vida”, declarou.

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O candidato disse ainda que considera que a ação do policial evitou consequências mais graves naquele episódio.

“Eu falava que a atitude do policial evitou uma tragédia ainda maior”, afirmou.

Apesar disso, Capitão Wagner fez uma ressalva sobre o uso da força por agentes de segurança e afirmou que não defende que policiais atirem contra pessoas.

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“Lógico que jamais eu vou estimular ou incentivar que um policial atire em alguém”, declarou.

Candidato reconhece que referência à condecoração não foi adequada

Ao explicar novamente a declaração, Capitão Wagner afirmou que a referência à possibilidade de uma condecoração talvez não tenha sido a melhor maneira de expressar sua avaliação jurídica sobre o episódio.

Ele também mencionou que pediu desculpas a Cid Gomes posteriormente, quando os dois se encontraram em Itaitinga.

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“Por conta disso, agir errado ao falar em condecoração, pedir desculpas ao Cid no dia seguinte”, afirmou durante a sabatina.

O candidato sustentou, porém, que sua intenção era explicar uma situação que, segundo sua interpretação, poderia ser enquadrada no conceito jurídico de legítima defesa.

“Essa referência que eu fiz talvez não tenha sido interessante para explicar algo que o direito prevê como legítima defesa”, declarou.

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A discussão ganhou relevância no contexto da própria eleição de 2026 porque Cid Gomes é irmão de Ciro Gomes, que integra a chapa da qual Capitão Wagner faz parte. A questão foi apresentada ao candidato justamente para confrontar a declaração anterior com sua atual posição política.

Ao responder, Wagner separou a análise que faz daquele episódio da relação política atual e concentrou sua explicação na circunstância ocorrida durante a greve de 2020.

Segurança pública também esteve entre os temas

Durante a entrevista, Capitão Wagner também citou sua atuação política anterior e afirmou que, quando exercia mandato de deputado estadual, apresentou ao então governador Camilo Santana propostas relacionadas à categoria dos profissionais de segurança e um plano para a área.

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Segundo ele, as propostas não foram acolhidas da maneira que esperava e o Ceará enfrenta atualmente dificuldades na segurança pública.

“Quando fui deputado estadual, sentei com o então governador Camilo Santana e apresentei para ele não só as pautas da categoria, mas também um plano de segurança para o nosso estado”, disse.

O candidato acrescentou que o plano não foi adotado pelo governo e relacionou essa avaliação ao cenário atual da segurança pública no Estado.

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“Infelizmente, o plano de segurança não foi acatado e a gente vive um momento de grande dificuldade na segurança pública do estado do Ceará”, afirmou.

A segurança pública é um dos temas diretamente relacionados à trajetória política de Capitão Wagner. Por isso, a sabatina também serviu para que o candidato apresentasse sua avaliação sobre experiências anteriores e explicasse como pretende lidar com demandas da categoria caso avance na disputa pelo Senado.

Sabatinas do Jornal da Cidade continuam

A participação de Capitão Wagner faz parte da programação especial da TV Cidade Fortaleza com candidatos ao Senado nas eleições de 2026.

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As entrevistas são realizadas dentro do Jornal da Cidade e têm duração de 20 minutos. Durante o período de propaganda eleitoral, o telejornal começa excepcionalmente às 19h05 para acomodar a programação especial.

A rodada de entrevistas também prevê a participação de Alcides Fernandes (PL) na sequência do calendário definido pela emissora.

Além da entrevista televisiva, os candidatos participam de conversas de 40 minutos no programa Café com Verdade – Eleições, apresentado pelo jornalista Tiago Lima. Os conteúdos ficam disponíveis também no Spotify e no canal do GC Mais no YouTube.

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As sabatinas ainda são transmitidas pela Jovem Pan News Fortaleza, dentro do programa Pan News em Revista – 2ª edição, a partir das 16h, conforme a programação estabelecida para cada candidato.

A entrevista de Capitão Wagner, portanto, colocou no centro do debate dois episódios ligados à segurança pública e à sua trajetória política: a greve de policiais de 2012 e a declaração sobre a atuação de um PM durante o episódio envolvendo Cid Gomes em 2020. Ao responder às perguntas, o candidato afirmou que não repetiria a mobilização de 2012 e defendeu o diálogo como caminho para tratar das reivindicações da categoria, enquanto procurou contextualizar sua fala sobre o policial que efetuou o disparo contra Cid.


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