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Datafolha: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro chega a 35% na disputa pela Presidência

A diferença entre os dois candidatos passou de cinco para quatro pontos percentuais.

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Datafolha: Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro chega a 35% na disputa pela Presidência
Lula oscilou de 38% para 39%, enquanto Flávio avançou de 33% para 35%.(Foto: Reprodução)


A pesquisa Datafolha para presidente 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 35%. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira (11), indica uma disputa mais apertada entre os dois principais nomes em relação à rodada anterior, realizada em 3 de setembro. Lula oscilou de 38% para 39%, enquanto Flávio avançou de 33% para 35%.

Leia também: Pesquisa para presidente no segundo turno: veja os números de Lula x Flávio Bolsonaro

A diferença entre os dois candidatos passou de cinco para quatro pontos percentuais. Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o resultado mantém a corrida em um cenário de forte proximidade entre os principais concorrentes.

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 10 de setembro, em diferentes municípios do país. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01833/2026.

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Pesquisa Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%

No cenário estimulado sem Pablo Marçal, Lula aparece na liderança com 39%. Flávio Bolsonaro vem logo atrás, com 35%. O escritor Augusto Cury (Avante) registra 6%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 4%.

Renan Santos (Missão) aparece com 3%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) registram 1% cada.

Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Outros 6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato. O percentual de indecisos ficou em 4%.

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A distribuição mostra que, apesar da vantagem de Lula, a distância entre os dois primeiros colocados permanece suficientemente estreita para manter aberta a disputa pelo segundo turno. A própria evolução em relação ao levantamento anterior reforça esse movimento: enquanto o presidente ganhou um ponto, Flávio Bolsonaro cresceu dois.

O cenário também evidencia uma concentração das intenções de voto nos dois principais nomes. Somados, Lula e Flávio alcançam 74% das intenções no cenário principal, enquanto os demais candidatos aparecem individualmente em patamares inferiores.

Lula e Flávio ficam tecnicamente empatados no segundo turno

A proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro fica ainda mais evidente quando o Datafolha simula uma eventual segunda etapa da eleição.

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Nesse confronto, Lula aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os números configuram empate técnico.

O resultado é diferente da fotografia do primeiro turno porque, na segunda etapa, os votos dos candidatos que ficarem fora da disputa precisam ser redistribuídos entre os dois concorrentes que avançarem.

Na prática, isso significa que a liderança de Lula no primeiro turno não representa uma vantagem consolidada para uma eventual segunda votação. O quadro permanece aberto e depende também da capacidade dos dois principais candidatos de atrair eleitores que hoje manifestam preferência por outros nomes ou ainda não definiram sua escolha.

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O cenário nacional registrado pelo Datafolha ocorre em um momento de forte disputa política. Outros levantamentos divulgados nos últimos dias também vêm mostrando uma corrida apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro, embora os percentuais variem de acordo com o instituto e a metodologia utilizada.

Cenário com Pablo Marçal altera pouco a disputa

O Datafolha também testou um segundo cenário para o primeiro turno, incluindo Pablo Marçal (PRTB). O ex-candidato aparece com 2% das intenções de voto nessa simulação.

A presença de Marçal modifica pouco a liderança. Lula permanece com 39%, mesmo percentual registrado no levantamento anterior para esse cenário, enquanto Flávio Bolsonaro passa de 32% para 33%.

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Augusto Cury aparece com 5%, ante 7% anteriormente. Ronaldo Caiado registra 4%, enquanto Renan Santos tem 3%. Romeu Zema aparece com 2% e Marçal também alcança 2%.

Samara Martins e Wilson Grassi registram 1% cada. Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa, Clariana Barão e Hertz Dias não pontuam nesse cenário.

O nome de Pablo Marçal é testado em meio a uma situação jurídica que pode afetar sua presença na disputa. Segundo o material do levantamento, ele está inelegível em razão de condenação da Justiça Eleitoral, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral analisa a possibilidade de sua candidatura. A própria pesquisa, portanto, apresenta o cenário com Marçal como uma simulação específica, e não como confirmação de que ele estará apto a disputar a eleição.

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Votos válidos ampliam vantagem de Lula no primeiro turno

Pela primeira vez nesta eleição, o Datafolha também divulgou os chamados votos válidos. Esse cálculo exclui os votos em branco, nulos e os eleitores que ainda não decidiram em quem votar.

Nesse recorte, Lula chega a 43%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 38%. Augusto Cury tem 6%; Ronaldo Caiado, 4%; Renan Santos, 3%; e Romeu Zema, 2%.

Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Clariana Barão e Edmilson Costa aparecem com 1% cada. Wilson Grassi e Hertz Dias não pontuam.

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A diferença entre Lula e Flávio passa, portanto, para cinco pontos percentuais entre os votos válidos. Esse indicador é utilizado pela Justiça Eleitoral para a apuração do resultado oficial, já que votos brancos e nulos não são contabilizados na definição do vencedor.

É importante, porém, não interpretar os 43% como percentual efetivo de todos os eleitores. Trata-se de uma redistribuição das intenções válidas, utilizada para aproximar o cenário da forma como os votos são contabilizados na eleição.

Maioria dos eleitores afirma já ter decidido o voto

Outro dado relevante da pesquisa está relacionado ao grau de definição do eleitorado.

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Segundo o Datafolha, 75% dos entrevistados afirmam estar totalmente decididos sobre o candidato escolhido para presidente. Outros 25% dizem que ainda podem mudar de opção até a eleição.

O resultado ajuda a dimensionar o espaço disponível para mudanças ao longo da campanha. Embora três quartos do eleitorado declarado já indiquem uma escolha consolidada, um quarto dos entrevistados ainda admite alterar o voto.

Esse grupo pode ganhar importância à medida que a campanha avance, especialmente em uma disputa na qual os principais candidatos aparecem separados por poucos pontos percentuais e em que o segundo turno apresenta empate técnico.

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Pesquisa espontânea mede eleitor que já cita candidato sem lista

O levantamento também contempla a pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos.

Esse formato é utilizado para medir o grau de lembrança e consolidação das candidaturas entre os eleitores, já que a pessoa precisa mencionar espontaneamente em quem pretende votar.

O material fornecido para a apuração, porém, não apresenta os percentuais dessa parte do levantamento. Por isso, os números da pesquisa espontânea não são reproduzidos nesta matéria, evitando atribuir percentuais sem confirmação documental.

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A diferença entre os modelos é relevante. Na pesquisa estimulada, os entrevistados recebem os nomes dos candidatos e escolhem entre as opções apresentadas. Na espontânea, a resposta parte diretamente do eleitor. Por isso, os dois resultados podem apresentar diferenças importantes.

O que o levantamento indica para a corrida presidencial

A principal mensagem da nova rodada do Datafolha é a combinação de liderança de Lula no primeiro turno e equilíbrio no segundo.

O presidente chega a 39% na pesquisa estimulada, quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro. O senador, por sua vez, avançou dois pontos desde o levantamento anterior e se aproxima do petista.

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Ao mesmo tempo, o segundo turno mostra uma disputa ainda mais apertada, com 46% para Lula e 44% para Flávio, dentro da margem de erro.

O levantamento também mostra que os demais candidatos ainda têm espaço para disputar uma parcela do eleitorado. Augusto Cury aparece em terceiro, com 6%, enquanto Caiado tem 4% e Renan Santos, 3%.

A eleição, portanto, permanece com dois polos principais e uma faixa menor de votos distribuída entre outras candidaturas. Com 25% dos eleitores admitindo que ainda podem mudar de escolha, a evolução da campanha poderá ser decisiva para determinar como esse eleitorado se distribuirá até a votação.

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A pesquisa Datafolha é uma fotografia do momento em que as entrevistas foram realizadas, entre 8 e 10 de setembro, e não uma previsão do resultado eleitoral. A margem de erro e as características metodológicas devem ser consideradas na leitura dos números, principalmente em uma disputa na qual Lula e Flávio Bolsonaro aparecem separados por uma diferença próxima ao limite da margem de erro.

Veja os números:

Pesquisa estimulada — cenário sem Pablo Marçal

  1. Lula (PT): 39%
  2. Flávio Bolsonaro (PL): 35%
  3. Augusto Cury (Avante): 6%
  4. Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  5. Renan Santos (Missão): 3%
  6. Romeu Zema (Novo): 2%
  7. Samara Martins (UP): 1%
  8. Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  9. Clariana Barão (DC): 1%
  10. Edmilson Costa (PCB): 1%
  11. Wilson Grassi (Democrata): 0%
  12. Hertz Dias (PSTU): 0%
  13. Branco/nulo/nenhum: 6%
  14. Indecisos: 4%

Votos válidos — cenário sem Pablo Marçal

  1. Lula (PT): 43%
  2. Flávio Bolsonaro (PL): 38%
  3. Augusto Cury (Avante): 6%
  4. Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  5. Renan Santos (Missão): 3%
  6. Romeu Zema (Novo): 2%
  7. Samara Martins (UP): 1%
  8. Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
  9. Clariana Barão (DC): 1%
  10. Edmilson Costa (PCB): 1%
  11. Wilson Grassi (Democrata): 0%
  12. Hertz Dias (PSTU): 0%

Pesquisa estimulada — cenário com Pablo Marçal

  1. Lula (PT): 39%
  2. Flávio Bolsonaro (PL): 33%
  3. Augusto Cury (Avante): 5%
  4. Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  5. Renan Santos (Missão): 3%
  6. Pablo Marçal (PRTB): 2%
  7. Romeu Zema (Novo): 2%
  8. Samara Martins (UP): 1%
  9. Wilson Grassi (Democrata): 1%
  10. Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
  11. Edmilson Costa (PCB): 0%
  12. Clariana Barão (DC): 0%
  13. Hertz Dias (PSTU): 0%
  14. Branco/nulo/nenhum: 6%
  15. Indecisos: 3%

Definição do voto

  1. 75% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre o candidato.
  2. 25% afirmam que ainda podem mudar de voto.
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