O Ceará terá 43 novos voos por semana, incluindo uma nova ligação direta entre Fortaleza e Goiânia operada pela Latam. A ampliação da malha aérea foi destacada pelo governador Elmano de Freitas em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (11). A nova oferta ocorre em um período de crescimento da atividade turística no Estado e amplia as opções de conexão entre o Ceará e outras regiões do país.
A nova rota entre Fortaleza e Goiânia terá cinco voos por semana durante a alta temporada. A operação está prevista para ocorrer entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. Além da ligação com Goiás, o aumento da oferta inclui novas frequências em trechos que conectam Fortaleza a outras capitais e grandes centros brasileiros. A expansão também contempla rotas envolvendo Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, São Luís, Teresina, Belém, Manaus e Belo Horizonte, além do trecho entre Guarulhos e Juazeiro do Norte.
Na publicação, Elmano associou a ampliação da conectividade aérea ao fortalecimento do turismo e à movimentação da economia. O aumento da circulação de passageiros pode beneficiar atividades como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços relacionados ao turismo.
Novos voos no Ceará incluem rota inédita para Goiânia
A ligação direta entre Fortaleza e Goiânia será uma das novidades da malha aérea para a próxima alta temporada. A operação da Latam terá cinco frequências semanais e está prevista para os meses de dezembro de 2026, janeiro e fevereiro de 2027.
A nova conexão cria uma alternativa direta entre o Ceará e Goiás, sem a necessidade de escala em outro aeroporto. Para os passageiros, o aumento da oferta pode ampliar as opções de dias e horários para viagens entre as duas capitais.
A expansão também envolve outros mercados. Entre os acréscimos anunciados estão sete voos semanais entre Fortaleza e Rio de Janeiro, sete entre Brasília e Fortaleza e sete entre Guarulhos e Juazeiro do Norte. Também haverá aumento nas frequências de ligações entre Fortaleza e São Luís, Teresina, Belém, Manaus, Belo Horizonte e Congonhas.
A ampliação da malha ocorre antes de um período de maior movimentação turística. A disponibilidade de voos é um dos fatores que influenciam o acesso dos visitantes aos destinos, além de facilitar viagens de negócios, participação em eventos e deslocamentos de moradores.
Turismo no Ceará movimentou R$ 12,4 bilhões em 2024
Os indicadores do setor mostram a dimensão da atividade turística para a economia cearense. Dados da Secretaria do Turismo do Ceará apontam que 3,219 milhões de visitantes chegaram ao Estado pela via Fortaleza em 2024.
No mesmo ano, a receita turística direta foi estimada em R$ 12,395 bilhões. O gasto médio por visitante chegou a R$ 3.850,44, enquanto a permanência média foi calculada em 8,3 dias. Segundo a Setur, o turismo teve impacto equivalente a 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará em 2024.
Os visitantes chegaram ao Estado por diferentes motivos. Cerca de 1,16 milhão viajaram ao Ceará por lazer ou passeio, o equivalente a 36,1% da demanda registrada pela via Fortaleza. As visitas a parentes e amigos representaram 29,6%, com aproximadamente 952,9 mil turistas. Viagens relacionadas a negócios e trabalho somaram 363,8 mil visitantes, enquanto congressos e eventos responderam por 444,3 mil. Os dados mostram que a movimentação turística não se restringe às viagens de férias. A circulação de pessoas também está relacionada a atividades profissionais, eventos e outros tipos de deslocamento.
Atividade turística do Ceará cresceu 7,3% em 2025
O setor também apresentou crescimento em 2025. Estudo do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) apontou alta de 7,3% no Índice de Atividades Turísticas (Iatur) do Ceará na comparação com 2024.
O resultado colocou o Estado entre os destaques do Nordeste e ficou acima da média nacional, que registrou crescimento de 4,6% no período. A expansão da atividade turística ocorreu antes do aumento da oferta de voos anunciado para a alta temporada de 2026/2027. Dessa forma, a nova malha aérea chega a um mercado que já apresentava crescimento nos indicadores disponíveis.
A relação entre maior oferta de voos e crescimento do turismo, porém, depende de outros fatores. O aumento das frequências amplia a capacidade de transporte, mas o impacto efetivo sobre o número de visitantes também depende da procura por viagens e do desempenho dos serviços turísticos.
Mais conectividade pode ampliar circulação de turistas e negócios
Fortaleza é a principal porta de entrada aérea para visitantes que chegam ao Ceará e também funciona como ponto de conexão para quem segue para outros destinos do Estado. Uma malha aérea mais ampla pode facilitar a chegada de turistas de diferentes regiões do Brasil. Também pode favorecer viagens de negócios, congressos e eventos ao aumentar as alternativas de horários e conexões.
Os efeitos econômicos podem alcançar diversos segmentos. Turistas que chegam ao Estado utilizam serviços de hospedagem, alimentação, transporte e lazer, além de movimentarem o comércio.
A atividade também possui conexão com o mercado internacional. A partir de outubro de 2026, a rota entre Fortaleza e Lisboa terá aumento de três para quatro frequências semanais. Entre novembro de 2026 e março de 2027, a previsão é chegar a cinco voos por semana.
A ligação com Lisboa amplia as possibilidades de conexão entre o Ceará e a Europa. Somada ao crescimento das rotas domésticas, a expansão aumenta a oferta de transporte aéreo disponível para diferentes perfis de passageiros.
Turismo gera impacto além dos gastos dos visitantes
Além da receita turística direta, os dados da Setur apontam para um impacto mais amplo da atividade na economia estadual. Em 2024, a renda gerada pelo turismo foi estimada em R$ 21,69 bilhões quando considerados os efeitos dos gastos dos visitantes sobre outros setores da economia. O turismo respondeu, pela metodologia utilizada, por 9,3% do PIB cearense.
Isso ocorre porque os gastos de um turista não ficam restritos ao local diretamente relacionado à viagem. A demanda por hospedagem, alimentação, transporte e serviços movimenta diferentes atividades econômicas. Nesse contexto, a ampliação da oferta aérea pode criar condições para um aumento da circulação, mas o resultado depende da ocupação dos voos e da demanda efetivamente registrada.




