Com seis etapas de votação previstas para o primeiro turno das Eleições 2026, lembrar os números de todas as candidaturas pode ser uma dificuldade para o eleitor. Para facilitar esse momento, a Justiça Eleitoral permite o uso de uma “colinha” de papel com os números que serão digitados na urna eletrônica.
O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta que o eleitor faça uma anotação pessoal com os números das candidaturas para consultar durante o preenchimento da urna.
A recomendação serve para evitar que o eleitor precise memorizar todos os números. No primeiro turno, serão seis etapas de votação, incluindo duas destinadas ao Senado.
A colinha deve ser feita em papel. O celular, por exemplo, não pode entrar na cabine, mesmo desligado. Antes de votar, o aparelho deve ser depositado no local indicado pela mesa receptora.
O que é a colinha eleitoral?
A colinha eleitoral é uma anotação feita pelo próprio eleitor para registrar os números das candidaturas que serão consultados durante a votação. O TSE incentiva o uso desse recurso e disponibiliza, inclusive, um modelo para impressão.
A Justiça Eleitoral orienta que a anotação seja pessoal e individual. Ela pode reunir os números na mesma ordem em que aparecerão na urna, facilitando a consulta durante a votação.
Nas Eleições 2026, a sequência será de deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente da República.
Pode levar a colinha para dentro da cabine?
Sim. A anotação em papel pode ser consultada dentro da cabine de votação.
O objetivo é justamente permitir que o eleitor confira os números antes de digitá-los na urna. O TSE recomenda preparar a colinha antes de sair de casa, já que equipamentos eletrônicos não podem ser usados nesse espaço.
A colinha também pode ser utilizada para separar os dois números destinados ao Senado. Em 2026, serão duas vagas em disputa em cada estado e no Distrito Federal, com duas etapas diferentes para o cargo na urna.
O que pode ser anotado na colinha?
O eleitor pode registrar os números das candidaturas que pretende consultar na hora de votar. O modelo disponibilizado pela Justiça Eleitoral segue a ordem dos cargos e permite organizar os números antes do dia da eleição.
Para 2026, a organização pode ser feita assim:
Deputado federal: número com quatro dígitos
Deputado estadual ou distrital: número com cinco dígitos
Senador — primeira vaga: número com três dígitos
Senador — segunda vaga: número com três dígitos
Governador: número com dois dígitos
Presidente: número com dois dígitos
A anotação deve servir apenas como lembrete para o próprio eleitor durante a votação.
Pode usar o celular no lugar da colinha?
Não. O celular pode ser levado até a seção eleitoral, mas não pode ser usado dentro da cabine de votação.
Antes de se dirigir à urna, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. A regra também vale para câmeras, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e outros dispositivos capazes de registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita na urna.
A proibição existe para preservar o sigilo do voto. Por isso, mesmo que o aparelho esteja desligado, ele não pode ser levado para dentro da cabine.
Quem utiliza o e-Título para identificação também precisa deixar o celular antes de entrar na cabine. O aplicativo pode ser apresentado aos mesários quando necessário, mas o aparelho não acompanha o eleitor durante o voto.
O que acontece se o eleitor se recusar a deixar o celular?
A pessoa que se recusar a entregar o aparelho no local indicado pela mesa não será autorizada a votar naquele momento. A ocorrência deve ser registrada em ata e, caso seja necessário, a força policial pode ser acionada.
A regra não impede o eleitor de chegar à seção com o telefone. A restrição se aplica especificamente ao momento em que ele entra na cabine para votar.
Qual será a ordem dos votos nas Eleições 2026?
A colinha pode ser organizada de acordo com a ordem em que os cargos aparecerão na urna eletrônica. No primeiro turno, o eleitor votará em seis etapas:
- Deputado federal
- Deputado estadual ou distrital
- Senador — primeira vaga
- Senador — segunda vaga
- Governador e vice-governador
- Presidente e vice-presidente da República
O TSE recomenda seguir essa sequência na anotação para facilitar a consulta durante o voto. A Justiça Eleitoral também disponibiliza um simulador de votação com números e candidatos fictícios para que o eleitor possa treinar antes do pleito.
Quando será a votação das Eleições 2026?
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro. A colinha poderá ser levada para a cabine durante a votação para facilitar a consulta aos números das candidaturas.
A Justiça Eleitoral recomenda preparar a anotação com antecedência e levar o documento em papel. Dessa forma, o eleitor não precisa depender do celular para consultar os números durante o preenchimento da urna.
O TSE mantém uma página específica com orientações para o dia da votação e também disponibiliza o modelo da colinha eleitoral para impressão.



