O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encerrou neste sábado (3) a campanha para o primeiro turno das Eleições 2026 com uma caminhada na região da avenida Paulista e da rua Augusta, em São Paulo. O ato reuniu apoiadores e contou com a participação de aliados políticos, entre eles Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Simone Tebet.
Durante o discurso, Lula falou sobre as razões que, segundo ele, o mantêm na política e afirmou que sua atuação está relacionada a causas que considera importantes. “A minha causa é o povo brasileiro. A minha causa é a educação. A minha causa é a soberania brasileira”, declarou.
O presidente também fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e voltou a apresentar a eleição como uma disputa entre diferentes projetos políticos. Em uma de suas falas, Lula afirmou que o processo eleitoral colocaria de um lado a democracia e, de outro, a “barbárie”. As declarações foram feitas durante o ato de encerramento da campanha.
Lula ainda pediu aos apoiadores que continuassem mobilizados até o dia da votação. Ele orientou os presentes a conversar com outros eleitores e, em tom descontraído, afirmou: “Não existe essa de Gavião ser de direita”, em referência à torcida do Corinthians.
Aliados participam do ato
A caminhada contou com a presença do candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad; do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); do candidato a vice-governador Márcio França (PSB); e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). A primeira-dama, Janja Lula da Silva, também participou da mobilização.
Haddad comentou o impasse que antecedeu a realização do evento e defendeu o caráter pacífico da manifestação. Marina Silva agradeceu a participação da militância e pediu continuidade da mobilização até a votação.
Simone Tebet afirmou que a presença dos apoiadores representava, segundo sua avaliação, uma manifestação em defesa da democracia e da soberania. Durante sua fala, também pediu votos para Lula e Haddad.
Geraldo Alckmin destacou a participação popular no encerramento da campanha, enquanto Márcio França elogiou a mobilização e também convocou os apoiadores para as últimas horas antes da votação.
Janja direcionou sua fala às mulheres presentes e pediu que elas continuassem conversando com outros eleitores até o domingo (4).
Justiça Eleitoral autorizou caminhada
A realização da caminhada foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) após um impasse envolvendo a campanha petista e a Prefeitura de São Paulo.
A decisão permitiu a realização do ato, mas estabeleceu que as vias públicas deveriam permanecer desobstruídas e que os organizadores deveriam seguir as orientações da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
O percurso previsto passou pela região da avenida Paulista e seguiu pela rua Augusta em direção à praça Roosevelt, onde foi montada estrutura para o ato.
Princípio de confusão com a PM
Antes da chegada de Lula, houve um princípio de confusão entre integrantes da organização e policiais militares relacionado à posição dos carros de som.
Segundo relatos publicados sobre o ato, a Polícia Militar determinou o deslocamento dos veículos para permitir a circulação. Integrantes da campanha questionaram a medida, e a discussão foi acompanhada por apoiadores.
Posteriormente, os carros de som foram deslocados e a caminhada prosseguiu. O episódio ocorreu em meio às determinações da Justiça Eleitoral para que as vias não fossem bloqueadas durante a realização do evento.
A caminhada marcou o último ato de rua de Lula antes do primeiro turno das Eleições 2026, cuja votação ocorre neste domingo (4).




