Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) foram eleitos para as duas vagas do Senado pelo Ceará nas Eleições 2026, após a apuração dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste domingo (4).
A eleição deste ano colocou duas cadeiras do Ceará em disputa. Diferentemente da eleição para governador e presidente, a disputa pelo Senado é definida em turno único: os dois candidatos mais votados ocupam as vagas disponíveis no estado.
A apuração das Eleições 2026 começou às 17h, no horário de Brasília. O TSE disponibilizou a consulta dos resultados em tempo real por meio do Portal Resultados e do aplicativo oficial da Justiça Eleitoral.
O resultado encerra uma disputa que envolveu oito candidaturas ao Senado no Ceará e mobilizou diferentes grupos políticos durante a campanha. Entre os nomes que buscavam uma das duas cadeiras estavam, além de Cid e Luizianne, Capitão Wagner (União), Alcides Fernandes (PL), Catarina Matos (UP), Guilherme Theophilo (Novo), Lino Alves (PCO) e Reginaldo (PSTU).
Cid Gomes amplia trajetória política com novo mandato no Senado
A eleição representa a continuidade da trajetória de Cid Gomes na política cearense. Natural de Sobral, Cid Ferreira Gomes tem 63 anos e é engenheiro civil.
A carreira política começou em 1990, quando foi eleito deputado estadual pelo Ceará. Quatro anos depois, conquistou um novo mandato na Assembleia Legislativa.
Durante a passagem pelo Legislativo estadual, Cid ocupou a presidência da Assembleia Legislativa do Ceará entre 1995 e 1996. Em 1996, deixou o Parlamento para disputar a Prefeitura de Sobral.
Eleito prefeito naquele ano, foi reconduzido ao cargo em 2000. A experiência administrativa no município antecedeu a disputa pelo Governo do Ceará.
Em 2006, Cid Gomes foi eleito governador. Quatro anos depois, conseguiu a reeleição e permaneceu à frente do Executivo estadual até 2014.
A trajetória também passou pelo governo federal. Em 2015, Cid assumiu o Ministério da Educação durante a gestão da então presidente Dilma Rousseff.
Em 2018, voltou às urnas para disputar uma vaga no Senado e foi eleito para a Casa. Agora, com o resultado de 2026, assegura um novo período de representação do Ceará no Congresso Nacional.
A eleição também mantém Cid Gomes como uma das figuras de maior longevidade na política institucional do estado, com passagens pelos Legislativos estadual e federal, pela Prefeitura de Sobral, pelo Governo do Ceará e por um ministério do governo federal.
Luizianne Lins volta ao Senado após trajetória na política de Fortaleza
Luizianne Lins também chega ao Senado depois de uma trajetória marcada principalmente pela atuação em Fortaleza e na Câmara dos Deputados.
Natural da capital cearense, Luizianne de Oliveira Lins tem 57 anos, é jornalista e professora universitária. Possui mestrado em comunicação.
A entrada na política ocorreu no Legislativo municipal. Em 1996, foi eleita vereadora de Fortaleza, cargo que exerceu até 2003.
No ano seguinte, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará e foi eleita deputada estadual. Ainda em 2004, lançou-se à disputa pela Prefeitura de Fortaleza e venceu a eleição.
Luizianne administrou a capital cearense por dois mandatos consecutivos, entre 2005 e 2012. O período marcou a consolidação de seu nome na política estadual e abriu caminho para uma nova etapa da carreira no Congresso Nacional.
Em 2014, foi eleita deputada federal. A cadeira na Câmara foi mantida nas eleições seguintes, com reeleições em 2018 e 2022.
Agora, a eleição para o Senado representa uma mudança de Casa legislativa e amplia a atuação de Luizianne no Congresso Nacional.
A nova senadora eleita terá pela frente um mandato em uma Casa que possui atribuições diferentes das exercidas pela Câmara dos Deputados. O Senado representa os estados e o Distrito Federal, com três representantes por unidade da Federação.
Como funciona a eleição para o Senado pelo Ceará
A escolha dos senadores ocorre de maneira diferente da votação para deputado federal e deputado estadual.
Em 2026, cada eleitor cearense pôde escolher dois candidatos ao Senado, porque duas cadeiras estavam disponíveis para o estado. Os dois nomes que receberam mais votos foram eleitos.
O sistema faz com que a disputa tenha uma dinâmica própria. Um candidato pode conquistar uma das vagas mesmo sem alcançar maioria absoluta dos votos, desde que esteja entre os dois mais votados.
Essa característica também torna relevante a estratégia dos eleitores que precisam escolher dois nomes. As pesquisas realizadas antes da eleição refletiram justamente essa particularidade, apresentando cenários consolidados com a primeira e a segunda escolha do eleitor.
Na véspera da votação, por exemplo, pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro mostrava Cid Gomes com 32% dos votos válidos, Luizianne Lins com 27% e Capitão Wagner com 26%. O levantamento ouviu 2.004 eleitores nos dias 2 e 3 de outubro e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
Os números das pesquisas, porém, não substituem o resultado oficial. A totalização do TSE é que determina os candidatos eleitos.
Resultado do Senado muda composição da representação do Ceará em Brasília
Com a eleição de Cid Gomes e Luizianne Lins, o Ceará passa a contar com dois novos nomes — ou novos mandatos, no caso de Cid — entre os representantes do estado no Senado.
A atuação dos senadores envolve temas diretamente relacionados às políticas nacionais e também pautas de interesse dos estados. Entre as atribuições da Casa estão a análise de projetos de lei, a participação no processo legislativo federal e a apreciação de determinadas matérias que exigem atuação específica do Senado.
O resultado das urnas também terá reflexos políticos no Ceará. Cid Gomes possui uma trajetória que inclui dois mandatos como governador e experiência no governo federal, enquanto Luizianne Lins chega ao Senado após oito anos de atuação como prefeita de Fortaleza e três mandatos na Câmara dos Deputados.
A composição eleita, portanto, reúne dois políticos com experiências distintas na administração pública e no Legislativo.
Para o eleitor, o resultado representa também uma mudança na representação do Ceará na Casa Alta do Congresso Nacional. A partir da diplomação e da posse, os dois eleitos passarão a exercer o mandato correspondente à vaga conquistada nas urnas.




