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INFRAÇÃO

Vídeo mostra eleitor usando revólver para votar em Flávio Bolsonaro dentro de cabine

Para as Eleições 2026, a regulamentação do TSE estabelece que esses equipamentos devem ser desligado

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Vídeo mostra eleitor usando revólver para votar em Flávio Bolsonaro dentro de cabine
a gravação da própria escolha dentro da cabine pode, portanto, ser objeto de apuração. (Foto: Reprodução)


Um vídeo que circula nas redes sociais neste domingo (4), primeiro turno das Eleições 2026, mostra um eleitor armado utilizando a ponta de um revólver para pressionar as teclas da urna eletrônica durante a votação. Na gravação, o homem registra a própria escolha dentro da cabine e digita o número do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Leia também: Governadores eleitos no primeiro turno em 2026: veja lista por estado

As circunstâncias do vídeo, porém, ainda não foram esclarecidas. Não há, até o momento, informação confirmada sobre onde a gravação foi feita, em qual horário ocorreu a votação ou quem é o eleitor que aparece nas imagens.

Também não havia, até a publicação desta reportagem, manifestação oficial da polícia ou da Justiça Eleitoral especificamente sobre o vídeo apresentado nas redes sociais.

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A situação chama atenção por envolver, em uma mesma gravação, dois pontos que são objeto de regras específicas durante o processo eleitoral: a preservação do sigilo do voto e as restrições ao porte de armas no dia da eleição.

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O conteúdo, por si só, não permite confirmar quando ou onde exatamente a gravação ocorreu. Por isso, a identificação do eleitor, da seção eleitoral e das circunstâncias em que o vídeo foi produzido depende de eventual apuração pelas autoridades.

Sigilo do voto é protegido pela Justiça Eleitoral

A gravação também levanta uma questão relacionada ao sigilo do voto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que o eleitor não pode levar para a cabine aparelhos ou equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar sua escolha. A regra vale para celulares, câmeras, filmadoras e outros instrumentos com essa capacidade.

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Para as Eleições 2026, a regulamentação do TSE estabelece que esses equipamentos devem ser desligados e deixados em local indicado pela mesa receptora antes de o eleitor entrar na cabine. A medida tem como objetivo impedir que a escolha feita na urna seja registrada ou divulgada.

O motivo não é apenas preservar a privacidade individual. O sigilo busca garantir que o eleitor possa escolher livremente seu candidato, sem precisar produzir uma prova da opção feita. O próprio TSE relaciona essa proteção à prevenção de práticas como a compra de votos, nas quais alguém poderia exigir do eleitor uma comprovação da escolha.

O Código Eleitoral também prevê como crime violar ou tentar violar o sigilo do voto, com pena de até dois anos de detenção, conforme orientação divulgada pelo próprio TSE.

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No caso do vídeo, a gravação da própria escolha dentro da cabine pode, portanto, ser objeto de apuração. No entanto, é importante diferenciar a regra geral da conclusão sobre o caso concreto: somente uma investigação poderá determinar as circunstâncias e eventual responsabilidade relacionada ao conteúdo.

Porte de arma também é alvo de restrições no dia da eleição

Outro ponto relacionado ao vídeo é a presença de uma arma de fogo durante o processo de votação.

O TSE estabelece restrições específicas para o transporte de armas e munições no período eleitoral. Nas informações oficiais sobre as Eleições 2026, o tribunal afirma que é proibido o transporte de armas e munições, em todo o território nacional, por colecionadores, atiradores e caçadores no dia das eleições e nas 24 horas anteriores e posteriores ao pleito.

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A regulamentação eleitoral também prevê regras específicas sobre a circulação de armas nos locais de votação. Assim, a presença de um revólver em uma cabine eleitoral é uma situação que pode demandar apuração das autoridades competentes.

No caso da gravação que circula nas redes sociais, entretanto, ainda não há informação oficial que permita estabelecer se o vídeo foi produzido efetivamente dentro de um local de votação no Brasil neste domingo, quem aparece nas imagens ou em quais circunstâncias a arma estava sendo utilizada.

Esses elementos são relevantes porque um vídeo publicado nas redes sociais pode ser compartilhado fora do contexto original. A confirmação da ocorrência exige a identificação da origem do conteúdo e a verificação dos fatos.

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Gravação do voto também contraria regra da cabine

Além da arma, a própria produção do vídeo constitui um aspecto central da ocorrência.

A cabine eleitoral é destinada à realização do voto de forma reservada. O eleitor não pode utilizar celular, câmera ou outro equipamento que permita registrar sua escolha. A regra permanece válida mesmo quando o dispositivo está desligado, justamente porque o objetivo é impedir qualquer possibilidade de comprometimento do sigilo.

A regulamentação determina que os aparelhos sejam depositados em local próprio, sob acompanhamento da mesa receptora, antes que o eleitor se dirija à urna. Caso alguém se recuse a entregar o equipamento, o eleitor não deve ser autorizado a votar naquele momento, e a ocorrência pode ser registrada em ata e comunicada à autoridade policial, se necessário.

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A gravação exibida nas redes, portanto, apresenta uma situação diferente de um eleitor simplesmente consultar uma anotação de papel para lembrar os números dos candidatos. A Justiça Eleitoral recomenda, inclusive, que os eleitores levem uma “colinha” em papel para facilitar a votação, enquanto aparelhos eletrônicos permanecem proibidos dentro da cabine.

Caso ainda não tem local ou autor identificados

Até a publicação desta reportagem, não havia informação confirmada sobre a seção eleitoral em que o vídeo teria sido produzido.

Também não foram informados o município, o horário exato da votação ou a identidade do eleitor que aparece na gravação. Esses dados são importantes para que uma eventual investigação possa localizar a ocorrência e verificar se o conteúdo corresponde a um fato registrado durante o primeiro turno deste domingo.

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A ausência dessas informações impede atribuir o vídeo a uma determinada cidade ou seção eleitoral sem confirmação oficial.

Também não há, até o momento, manifestação das autoridades mencionadas no material sobre uma eventual investigação específica relacionada à gravação.

A identificação da origem do vídeo será um dos primeiros elementos necessários para esclarecer o episódio. A partir disso, as autoridades poderão verificar as circunstâncias da entrada da arma no local, a realização da gravação e eventual violação das normas eleitorais.

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Situações semelhantes já foram registradas em outras eleições

Imagens de eleitores utilizando armas durante a votação também circularam em eleições anteriores. Casos semelhantes foram registrados nas eleições de 2018 e chegaram a ser objeto de investigação.

A repetição desse tipo de conteúdo nas redes sociais torna especialmente importante verificar a origem e a autenticidade das gravações antes de associá-las a uma determinada seção ou localidade.

No episódio deste domingo, o que está confirmado pelo material apresentado é a existência de um vídeo no qual um eleitor aparece utilizando a ponta de uma arma para pressionar as teclas da urna enquanto registra o voto em Flávio Bolsonaro. As demais circunstâncias permanecem sem confirmação oficial até o momento.

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Como denunciar irregularidades durante as eleições

Eleitores que presenciarem irregularidades eleitorais podem utilizar os canais disponibilizados pela Justiça Eleitoral para fazer denúncias. Entre eles está o aplicativo Pardal, desenvolvido para receber relatos sobre possíveis ilícitos eleitorais.

Em situações que demandem atendimento policial imediato, o material-base também aponta o telefone 190 como canal de comunicação.

A recomendação é que denúncias sejam acompanhadas, sempre que possível, de informações que permitam identificar o local e as circunstâncias do fato. Isso facilita a apuração pelas autoridades e evita que conteúdos sem origem confirmada sejam tratados como ocorrências comprovadas.

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No caso do vídeo do eleitor armado, a eventual investigação deverá esclarecer não apenas a identidade de quem aparece nas imagens, mas também onde e quando o registro foi feito e se houve efetivamente violação das normas eleitorais.

Enquanto não houver manifestação oficial sobre esses pontos, a gravação deve ser tratada como um conteúdo em circulação nas redes sociais, com circunstâncias ainda não esclarecidas pelas autoridades.

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