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ALIANÇAS

Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das Eleições 2026

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a segunda etapa da eleição presidencial

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Michel Temer declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das Eleições 2026
No vídeo divulgado nas redes sociais, Temer afirmou que as urnas teriam indicado uma demanda por mudança. (Foto: Reprodução)


O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5), por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Temer afirmou que o resultado das urnas indica, na avaliação dele, um desejo de mudança no país.

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Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a segunda etapa da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio terminou na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao comunicar a decisão, Temer relacionou o resultado eleitoral à busca por mudanças e afirmou que o eleitorado deseja novas propostas e atitudes na política. A partir dessa interpretação, declarou apoio à candidatura de Flávio.

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A manifestação ocorre no início da campanha para o segundo turno, período em que os dois candidatos passam a concentrar esforços na busca por apoio político e pela conquista dos eleitores que não estarão representados diretamente na nova votação.

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O que Michel Temer disse ao apoiar Flávio Bolsonaro

No vídeo divulgado nas redes sociais, Temer afirmou que as urnas teriam indicado uma demanda por mudança. O ex-presidente também mencionou a necessidade de novas ideias e projetos e utilizou o termo “reconexão” ao justificar sua escolha por Flávio Bolsonaro.

“E reconexão é Flávio”, declarou Temer ao final da manifestação.

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A declaração foi acompanhada de uma avaliação sobre o resultado das eleições e sobre o comportamento do eleitorado. Temer sustentou que a renovação política também teria aparecido na composição do Congresso Nacional e no desempenho da candidatura de Flávio no primeiro turno.

O apoio, portanto, foi apresentado pelo ex-presidente como uma escolha vinculada à interpretação que fez do resultado das urnas.

A manifestação de Temer não altera a composição da disputa presidencial. A segunda etapa continuará sendo disputada entre Flávio Bolsonaro e Lula, conforme definido pelo resultado do primeiro turno e confirmado pelo TSE.

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Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula

A eleição presidencial chegou ao segundo turno sem que nenhum dos candidatos alcançasse mais da metade dos votos válidos na primeira etapa.

Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos e ficou na primeira colocação. Lula terminou com 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.

Com o resultado, os dois avançaram para a votação de 25 de outubro.

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A nova etapa da eleição reduz a disputa presidencial aos dois candidatos mais votados. Com isso, o período entre os dois turnos passa a ser marcado pela reorganização das campanhas, por novas manifestações de apoio e pela tentativa de ampliar as alianças políticas.

O anúncio de Temer ocorre nesse cenário.

O ex-presidente ocupa uma posição conhecida na política brasileira e construiu sua trajetória principalmente no MDB, partido pelo qual exerceu diferentes funções antes de chegar à Presidência da República.

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Quem é Michel Temer

Michel Temer é advogado e professor de direito constitucional. Antes de chegar ao Palácio do Planalto, teve uma longa trajetória política ligada ao MDB, antigo PMDB.

Temer exerceu mandato de deputado federal a partir de 1987 e participou da Assembleia Nacional Constituinte. Ao longo da carreira, presidiu a Câmara dos Deputados em três períodos e também comandou nacionalmente o partido.

Antes da atuação no Congresso Nacional, ocupou funções no governo de São Paulo, incluindo a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria da Segurança Pública.

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Em 2010, Temer foi eleito vice-presidente da República na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT). A mesma chapa venceu novamente a eleição de 2014.

A relação política entre Dilma e Temer terminou com o processo de impeachment iniciado em 2016. Temer assumiu interinamente a Presidência em maio daquele ano e passou a exercer o cargo de forma definitiva em agosto, após a conclusão do processo que retirou Dilma da Presidência.

Ele permaneceu no Palácio do Planalto até o fim de 2018.

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Apoio ocorre no início da disputa pelo segundo turno

A declaração de Temer acontece um dia depois da votação do primeiro turno e no começo de uma nova fase da eleição presidencial.

A disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula passa agora a concentrar a campanha nacional. Além da busca por votos, os candidatos podem ampliar conversas com grupos políticos e lideranças que ficaram fora da segunda etapa.

Nesse cenário, manifestações públicas de apoio ganham espaço na campanha por evidenciarem posicionamentos de figuras políticas que não estão concorrendo diretamente à Presidência.

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O anúncio de Temer foi direcionado a Flávio Bolsonaro. O ex-presidente apresentou sua decisão como uma escolha associada à interpretação que fez do resultado eleitoral e à defesa de uma mudança na condução política do país.

O segundo turno será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República.

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