O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (10), durante um ato de campanha em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que o segundo turno das eleições marcará “o fim da era Lula no Brasil”. A declaração foi feita durante uma motociata que reuniu apoiadores e aliados políticos, a duas semanas da votação marcada para 25 de outubro.
Durante o discurso, o candidato agradeceu a presença dos participantes e disse que pretende promover mudanças no país. Flávio também criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário na disputa presidencial, e associou o resultado da eleição ao futuro político do Brasil. “Eu quero agradecer vocês de coração. Eu estou aqui, de corpo e alma, nas mãos de Deus e nos braços de vocês, para mudar o destino da nossa nação. É o fim da era Lula no Brasil!”, declarou.
Flávio Bolsonaro critica governo Lula
Ao criticar a administração federal, Flávio atribuiu ao governo petista resultados negativos em áreas como segurança pública, endividamento, impostos e atividade econômica. No trecho do discurso divulgado, o senador não apresentou indicadores específicos para fundamentar as afirmações.
“Essa era que só deixa recordes negativos, é recorde de mulher assassinada, é recorde de brasileiro endividado, é recorde de imposto, é recorde de empresas fechadas, é recorde de indústrias quebradas”, afirmou.
O candidato também citou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao falar sobre a disputa presidencial. Flávio relacionou sua candidatura ao legado político do antigo chefe do Executivo e disse que pretende honrar sua trajetória caso seja eleito.
“E vocês verão aqueles que tentaram calar Jair Messias Bolsonaro, aqueles que tiraram o poder dele na mão grande. São os mesmos que estão colocando o Flávio Bolsonaro na cadeira de presidente da República. Eu, junto com todos vocês, vou honrar o melhor presidente da história do Brasil”, disse. O segundo turno será realizado em 25 de outubro. A votação definirá quem ocupará a Presidência da República no próximo mandato.
Candidato projeta posse com Jair Bolsonaro
Durante o mesmo ato, Flávio descreveu como imagina uma eventual cerimônia de posse, prevista para janeiro de 2027. O senador afirmou que faria uma oração e receberia a faixa presidencial das mãos do pai caso vença a eleição.
“E vocês verão, no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, declarou. A fala apresenta a expectativa do candidato para uma possível vitória. A eleição, no entanto, ainda depende do resultado do segundo turno.
Motociata reuniu aliados em São Gonçalo
A mobilização deste sábado contou com motociclistas, motoboys e apoiadores da candidatura de Flávio Bolsonaro. O senador participou do ato ao lado de Douglas Ruas (PL), do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), e de outras lideranças políticas. Também estiveram presentes o deputado federal Altineu Côrtes (PL-RJ) e o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ). A atividade integrou a agenda de campanha do presidenciável no estado.
A mobilização ocorreu no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou a retotalização dos votos para governador. Após a anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), determinada pela Justiça Eleitoral, Douglas Ruas passou a contabilizar 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para a vitória no primeiro turno. A proclamação definitiva do resultado foi prevista pelo TRE-RJ para uma sessão plenária em 15 de outubro.
Flávio Bolsonaro tem outros compromissos no Rio
Após a motociata em São Gonçalo, a agenda de campanha de Flávio Bolsonaro previa um encontro com mulheres conservadoras na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Mais tarde, o senador também tinha compromisso na celebração dos 100 anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no Maracanãzinho. As atividades integram a mobilização do candidato para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.




