O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou de um ato de campanha na Praia de Camburi, em Vitória, no Espírito Santo, neste sábado (17). A mobilização reuniu apoiadores e lideranças políticas, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O evento integra o chamado “Bloquinho do 22”, série de atividades realizadas na reta final da campanha para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
A concentração ocorreu nas proximidades do Píer de Iemanjá, e o grupo percorreu um trecho da orla em um trio elétrico. Os participantes vestiam principalmente as cores verde e amarelo e acompanharam os discursos das lideranças políticas.
O ato também contou com a presença de Lorenzo Pazolini (Republicanos), candidato ao governo do Espírito Santo, além de outras lideranças políticas. A mobilização reuniu apoiadores de Flávio e de aliados que participam da campanha no estado.
Segundo reportagens publicadas pela imprensa local, a movimentação provocou alterações no trânsito da região, com interdições na Avenida Dante Michelini durante o evento. Também houve registros de pessoas que passaram mal em razão do calor e da aglomeração e precisaram de atendimento. Não havia estimativa oficial do número total de participantes nas informações divulgadas pela revista Veja e por veículos locais.
O que Flávio Bolsonaro disse durante a mobilização?
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro criticou o governo do Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que pretende encerrar o ciclo do partido no comando do país. O candidato também fez referências à segurança pública, à economia e à liberdade, temas que vêm sendo abordados em sua campanha.
“É o fim da era do PT porque esse governo está deixando recordes de mulheres assassinadas, espancadas, de empresas fechadas. A gente vai botar um ponto final nisso”, declarou Flávio durante o ato, conforme reportagem publicada pelo portal JC.
O candidato também afirmou que pretende governar para todos os brasileiros, inclusive aqueles que apoiam seu adversário na disputa presidencial. Em discurso reproduzido pelo UOL, Flávio disse que o país deverá seguir um caminho de união e fez referência a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a mobilização, o senador mencionou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao falar sobre a continuidade do movimento político associado a ele. A presença de referências ao ex-presidente também marcou a participação de aliados durante o evento.
As declarações fazem parte do discurso eleitoral de Flávio e devem ser compreendidas nesse contexto. As críticas apresentadas pelo candidato não constituem, por si só, uma avaliação independente dos indicadores de segurança pública ou da situação econômica do país.
Qual foi a participação de Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas?
Nikolas Ferreira participou da mobilização ao lado de Flávio Bolsonaro e discursou para os apoiadores reunidos na orla de Vitória. O deputado federal, que integra o PL de Minas Gerais, tem participado de atos da campanha presidencial e esteve entre os responsáveis pela divulgação do chamado “Bloquinho do 22”.
Durante o evento, Nikolas fez referência à possibilidade de Flávio assumir a Presidência. “Ele vai subir a rampa com cada um de nós, e junto com Jair Messias Bolsonaro”, declarou o parlamentar, conforme reportagem da revista Veja.
A fala faz referência à cerimônia de posse presidencial, prevista para janeiro de 2027, caso o candidato vença a eleição. No momento do ato, a disputa pelo segundo turno ainda estava em andamento.
Tarcísio de Freitas também acompanhou a mobilização. O governador de São Paulo participou do percurso na orla e demonstrou apoio à candidatura de Flávio. A presença do governador e do deputado federal reforçou a participação de lideranças nacionais do campo político de direita na agenda realizada no Espírito Santo.
Lorenzo Pazolini, candidato ao governo estadual, também discursou. Ele defendeu a parceria política com Flávio e afirmou que pretende construir um projeto conjunto para o Espírito Santo e o Brasil.
O que é o Bloquinho do 22?
O “Bloquinho do 22” é o nome utilizado para a série de atos de campanha promovidos por Flávio Bolsonaro e seus aliados na reta final do segundo turno. A mobilização começou em Minas Gerais, na quinta-feira (15), e passou por Vitória neste sábado (17).
A programação também incluiu Salvador, na Bahia, onde Flávio e aliados tinham um novo compromisso de campanha previsto para a tarde de sábado. A agenda faz parte da estratégia de mobilização presencial de apoiadores em diferentes estados antes da votação.
O formato dos eventos utiliza trios elétricos, músicas e percursos em vias públicas. Em Vitória, a atividade ocorreu na orla da Praia de Camburi e contou com a participação de lideranças nacionais e estaduais.
A realização de atos em diferentes cidades também permite que os candidatos apresentem suas propostas e reforcem alianças políticas durante o período eleitoral. No caso da mobilização no Espírito Santo, a presença de Flávio, Nikolas, Tarcísio e Pazolini reuniu representantes de diferentes níveis de atuação política.
Segundo turno está marcado para 25 de outubro
O ato em Vitória ocorreu a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Flávio Bolsonaro, candidato do PL, disputa a Presidência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A campanha segue com atividades públicas, discursos e mobilizações de apoiadores até a votação. Nesse período, os candidatos e seus aliados buscam apresentar suas propostas, criticar os adversários e ampliar o alcance de suas mensagens junto ao eleitorado.
Além da disputa presidencial, o Espírito Santo também tem uma eleição estadual de segundo turno entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). A participação de Pazolini no evento de Vitória relaciona a agenda nacional de Flávio à disputa pelo governo capixaba.
A mobilização na Praia de Camburi, portanto, reuniu pautas da campanha presidencial e da disputa estadual. O evento foi marcado pelos discursos das lideranças, pela presença de apoiadores na orla e pelas alterações no trânsito durante a realização do ato.




