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INVESTIGAÇÃO

Flávio Bolsonaro não vai abrir o sigilo bancário? Veja o que dizem aliados

Integrantes da campanha afirmam que candidato não aceitará desafio de Lula; presidente apresentou ao TSE pedido para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos

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Flávio Bolsonaro participa de debate com o presidente Lula na Band | Crédito: Renato Pizzutto/Band.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, não pretende aceitar o desafio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para divulgar seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A informação foi repassada por integrantes da campanha do parlamentar ao jornalista Túlio Amâncio, do SBT News, nesta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.

A posição foi relatada por aliados depois que Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento para autorizar a divulgação de seus próprios dados e de informações de familiares, desde que Flávio adote a mesma medida. A proposta surgiu durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando os candidatos trocaram acusações sobre corrupção e relações financeiras.

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Flávio não vai abrir sigilo bancário, fiscal e telefônico?

Flávio Bolsonaro não vai abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico em resposta ao desafio de Lula, segundo integrantes de sua campanha ouvidos pelo SBT News. A informação foi publicada nesta terça-feira (20), mas não corresponde a uma declaração pública de recusa feita pessoalmente pelo senador.

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Nos bastidores, aliados do candidato classificaram a proposta de Lula como uma estratégia eleitoral para provocar desgaste na última semana de campanha. A avaliação é de que a divulgação dos documentos poderia gerar novas acusações e pedidos de investigação às vésperas da votação.

Um integrante da campanha afirmou ao SBT News: “Lula não vai ter esse gostinho”.

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Segundo os aliados, a decisão de não aderir à proposta está relacionada ao prazo reduzido até o segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. Eles argumentam que não haveria tempo suficiente para uma análise aprofundada das informações eventualmente divulgadas.

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O que Flávio Bolsonaro disse sobre abrir o sigilo?

Durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), Flávio Bolsonaro afirmou que não tinha nada a esconder, mas não assumiu o compromisso de autorizar a divulgação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos.

A declaração ocorreu depois que Lula propôs que os dois candidatos abrissem suas informações financeiras e as de integrantes de suas famílias. O presidente apresentou o desafio em meio a uma discussão sobre corrupção e investigações envolvendo pessoas próximas aos presidenciáveis.

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Até a publicação da reportagem do SBT News, Flávio não havia anunciado publicamente que assinaria uma autorização para a abertura dos sigilos solicitados pelo adversário.

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A diferença entre as duas situações é importante: o senador declarou não ter nada a esconder, enquanto integrantes de sua campanha afirmaram posteriormente que ele não pretende aceitar a proposta.

Lula pediu abertura de sigilo de Flávio Bolsonaro ao TSE?

Lula protocolou nesta terça-feira (20) um requerimento no Tribunal Superior Eleitoral autorizando a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, condicionada à adoção da mesma medida por Flávio Bolsonaro.

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O documento prevê a divulgação de informações referentes aos últimos oito anos e também menciona dados de familiares e empresas vinculadas aos candidatos.

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A iniciativa foi apresentada pelo presidente como uma forma de responder às acusações feitas durante o debate da Band. Lula defendeu que os dois presidenciáveis disponibilizassem informações financeiras antes do segundo turno.

O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, foi designado relator do pedido apresentado pela campanha de Lula à Justiça Eleitoral. A iniciativa também foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A apresentação do requerimento não significa que os sigilos de Lula já tenham sido efetivamente divulgados. A autorização apresentada pelo presidente está condicionada à reciprocidade de Flávio Bolsonaro.

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Quais sigilos Lula e Flávio Bolsonaro teriam que abrir?

A proposta apresentada por Lula envolve três categorias de informações protegidas.

O sigilo bancário abrange movimentações financeiras, saldos, transferências e outras operações realizadas em contas. Já o sigilo fiscal envolve declarações de Imposto de Renda e informações tributárias.

O sigilo telefônico diz respeito a registros relacionados às comunicações telefônicas, conforme os limites legais e o alcance de eventual autorização ou decisão judicial. A divulgação desses registros não significa, automaticamente, acesso ao conteúdo de conversas ou mensagens.

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O requerimento também menciona empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, além de pessoas jurídicas às quais estejam vinculados financeiramente.

A proposta estabelece um período de oito anos para a divulgação das informações. A abertura de dados de familiares e terceiros, entretanto, depende da autorização dos respectivos titulares ou de uma determinação judicial válida.

Quais familiares de Lula e Flávio estão incluídos na proposta?

Do lado de Lula, o documento menciona a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e os cinco filhos do presidente: Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva.

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Em relação a Flávio Bolsonaro, a proposta inclui a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, seus pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.

O requerimento também cita empresas associadas aos candidatos. Entre elas estão a LILS Palestras e Eventos, vinculada a Lula, e a Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

A Alcazar tem entre seus sócios o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. Segundo informações divulgadas sobre a investigação da Polícia Federal, o senador teria acesso à conta da empresa na condição de usuário com poderes de administração, circunstância mencionada no pedido apresentado por Lula.

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A inclusão desses nomes e empresas na proposta não representa comprovação de irregularidades. O requerimento busca permitir a divulgação de informações financeiras, patrimoniais e fiscais, desde que sejam atendidas as condições legais necessárias.

Por que Lula desafiou Flávio a abrir o sigilo bancário?

O desafio surgiu durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado pela Band no domingo (18). Lula e Flávio Bolsonaro trocaram acusações envolvendo corrupção, familiares e relações com empresários.

Lula questionou o adversário sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Flávio, por sua vez, mencionou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger.

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Em meio ao confronto, o presidente propôs que ambos autorizassem a divulgação de seus dados financeiros e telefônicos, estendendo a iniciativa aos familiares.

Na segunda-feira (19), durante um compromisso de campanha em Porto Alegre, Lula voltou a cobrar uma resposta de Flávio e anunciou que formalizaria a proposta à Justiça Eleitoral.

O documento foi apresentado nesta terça-feira (20), ampliando a discussão sobre a abertura dos sigilos na reta final da disputa presidencial.

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O que acontece se Flávio Bolsonaro não abrir o sigilo?

A decisão de não aceitar o desafio político de Lula não determina, por si só, a abertura compulsória dos dados de Flávio Bolsonaro. O acesso a informações bancárias, fiscais e telefônicas protegidas depende das hipóteses previstas em lei e das autorizações ou decisões cabíveis.

O pedido apresentado pelo presidente também não produz automaticamente a divulgação das informações de ambos os candidatos. A proposta de Lula foi condicionada à abertura recíproca dos sigilos.

Caso Flávio mantenha a posição relatada por seus aliados, a condição estabelecida por Lula não estará cumprida. O andamento do requerimento dependerá da análise da Justiça Eleitoral e de eventuais novas manifestações das partes.

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O debate político sobre os documentos ocorre na última semana antes da votação, marcada para domingo (25).

Quando será o próximo debate entre Lula e Flávio Bolsonaro?

Um novo debate presidencial está previsto para sexta-feira, 23 de outubro, na TV Globo, dois dias antes do segundo turno das eleições de 2026.

O encontro está programado para ocorrer após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli. A presença dos candidatos depende das confirmações exigidas pela emissora.

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A discussão sobre a abertura dos sigilos bancários, fiscais e telefônicos poderá voltar a ser abordada durante a campanha, especialmente depois da apresentação do requerimento de Lula ao TSE e da informação de que aliados de Flávio descartam aderir à proposta.

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