PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
COTIDIANO

Guangzhou, na China, revela costumes curiosos e tradições que convivem com a tecnologia

Equipe da TV Cidade visitou o país e produziu a série de reportagens Rota Ceará-China.

Compartilhe
Guangzhou, na China, revela costumes curiosos e tradições que convivem com a tecnologia
Em Guangzhou, o movimento das ruas cria uma mistura de cenas que se alternam continuamente. (Foto: Reprodução)


Conhecer Guangzhou, uma das grandes cidades da China, é entrar em contato com hábitos cotidianos que podem parecer incomuns para os brasileiros. Nas ruas movimentadas, pessoas conversam agachadas, praticantes de Tai Chi Chuan fazem movimentos lentos nas praças e comerciantes oferecem uma grande variedade de alimentos desidratados. Ao mesmo tempo, câmeras de vigilância espalhadas pelos espaços públicos revelam a presença da tecnologia na organização urbana. A experiência mostra como tradições antigas, práticas culturais e transformações modernas convivem no dia a dia chinês. Equipe da TV Cidade visitou o país e produziu a série de reportagens Rota Ceará-China.

Leia também: Tradições religiosas atravessam séculos e se mantêm presentes na vida dos chineses

A cidade chama a atenção pela intensidade das ruas, pela variedade de cores e pela diversidade de atividades que acontecem nos espaços públicos. Letreiros, mercados, motocicletas e o fluxo constante de pessoas compõem uma paisagem urbana na qual diferentes costumes se manifestam sem interromper o ritmo da metrópole.

Para quem chega do Brasil, alguns comportamentos despertam curiosidade logo nos primeiros momentos. Outros exigem mais tempo de observação para que seus significados sejam percebidos. É justamente essa combinação de diferenças que transforma um passeio pelas ruas de Guangzhou em uma oportunidade de conhecer aspectos da cultura chinesa para além dos cartões-postais.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Guangzhou e os costumes que surpreendem os visitantes

Um dos hábitos que mais chamam a atenção é a maneira como algumas pessoas se sentam nas ruas. Em vez de utilizar bancos ou cadeiras, elas ficam de cócoras, com os pés apoiados no chão, enquanto conversam, mexem no celular ou esperam por alguém.

A posição, que pode parecer desconfortável para muitos brasileiros, é utilizada por parte da população em situações cotidianas. A cena ilustra como gestos simples podem variar entre culturas e como aquilo que parece estranho para um visitante pode fazer parte da rotina de quem vive naquele lugar.

A observação desses comportamentos também ajuda a compreender que a experiência de viajar não se resume a visitar monumentos ou conhecer pontos turísticos conhecidos. A maneira de ocupar as calçadas, interagir com outras pessoas e aproveitar os espaços coletivos oferece pistas sobre a vida cotidiana.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Em Guangzhou, o movimento das ruas cria uma mistura de cenas que se alternam continuamente. Há quem esteja trabalhando, quem faça compras e quem simplesmente encontre um momento para descansar em meio às atividades do dia.

Tai Chi Chuan mantém tradições vivas nas praças chinesas

Entre os contrastes mais interessantes da cidade está a presença do Tai Chi Chuan nos espaços públicos. Enquanto veículos e pessoas circulam pelas ruas, praticantes se reúnem em praças para executar movimentos lentos e coordenados.

PUBLICIDADE

A prática tradicional chinesa combina movimentos corporais, equilíbrio, concentração e controle da respiração. Seus gestos são realizados de maneira contínua, com atenção à postura e à coordenação do corpo.

PUBLICIDADE

O Tai Chi Chuan representa uma conexão entre costumes transmitidos ao longo do tempo e a vida contemporânea. Mesmo em uma cidade associada à atividade econômica e à modernização, tradições como essa continuam presentes em ambientes frequentados pela população.

A cena também evidencia uma relação diferente com o tempo. Em vez de acompanhar a velocidade do trânsito e das atividades comerciais, os movimentos exigem calma e atenção.

Para quem observa pela primeira vez, o contraste ajuda a perceber que modernização e tradição não precisam ocupar espaços separados. Em Guangzhou, práticas culturais antigas podem permanecer visíveis mesmo em meio às mudanças urbanas.

PUBLICIDADE

Por que tantas pessoas usam máscaras nas ruas da China?

Outro elemento que pode despertar a curiosidade dos visitantes é o uso de máscaras por parte dos moradores. O hábito já era observado em diferentes regiões da Ásia antes da pandemia de Covid-19, embora sua frequência varie conforme o lugar e as circunstâncias.

Entre as razões para utilizar o acessório estão a proteção contra partículas presentes no ar, a preocupação com a poluição e a intenção de reduzir a transmissão de doenças respiratórias.

A experiência da pandemia ampliou a familiaridade mundial com as máscaras, mas a prática já fazia parte dos hábitos de algumas populações asiáticas. Por isso, encontrar pessoas utilizando o acessório nas ruas chinesas não significa necessariamente que exista uma situação excepcional de saúde pública.

PUBLICIDADE

O costume também mostra como escolhas relacionadas à saúde e à convivência social podem assumir significados diferentes de acordo com o contexto cultural.

Em uma cidade movimentada, na qual pessoas circulam por áreas comerciais e vias de grande fluxo, a presença das máscaras se torna mais um aspecto da rotina que ajuda a compreender os hábitos locais.

Câmeras de vigilância levantam questões sobre privacidade

A tecnologia também ocupa um lugar de destaque na paisagem urbana de Guangzhou. Câmeras instaladas em postes, cruzamentos, fachadas e outros pontos dos espaços públicos fazem parte do sistema de monitoramento observado nas ruas.

PUBLICIDADE

Equipamentos desse tipo podem ser utilizados para acompanhar o trânsito, fiscalizar espaços públicos e auxiliar atividades das autoridades. A presença de numerosos dispositivos, no entanto, também desperta reflexões sobre os limites entre segurança, monitoramento e privacidade.

Para visitantes de países nos quais a distribuição e a utilização desses sistemas podem ocorrer de maneiras diferentes, a quantidade de câmeras pode chamar a atenção.

A questão vai além da presença física dos equipamentos. O avanço das tecnologias de monitoramento coloca em discussão como as sociedades definem o uso de informações, a proteção dos cidadãos e os limites da observação em ambientes coletivos.

PUBLICIDADE

É importante distinguir, porém, a existência de câmeras nas ruas de conclusões sobre como os dados são armazenados, quem tem acesso às imagens ou quais regras se aplicam a cada equipamento. Essas questões dependem das políticas e dos sistemas utilizados.

Em Guangzhou, o contraste entre os equipamentos modernos e as tradições vistas nas praças reforça uma característica marcante da experiência urbana: diferentes dimensões da vida contemporânea aparecem lado a lado.

Mercados de Guangzhou revelam a diversidade da culinária cantonesa

Se as ruas despertam a curiosidade pelo comportamento das pessoas, os mercados chamam a atenção pela variedade de produtos. Em uma galeria comercial visitada durante o passeio, recipientes e bancadas expõem frutas desidratadas, vegetais, sementes e diferentes ingredientes utilizados na alimentação.

PUBLICIDADE

A variedade inclui produtos conhecidos, como manga desidratada, e outros que podem ser menos familiares para os brasileiros. Em algumas lojas, os clientes também têm a oportunidade de experimentar determinados itens antes de decidir pela compra.

O cenário muda quando o visitante chega à área dedicada aos frutos do mar desidratados. Pepinos-do-mar, moluscos e outros ingredientes aparecem expostos para comercialização, compondo uma parte importante da diversidade encontrada nesses estabelecimentos.

Entre os produtos observados, também havia barbatanas de tubarão à venda. A presença desse item desperta questões relacionadas ao consumo, à conservação de espécies marinhas e às regras que variam entre países e territórios.

PUBLICIDADE

A comercialização de barbatanas não deve ser tratada como uma prática universalmente permitida na China. A legalidade depende da espécie, da origem do produto e das normas aplicáveis. A simples presença do item em uma loja não permite concluir que todas as espécies estejam autorizadas para venda.

A diversidade dos mercados, portanto, oferece uma oportunidade de observar hábitos alimentares e práticas comerciais, mas também evidencia diferenças nas discussões sobre consumo e preservação ambiental.

A importância dos alimentos desidratados na tradição chinesa

A secagem é uma das técnicas tradicionais de conservação de alimentos utilizadas em diferentes partes do mundo. Ao reduzir a quantidade de água presente nos produtos, o processo pode prolongar sua durabilidade e modificar características como sabor e textura.

PUBLICIDADE

Na culinária chinesa, determinados ingredientes secos são utilizados em sopas, caldos e preparações tradicionais. Frutos do mar e cogumelos desidratados, por exemplo, podem integrar receitas nas quais o processo de reidratação ajuda a recuperar parte de suas características antes do preparo.

Essa forma de comercialização também permite reunir uma grande variedade de ingredientes em um mesmo estabelecimento. Para quem visita o mercado, a experiência envolve observar cores, formatos, aromas e texturas, além de descobrir produtos que não costumam fazer parte das compras cotidianas no Brasil.

O cheiro intenso de algumas áreas, especialmente aquelas que vendem frutos do mar secos, é outra característica que marca a visita. A combinação de produtos expostos e aromas torna o ambiente uma experiência sensorial diferente daquela encontrada em supermercados convencionais.

PUBLICIDADE

O que uma visita a Guangzhou ensina sobre diferenças culturais?

A experiência de caminhar pelas ruas da cidade permite perceber que as diferenças culturais aparecem tanto em grandes tradições quanto em gestos simples. A posição utilizada para descansar, a prática de exercícios nas praças, o uso de máscaras e a maneira de comercializar alimentos são exemplos de hábitos que ajudam a compor a identidade cotidiana de um lugar.

Nem todas essas práticas são exclusivas de Guangzhou ou representam o comportamento de toda a população chinesa. Ainda assim, observá-las no contexto em que aparecem contribui para ampliar a compreensão sobre a diversidade de modos de vida.

O contato com costumes diferentes também pode mudar a percepção do próprio visitante sobre hábitos considerados naturais em seu país. A maneira de sentar, comer, circular e utilizar espaços públicos, por exemplo, não segue um padrão único em todas as sociedades.

PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, a cidade mostra que a preservação de tradições pode coexistir com a modernização. O Tai Chi Chuan nas praças e as câmeras espalhadas pelas vias representam dimensões distintas de uma metrópole que mantém práticas culturais enquanto incorpora tecnologias ao cotidiano.

No comércio, a variedade de ingredientes revela outros aspectos dessa diversidade, aproximando o visitante de tradições alimentares e de técnicas de conservação desenvolvidas ao longo do tempo.

Mais do que identificar o que parece diferente, conhecer Guangzhou significa observar como esses hábitos se inserem na rotina das pessoas. O que inicialmente causa estranhamento pode ganhar outro significado quando compreendido a partir do contexto local.

PUBLICIDADE

A principal descoberta de um passeio como esse talvez seja perceber que não existe uma única maneira de viver. Entre ruas movimentadas, praças tranquilas, mercados tradicionais e sistemas tecnológicos, Guangzhou oferece um retrato de como diferentes costumes podem dividir o mesmo espaço e ajudar a compreender a riqueza da diversidade cultural.


Leia também
Tradições religiosas atravessam séculos e se mantêm presentes na vida dos chineses
ROTA CEARÁ-CHINA
Tradições religiosas atravessam séculos e se mantêm presentes na vida dos chineses
19 de out. de 2026 - 22:27
Robôs, exoesqueletos e óculos tradutores: veja tecnologias apresentadas na China
TECNOLOGIA
Robôs, exoesqueletos e óculos tradutores: veja tecnologias apresentadas na China
19 de out. de 2026 - 10:32
Museu do Louvre é bloqueado por protesto estudantil em Paris
MANIFESTAÇÃO
Museu do Louvre é bloqueado por protesto estudantil em Paris
19 de out. de 2026 - 09:33