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DESAFIO

Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, afirma Camilo Santana

Flávio quer acesso a registros de gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023

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Lula aceita condições de Flávio para abrir sigilos, afirma Camilo Santana
manifestação ocorre após Flávio apresentar uma petição ao tribunal com uma série de condições para ampliar o alcance da proposta de abertura de informações. (Foto: Reprodução)

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, afirmou que o presidente aceita as condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. Segundo Camilo, a equipe jurídica da campanha petista pretende protocolar a resposta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h, desde que o adversário também cumpra as exigências relacionadas à divulgação dos próprios dados.

A manifestação ocorre após Flávio apresentar uma petição ao tribunal com uma série de condições para ampliar o alcance da proposta de abertura de informações. Além dos dados dos candidatos, o senador do PL incluiu pedidos relacionados a familiares de Lula, empresas ligadas aos filhos do presidente e registros de atividades da Presidência da República.

Leia também: Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos de 20 anos e impõe condições a Lula no TSE

“A única resposta é que o presidente não se opõe a absolutamente nada que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo que está pedindo, que o presidente protocolou no TSE”, declarou Camilo.

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O senador cearense também afirmou que a campanha pretende apresentar a resposta antes do segundo turno, sem deixar a discussão para depois da votação. A declaração, no entanto, não significa que os dados já tenham sido divulgados nem que o TSE tenha determinado a quebra dos sigilos.

A disputa teve início com um desafio lançado durante o debate presidencial da TV Band, realizado no domingo (18 de outubro), e passou a envolver diferentes propostas sobre o período e o alcance das informações que cada candidato deveria tornar públicas.

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Quais são as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro

Entre as exigências de Flávio estão informações sobre despesas da Presidência, registros de visitas a residências oficiais e dados de empresas vinculadas a familiares do presidente. A campanha do PL também incluiu pedidos relacionados ao ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

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O senador quer acesso a registros de gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, além de informações sobre a agenda institucional de Janja anterior a fevereiro de 2025 e visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada.

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A lista também contempla despesas da residência oficial da Presidência e informações sobre a utilização de helicópteros. As exigências ampliam a discussão para além das contas pessoais dos dois candidatos e alcançam estruturas administrativas e pessoas ligadas ao governo.

Outro ponto é a inclusão de empresas dos filhos do presidente, especialmente as ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de informações sobre Marcola.

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Segundo a campanha petista, Lula não se opõe a essas condições, mas espera que Flávio também aceite as solicitações feitas anteriormente pelo presidente.

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Lula também autorizou a abertura de sigilos dos filhos

A proposta inicial de Lula foi protocolada no TSE na terça-feira (20). O presidente autorizou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos oito anos anteriores, condicionando a medida à adoção de procedimento equivalente por Flávio Bolsonaro.

O documento também abrange familiares do presidente. Entre eles estão a primeira-dama Janja e os cinco filhos de Lula: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio. A iniciativa prevê ainda informações de empresas que se enquadrem nos critérios apresentados pela defesa.

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Lulinha, que é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF), também concordou em autorizar a abertura de seus sigilos sob a mesma condição, conforme as informações apresentadas pela campanha. Procurações dos filhos foram incluídas para permitir que os advogados do presidente os representem no processo.

A proposta surgiu durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18). Na ocasião, Lula desafiou o adversário a autorizar a divulgação de informações financeiras, fiscais e telefônicas, com o objetivo declarado de permitir que os eleitores tivessem acesso aos dados antes do segundo turno.

O presidente também propôs que as informações fossem disponibilizadas publicamente, por meio da plataforma DivulgaCandContas ou de outro portal eletrônico de acesso público.

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O que acontece agora no TSE

A campanha de Lula anunciou que apresentaria sua resposta nesta quinta-feira (22), às 11h. Camilo Santana afirmou que o prazo foi definido para que a discussão não seja postergada para depois da votação.

A declaração do senador indica concordância política com as condições de Flávio, mas a efetiva divulgação dos dados depende dos procedimentos necessários e das autorizações aplicáveis a cada pessoa e informação. O anúncio não significa que todos os registros solicitados já estejam disponíveis ao público.

Também é necessário distinguir a autorização voluntária dos candidatos de uma determinação judicial de quebra de sigilo. A apresentação de um documento ao TSE não implica, automaticamente, que o tribunal tenha ordenado a divulgação integral dos dados pessoais ou de terceiros.

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A discussão envolve ainda informações de familiares e empresas, cujas autorizações e condições jurídicas podem ser diferentes das aplicáveis aos próprios candidatos. Por isso, a resposta anunciada pela campanha petista e os próximos encaminhamentos do tribunal serão importantes para esclarecer o alcance efetivo da proposta.

A disputa sobre os sigilos passou a ocupar espaço na reta final da campanha presidencial de 2026, com as duas candidaturas defendendo a divulgação de informações sob condições próprias. Até a manifestação de Camilo nesta quarta-feira, o principal ponto de divergência era o alcance das exigências e a reciprocidade entre os candidatos.


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