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ELEIÇÕES

Nordeste é a região mais afetada por mudanças nos locais de votação do 2º turno

Oito dos nove estados nordestinos registraram alterações de endereço; Maranhão tem o maior número na região, enquanto Minas Gerais lidera o balanço nacional divulgado pelo TSE

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TSE altera 444 locais de votação em todo o Brasil; veja como consultar se sua seção mudou
As mudanças de endereço entre o primeiro e o segundo turno levam em conta as condições dos imóveis destinados à votação. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

O Nordeste concentra a maior parcela das mudanças nos locais de votação para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25). Oito dos nove estados da região registraram alterações de endereço, motivadas por problemas estruturais, dificuldades de acessibilidade, calor excessivo, reformas e questões de segurança. Alagoas é a única exceção: o Tribunal Regional Eleitoral do estado informou que os eleitores votarão nos mesmos endereços utilizados no primeiro turno.

Em balanço apresentado na terça-feira (20), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, informou que os tribunais regionais eleitorais registraram 444 locais de votação com endereços alterados para a segunda etapa da disputa. Desse total, 40% das mudanças se concentram no Nordeste. O Sudeste aparece em seguida, com 25,5%, à frente do Norte, com 17,6%, e do Sul, com 14,7%. O Centro-Oeste teve duas alterações, equivalentes a cerca de 2% do total.

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Minas Gerais foi o estado com mais mudanças no levantamento nacional citado pelo ministro, com 17 locais afetados. O Maranhão aparece na sequência, com 13 estabelecimentos. Nunes Marques afirmou que a quantidade de alterações ficou 94% abaixo da registrada nas eleições gerais de 2022.

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O que explica as mudanças nos locais de votação

As transferências podem ocorrer quando o prédio originalmente previsto apresenta condições inadequadas para receber os eleitores. Entre os motivos citados pelos tribunais estão danos provocados por chuvas, reformas não concluídas, instalações precárias, falta de acessibilidade, problemas na rede elétrica, calor excessivo e necessidade de melhorar a organização das filas.

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Durante a sessão de terça-feira, Kassio Nunes Marques também procurou esclarecer a responsabilidade pelas alterações. Segundo o presidente do TSE, a Corte identificou a circulação de informações falsas sobre o assunto. Ele afirmou que a mudança de endereço é uma atribuição dos tribunais regionais, e não uma decisão solicitada ou autorizada diretamente pelo TSE.

O ministro citou as condições climáticas extremas, incluindo as chuvas na região Sul, entre os fatores que podem exigir a transferência dos locais de votação. Ele ressaltou ainda que o número apresentado na sessão correspondia à situação identificada até aquele momento e que novos episódios climáticos poderiam provocar outras mudanças.

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Na segunda-feira (19), os presidentes dos TREs haviam divulgado uma nota conjunta para classificar as alterações como excepcionais e informar que o volume era inferior ao observado em 2022. Os comunicados regionais consultados foram publicados ou atualizados entre 18 e 20 de outubro, e os tribunais orientam os eleitores a verificar o endereço antes de sair de casa.

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Maranhão lidera mudanças no Nordeste

O Maranhão registra o maior número de locais alterados entre os estados nordestinos. São 13 estabelecimentos distribuídos por nove municípios, sem mudanças na capital, São Luís. O balanço divulgado pelo TRE-MA considerava os registros disponíveis até a tarde de segunda-feira (19). O estado possui 5.880 locais de votação em seus 217 municípios.

Em Pernambuco, oito seções distribuídas por três locais terão novos endereços, afetando 2.914 eleitores de Buíque, Floresta e Tacaimbó. Neste último município, 590 pessoas vinculadas a duas seções deixarão uma escola da zona rural, que passa por reforma, para votar em outro estabelecimento situado no Centro. O TRE-PE informou que haverá transporte para o público afetado. As alterações são divulgadas pelos cartórios eleitorais por meio de faixas, rádios locais e carros de som.

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O Rio Grande do Norte contabilizou sete locais alterados em seis municípios: Bodó, Lagoa Nova, Currais Novos, Doutor Severiano, Upanema e Caraúbas. Em Doutor Severiano, o tribunal apontou calor excessivo, concentração de eleitores e problemas na rede elétrica das salas utilizadas no primeiro turno. Em Caraúbas, oito seções voltarão ao prédio original, porque a reforma que havia motivado a transferência temporária ainda não começou.

Na Bahia, cinco seções de três municípios tiveram seus endereços modificados, conforme balanço do TRE-BA referente a 19 de outubro. As mudanças abrangem Lagoa Real, Conceição do Almeida e Itanagra. O tribunal atribuiu as transferências a inadequações estruturais nos imóveis usados na primeira etapa. Os novos locais ficam em prédios vizinhos ou a distâncias que variam de cinco a 350 metros dos endereços anteriores.

Ceará tem mudanças por acessibilidade, segurança e reformas

No Ceará, o TRE confirmou alterações em cinco locais de votação situados em Fortaleza, Palmácia, Jardim e Quixadá. Na capital e em Palmácia, as transferências têm como objetivo melhorar a organização das filas e as condições de atendimento a idosos e pessoas com deficiência.

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Em Jardim, duas seções foram transferidas após ocorrências de segurança. Já em Quixadá, as mudanças foram motivadas por reforma e condições precárias de infraestrutura, incluindo telhado comprometido e falta de acessibilidade, água e banheiros.

Na Paraíba, quatro locais foram modificados nos municípios de São Bento, Uiraúna e Vieirópolis. A alteração abrange oito seções, segundo o TRE-PB, que apontou a necessidade de diminuir aglomerações e oferecer condições mais adequadas diante do calor excessivo.

O Piauí confirmou quatro mudanças: duas em Guadalupe, uma em Bom Jesus e outra em Campinas do Piauí. Em Sergipe, a alteração informada envolve duas seções de Nossa Senhora do Socorro, que passarão a funcionar na Secretaria de Trabalho e Emprego. A transferência foi motivada pela necessidade de adequar o espaço físico.

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Em Alagoas, o TRE desmentiu um arquivo em PDF que circulava em aplicativos de mensagens com uma suposta lista de mudanças para o segundo turno. De acordo com o tribunal, não houve alteração dos endereços entre as duas etapas da eleição no estado.

Mudanças também atingem eleitores de outras regiões

O levantamento nacional sobre as seções eleitorais registra alterações em 22 estados. As quantidades passaram por revisões sucessivas: no sábado (17), o sistema do TSE indicava cerca de 4,3 mil seções afetadas. No domingo, o número caiu para 1.116 e, após a atualização das informações enviadas pelos tribunais regionais, chegou a 444.

A revisão ocorreu porque parte dos endereços utilizados provisoriamente no primeiro turno ainda aparecia no sistema como se a transferência fosse definitiva para a segunda etapa. A análise dos TREs permitiu identificar os casos em que a mudança seria mantida e aqueles em que os eleitores poderiam voltar ao local original. Os dados continuavam em atualização, segundo as informações divulgadas.

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Fora do Nordeste, problemas provocados pelo clima também exigiram providências. Em Confresa, no Mato Grosso, a Escola Estadual Creuslhi de Souza Ramos foi atingida por um temporal seis dias depois do primeiro turno. A ventania danificou grande parte do telhado, e a chuva provocou estragos nas salas de aula. Com o prédio comprometido, mais de 2,8 mil eleitores precisaram ser direcionados a outra escola para votar no domingo (25).

No Paraná, as chuvas também provocaram alterações que afetaram cerca de 4 mil eleitores, de acordo com os dados divulgados sobre as transferências.

Pelas regras eleitorais, os tribunais regionais têm, em geral, até 60 dias para comunicar alterações nos endereços. Situações excepcionais, como falta de energia elétrica no dia da votação, danos estruturais ou obras não concluídas, podem exigir providências emergenciais. Não há uma distância máxima nacional obrigatória entre o endereço original e o novo local, já que as condições de deslocamento variam conforme a região.

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Como consultar o endereço de votação

A Justiça Eleitoral disponibiliza três canais para que o eleitor confirme o endereço, a zona e a seção em que deverá votar: o aplicativo e-Título, o Autoatendimento Eleitoral e o assistente virtual ChatVote.

e-Título

O aplicativo e-Título pode ser baixado gratuitamente nas lojas oficiais de aplicativos para celulares com sistemas Android e iOS. Depois de abrir a ferramenta e informar os dados solicitados, o eleitor deve selecionar a opção “Onde Votar”.

A consulta apresenta o endereço do local, além da zona e da seção eleitoral. O aplicativo também permite consultar uma rota para chegar ao destino, utilizando os recursos de navegação disponíveis no celular.

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Autoatendimento Eleitoral

Outra alternativa é acessar o Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do TSE. Na opção “Onde Votar”, é possível consultar os dados do local de votação.

A plataforma também reúne serviços como atualização cadastral, regularização de pendências e emissão de documentos. Parte desses procedimentos pode ser realizada pela internet, sem a necessidade de comparecer presencialmente a um cartório eleitoral.

ChatVote

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral e utiliza inteligência artificial para responder a perguntas e orientar os cidadãos sobre os serviços disponíveis. O recurso pode ser acessado no site do TSE.

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Na página, o ícone do assistente aparece na parte inferior esquerda, com a imagem de uma urna com olhos. Basta clicar no desenho e digitar a dúvida para receber orientações.


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