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ELEIÇÕES 2026

Quem é Mariana? Entenda a pergunta de Janones a Flávio Bolsonaro

Deputado André Janones mencionou o nome Mariana em publicação sobre Flávio Bolsonaro; identidade da pessoa citada ainda não foi esclarecida

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Flávio Bolsonaro e loja Kopenhagen: entenda a relação que virou assunto nas redes sociais
Flávio Bolsonaro participa de debate com o presidente Lula na Band | Crédito: Renato Pizzutto/Band.

Uma publicação do deputado federal André Janones (Rede-MG) sobre Flávio Bolsonaro (PL) provocou repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026, a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais. O parlamentar lançou uma pergunta sobre uma mulher chamada Mariana e afirmou ter guardado uma informação que, segundo ele, poderia ter influenciado o resultado do primeiro turno.

A declaração fez ressurgir o nome de Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), citada em investigações sobre o suposto esquema de rachadinhas. Embora a antiga assessora tenha uma ligação documentada com o candidato, Janones ainda não esclareceu se é a ela que se refere.

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Quem é Mariana, citada por Janones sobre Flávio Bolsonaro?

A identidade da Mariana mencionada por André Janones ainda não foi confirmada. O deputado publicou uma pergunta direcionada a Flávio Bolsonaro e utilizou a hashtag #QuemEMarianaFlavio, mas não apresentou documentos nem revelou qual seria a informação que promete divulgar.

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Uma das pessoas cujo nome voltou a circular foi Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro. Ela ocupou a chefia do gabinete do então deputado estadual na Alerj e apareceu em documentos da investigação sobre suspeitas de recolhimento de parte dos salários de funcionários.

O vínculo profissional entre Mariana Lúcia e Flávio está documentado. Entretanto, não há confirmação de que a antiga assessora seja a pessoa mencionada por Janones na publicação desta quarta-feira.

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O que André Janones disse sobre Mariana?

Janones afirmou nas redes sociais que havia mantido uma informação em segredo durante o primeiro turno e que chegara o momento de divulgá-la. O deputado também incentivou seguidores a utilizar a hashtag #QuemEMarianaFlavio.

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Na publicação, o parlamentar disse ter precisado de "muito sangue frio" para guardar a informação. Ele sugeriu que sua divulgação anterior poderia ter influenciado a disputa eleitoral, mas não explicou o conteúdo da revelação.

A mensagem foi publicada na última semana da campanha presidencial, quando Lula (PT) e Flávio Bolsonaro disputam os votos do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.

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Janones também utilizou seu canal de mobilização política, conhecido como Exército do Lula, para incentivar a circulação da pergunta. O grupo reúne milhões de seguidores e tem sido utilizado pelo deputado para impulsionar conteúdos relacionados à campanha presidencial.

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Até esta atualização, o parlamentar não havia apresentado elementos que permitissem identificar com segurança a pessoa citada ou verificar a alegação de que a informação teria impacto eleitoral.

Quem é Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota?

Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota foi chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro durante parte de seu mandato como deputado estadual do Rio de Janeiro. Ela exerceu a função até dezembro de 2007 e continuou trabalhando na Alerj posteriormente.

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Seu nome ganhou destaque em dezembro de 2019, quando vieram a público documentos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) relacionados à investigação sobre as chamadas rachadinhas.

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Segundo os investigadores, Mariana teria participado do recebimento de valores repassados por funcionários do gabinete antes de Fabrício Queiroz assumir a função atribuída a ele na investigação.

O nome da ex-assessora voltou a circular após a publicação de Janones, mas essa associação feita nas redes sociais não confirma que ela seja a Mariana mencionada pelo deputado.

Qual era a ligação de Mariana com Flávio Bolsonaro?

A relação documentada era profissional. Mariana Lúcia trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ocupou um cargo de chefia.

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O Ministério Público apontou que, entre janeiro de 2007 e março de 2008, ela recebeu aproximadamente R$ 39,4 mil em 15 transferências bancárias feitas por Jorge Luís de Souza, que também atuava como assessor parlamentar.

De acordo com a investigação, os repasses correspondiam a cerca de 45% da remuneração do servidor. Os promotores suspeitaram que os valores integravam um esquema de devolução de parte dos salários de funcionários.

O MPRJ também examinou saques em dinheiro realizados pela própria Mariana. Conforme os investigadores, as retiradas somaram aproximadamente R$ 134 mil durante o período analisado.

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Essas informações fizeram parte de uma investigação criminal e não representam, isoladamente, uma condenação da ex-assessora.

O que foi o caso das rachadinhas de Flávio Bolsonaro?

O caso das rachadinhas envolveu suspeitas de que funcionários do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro devolviam parte dos salários recebidos da Alerj.

Segundo o Ministério Público, os recursos eram recolhidos e movimentados por integrantes ligados ao gabinete. Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, tornou-se um dos principais investigados.

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A apuração examinou movimentações bancárias, depósitos, saques e relações financeiras entre servidores e pessoas próximas ao parlamentar.

Flávio Bolsonaro negou envolvimento em irregularidades. A investigação sofreu reveses judiciais após a anulação de elementos utilizados na acusação.

Em maio de 2022, a denúncia foi arquivada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, depois de decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal que invalidaram provas relevantes. Não houve condenação de Flávio no processo.

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Mariana tinha ligação com outros integrantes da família Bolsonaro?

Além de trabalhar no gabinete de Flávio, Mariana Lúcia mantinha uma relação de amizade com Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e ex-madrasta do senador.

A investigação também examinou a nomeação de Catarina Ramos Mota, filha de Mariana, para um cargo de assessora parlamentar.

Catarina possuía participação societária em uma empresa ligada a Ana Cristina, segundo informações reunidas na época da investigação.

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Essas relações foram analisadas pelos investigadores no contexto das movimentações financeiras e dos vínculos entre servidores do antigo gabinete.

Flávio Bolsonaro respondeu à pergunta de Janones?

Até a última atualização desta matéria, não foi identificada uma manifestação pública de Flávio Bolsonaro que esclarecesse a identidade da Mariana mencionada pelo deputado André Janones.

Também não havia sido divulgado material documental que permitisse estabelecer uma ligação entre a provocação feita nesta quarta-feira e uma nova investigação envolvendo o candidato.

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A publicação de Janones permanece como uma declaração política cuja informação central ainda não foi apresentada publicamente.

Por que o nome Mariana ganhou repercussão nas eleições de 2026?

A pergunta surgiu na reta final do segundo turno presidencial, em um momento de intensificação dos confrontos entre apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Janones utilizou uma publicação curta, sem revelar imediatamente o conteúdo da informação prometida, e incentivou a circulação de uma hashtag associando o nome Mariana ao candidato do PL.

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A repercussão levou à recuperação de reportagens sobre Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota e o antigo gabinete de Flávio na Alerj.

Até agora, há dois fatos distintos: Janones fez uma provocação envolvendo uma Mariana ainda não identificada, e existe uma ex-assessora chamada Mariana com ligação documentada ao histórico político de Flávio Bolsonaro. Não foi demonstrado que os dois episódios se referem à mesma pessoa.


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