O atacante Richarlison, do Tottenham e da Seleção Brasileira, comemorou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma montagem que acrescenta digitalmente o rosto do presidente à tatuagem que o jogador tem nas costas. A publicação foi feita nas redes sociais neste domingo (25), após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A imagem simula uma alteração na tatuagem original do atleta, que reúne os rostos do próprio Richarlison, de Neymar e de Ronaldo Fenômeno. O rosto de Lula foi inserido digitalmente na composição, sem que isso signifique que o jogador tenha feito uma nova tatuagem.
A publicação repercutiu nas redes sociais e voltou a colocar em evidência o apoio público do atacante ao presidente. A imagem também aproximou a comemoração eleitoral de outro assunto que envolveu o nome do jogador durante a campanha: a disputa por direitos de ocupação de uma propriedade em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.
Richarlison já havia declarado apoio a Lula
A manifestação após o segundo turno não foi a primeira vez que Richarlison demonstrou apoio a Lula. Em uma publicação anterior, o atacante afirmou que não havia se esquecido de suas origens. A mensagem recebeu uma resposta do presidente, que destacou a identificação entre os dois.
Depois da confirmação do resultado eleitoral, o jogador voltou a se manifestar com a montagem que acrescenta o rosto de Lula ao desenho nas costas. A composição mantém as imagens de Richarlison, Neymar e Ronaldo Fenômeno, com o presidente incluído digitalmente.
A publicação ocorreu em um momento em que o nome do atacante também havia aparecido no debate político por causa da controvérsia envolvendo uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O assunto foi mencionado durante a campanha presidencial e gerou manifestações públicas das partes envolvidas.
Entenda a disputa por imóvel em Angra dos Reis
Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na aquisição de direitos de ocupação e em melhorias em uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Segundo a versão apresentada pelo jogador, a negociação começou em 2020 e incluiu pagamentos a antigos ocupantes, além de despesas com reformas e segurança.
O atacante questiona a transferência posterior dos direitos de ocupação para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro. Richarlison contesta a negociação e afirma ter tentado resolver a situação por vias administrativas.
Tomaz sustenta que adquiriu legalmente os direitos sobre o imóvel e contesta a versão apresentada pelo jogador. Flávio Bolsonaro, por sua vez, nega irregularidades e afirma não ter relação direta com a propriedade. O senador também declarou ter participado de questões judiciais envolvendo o caso apenas na condição de testemunha.
Em outubro, uma representação apresentada ao Ministério Público Federal (MPF) pediu a apuração de possíveis irregularidades na transferência dos direitos de ocupação. A solicitação de investigação, por si só, não comprova a ocorrência de ilegalidades.
Caso imobiliário entrou no debate eleitoral
A controvérsia sobre o imóvel ganhou espaço nos últimos dias da campanha presidencial, com manifestações de Richarlison e respostas de pessoas ligadas à negociação. Lula também fez referência ao caso durante o período eleitoral.
A disputa envolve versões diferentes sobre a aquisição e a transferência dos direitos de ocupação da propriedade. Por isso, as alegações de cada parte precisam ser tratadas como declarações atribuídas, sem apresentar suspeitas como fatos comprovados.
A montagem publicada pelo atacante após a eleição reuniu a manifestação de apoio a Lula e uma referência visual à tatuagem que já fazia parte de sua imagem pública. Apesar da aparência de uma nova homenagem permanente, o rosto do presidente foi acrescentado digitalmente à composição compartilhada nas redes sociais.




