O senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou uma carta nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos, na qual se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. No documento, ele contesta o resultado das eleições presidenciais, alega fraude eleitoral e acusa integrantes do Judiciário de promover perseguição política contra ele e aliados. Flávio também afirma que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.
Na carta, Flávio questiona decisões relacionadas ao horário de votação no segundo turno e afirma que a medida teria beneficiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador alega que Lula teria acrescentado mais de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno e classifica o resultado como uma fraude. A reportagem do Metrópoles, no entanto, contesta essa afirmação e informa que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou cerca de 34 mil votos após as 17h.
O senador também acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de favorecerem seus adversários políticos. No texto, ele critica o ministro Alexandre de Moraes e afirma que a atuação da Justiça teria como objetivo impedir sua participação política. As acusações são apresentadas por Flávio na carta e não devem ser confundidas com fatos comprovados.
Senador diz que deixou o Brasil por segurança
Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas decidiu viajar com a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no exterior. Ele nega ter fugido do Brasil e diz que saiu do país para continuar atuando politicamente.
“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional”, escreveu o senador, ao justificar a decisão de permanecer nos Estados Unidos. No documento, ele também agradece ao presidente argentino Javier Milei e ao presidente norte-americano Donald Trump pela acolhida.
Flávio promete liderar oposição a partir dos Estados Unidos
Na carta, o senador afirma que continuará se comunicando com os brasileiros e que pretende apresentar uma estratégia de mobilização da oposição. Ele diz que atuará ao lado de parlamentares e governadores aliados e promete utilizar meios que classifica como pacíficos e legítimos.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui”, declarou.
Ao encerrar o texto, Flávio afirma que a disputa política não terminou com o segundo turno, realizado em 25 de outubro, e promete continuar defendendo sua versão sobre o resultado eleitoral. Ele também pede que a comunidade internacional não trate a situação política brasileira como normal e afirma que pretende se dirigir regularmente ao público nos próximos dias.



