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Superprédios mudam a paisagem de Fortaleza; cidade tem 53 torres com mais de 100 metros

Levantamento do Sinduscon-CE aponta que 29 empreendimentos estão em construção, 14 na planta e 10 já foram entregues; Meireles e Aldeota concentram a maior parte dos prédios

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Superprédios mudam a paisagem de Fortaleza; cidade tem 53 torres com mais de 100 metros
Os bairros Meireles e Aldeota concentram 41 dos chamados superprédios identificados no levantamento do Sinduson. Foto: Reprodução/TV Cidade Fortaleza

Fortaleza tem 53 empreendimentos imobiliários com mais de 100 metros de altura, em diferentes etapas de desenvolvimento. Desse total, 29 estão em construção, 14 ainda estão na planta e 10 já foram entregues. A expansão dessas torres, principalmente na região da Beira Mar, vem alterando a paisagem da capital cearense e ampliando a presença de edifícios de alto padrão no mercado imobiliário local.

Os bairros Meireles e Aldeota concentram 41 dos empreendimentos identificados no levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). Outros edifícios estão distribuídos pelo Cocó, com quatro unidades; Mucuripe, com três; Praia de Iracema, Dionísio Torres, Varjota e Papicu, com um empreendimento em cada bairro.

Leia também: PraMorar Brasil apresenta dois novos empreendimentos em Fortaleza; Park Living tem unidades a partir de R$ 309 mil

As construções reúnem como características apartamentos de grandes dimensões, unidades exclusivas por andar e coberturas duplex, além de estruturas como helipontos.

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Beira Mar concentra empreendimentos de alto padrão

A localização próxima ao mar e as características luxuosas dos apartamentos estão entre os aspectos destacados pelo mercado imobiliário.

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Em um desses prédios, a consturção chega a 171 metros. Nele, cada unidade tem uma planta diferente, com metragens variadas. A estrutura também conta com heliponto. Ricardo Moura, gerente comercial da Dasart Engenharia, explicou à TV Cidade Fortaleza o que diferencia o projeto e destacou a altura da construção:

“Esse prédio aqui tem uma característica de não ter nenhum apartamento igual ao outro, Todas as plantas têm uma metragem diferente e isso já dá uma exclusividade bem maior, além da localização para os proprietários. Eu acho que esse é um dos pontos que mais chamam a atenção, além da altura, né? Nós estamos aqui a uma altura máxima de 170,9 metros no nível do mar e vai embelezar ainda mais esse cartão postal da cidade, que é a nossa Beira Mar.”

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Fortaleza tem dezenas de torres em diferentes etapas

Além do levantamento do Sinduscon-CE, a inteligência de mercado da Lopes Immobilis identificou 50 empreendimentos com mais de 100 metros de altura na capital. A relação foi organizada pelo Flash Imobiliário e reúne os edifícios mais altos da cidade, permitindo comparar as dimensões das torres que integram a paisagem urbana.

A classificação considera como superprédios os edifícios que ultrapassam 100 metros. O levantamento também aponta que o mercado imobiliário de Fortaleza tem mais de dez projetos em processo de aprovação, com possibilidade de lançamento em 2027. A entrada dessas construções poderá modificar a lista dos edifícios mais altos da capital nos próximos anos.

O crescimento desse segmento colocou Fortaleza entre os principais mercados imobiliários do país. A cidade é apontada como o terceiro maior mercado imobiliário brasileiro. Em meio a isso, o aumento das construções de grande altura contribui para a consolidação do título de capital dos superprédios.

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Para o diretor de Estatística do Sinduscon-CE, Sérgio Macêdo, a experiência acumulada na construção dessas torres ampliou a capacidade técnica do setor para executar projetos desse porte:

“Hoje a gente já tem total segurança na parte de execução desses prédios, não temos mais preocupação sobre coisas novas, com relação a aspectos técnicos. Como já estão sendo executadas 50 unidades desse prédio, já se passou por todos esses percalços que possam acontecer. Nós temos grandes calculistas, grandes projetistas e grandes construtores. Então tem a total segurança de que a coisa vai estar totalmente no caminho correto.”

Construções acima do limite precisam pagar outorga

O Plano Diretor de Fortaleza estabelece um limite de 72 metros de altura para as construções verticais. Os empreendimentos que ultrapassam esse gabarito precisam pagar a outorga onerosa do direito de construir, mecanismo que permite ampliar o potencial construtivo de um terreno mediante contrapartida financeira ao município. Um dos prédios da região da Beira Mar, lançado em 2021, pagou quase R$ 25 milhões pela outorga.

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Ricardo Moura pontua que a cobrança também tem uma função de contrapartida para o poder público, com recursos destinados a intervenções em outras áreas da cidade:

“Os terrenos na região do Meireles, principalmente, são cada vez mais raros. Nossa cidade está bem consolidada, então a outorga onerosa veio também para beneficiar esses superprédios, para viabilizá-los economicamente também. Além de ser uma contrapartida para a Prefeitura. Um excelente projeto que a Prefeitura realiza nas regiões periféricas, com a infraestrutura dessas regiões. E esse valor da outorga realmente é muito importante para essa requalificação das nossas periferias também.”

Superprédios trazem desafios para a engenharia e a cidade

A expansão das torres também exige atenção aos efeitos das construções sobre a paisagem urbana e às condições necessárias para garantir a estabilidade e o funcionamento dos edifícios. Um dos impactos visíveis está na diferença de altura entre os prédios mais antigos e os empreendimentos recentes.

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A implantação dessas estruturas depende de estudos sobre as características do solo, o dimensionamento das fundações e a resistência dos edifícios às condições de vento. A proximidade com o litoral torna esse último aspecto especialmente relevante, já que as construções precisam considerar os efeitos da movimentação do ar sobre as torres.

O geógrafo da Universidade Federal do Ceará (UFC) Gleilson Angelo também destacou a necessidade de equipamentos específicos para atender às características dos edifícios mais altos.

“A questão do solo é um deles, porque você tem que ter uma fundação para que esses edifícios realmente tenham estabilidade. Outra coisa diz respeito às questões da engenharia, da questão do vento, porque estamos numa região de orla. Então a questão do vento, do balanço, isso tudo deve ser pensado. Outra coisa é a questão tecnológica: edifícios mais altos precisam de elevadores superpotentes. Tudo isso é um conjunto de fatores que fazem com que esses edifícios realmente sejam elaborados e sejam construídos”, pontua ele.

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