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Flexibilização: comércio mantém expectativa para reabertura com novo decreto

Apesar da expectativa do comércio, a segunda onda da pandemia de coronavírus ainda preocupa o Governo do Estado

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Flexibilização: comércio mantém expectativa para reabertura com novo decreto
Foto: GCMais

O governador Camilo Santana deve anunciar nas próximas horas, a decisão do Comitê Estadual de Enfrentamento à Pandemia sobre a possível flexibilização dos setores econômicos. O anúncio é aguardado por empresários e empreendedores, que esperam a confirmação sobre a reabertura de serviços a partir de segunda-feira (12), conforme o líder do Executivo prometeu no decreto mais recente.

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Na última quinta-feira (8), o líder do Executivo, empresários e outros representantes do comitê discutiram os indicadores e medidas sociais adotadas pelo Estado para reduzir os impactos da crise. “Juntos vamos superar esse desafio”, escreveu.

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https://twitter.com/CamiloSantanaCE/status/1380220293973741568

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Com a atualização do isolamento social rígido na última semana, a Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio) já havia manifestado insatisfação com a decisão de manter vários segmentos com portas fechadas. A entidade participou da reunião do comitê realizada ontem e entregou um planejamento de reabertura com protocolos sanitários.

“Compreendemos a gravidade da crise sanitária e reconhecemos o esforço do executivo estadual em combater os avanços dos casos de COVID-19. Mas não podemos fechar os olhos para a realidade da crise econômica e os impactos no setor do comércio, responsável por mais de 70% do PIB estadual”, diz uma nota divulgada pela Fecomércio.

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Taiene Righetto, presidente da Associação de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) afirma que, caso o lockdown seja mantido, a crise no setor deve se aprofundar ainda mais, intensificando as demissões de trabalhadores. “A gente precisa retornar o mais urgente possível. Sabemos que deve ser um retorno parcial, mas nossas conversas com o governo têm sido voltadas para funcionar até 20 horas, para pegar pelo menos um pedacinho desse público noturno. Os fechamentos e demissões têm sido exponenciais no nosso dia a dia, só piora. Nesses últimos 60 dias, tivemos mais de três mil postos de trabalho fechados, são carência enormes. Então para nós, é complicado se manter dessa forma”, detalha.

Ceará em alerta Apesar da expectativa do comércio, a segunda onda da pandemia de coronavírus ainda preocupa o Governo do Ceará. Conforme o Integrasus, existe uma fila de espera com 982 pacientes aguardando transferência para leitos de enfermaria e UTI no Estado. Desse total, a maior parte da fila está concentrada nas vagas de terapia intensiva, 579 pessoas.

Além disso, considerando os níveis de alerta para transmissão da doença, apenas Ererê mantém a estabilidade para os novos casos. Os demais municípios cearenses se encontram em alerta “alto” e “altíssimo” para a propagação do vírus.

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