Os trabalhadores brasileiros já estão há um ano sem aumento real no salário mínimo. No mês de agosto, o reajuste salarial médio no país ficou 1,4% abaixo da inflação, considerando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O economista Antônio Carlos Alves explica que as camadas mais pobres são as mais penalizadas com essa falta de aumento salarial. Ouça:
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De acordo com o boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apenas 9,5% das negociações resultaram em ganhos reais para os trabalhadores, ou seja, acima da inflação. O reajuste médio negociado foi de 8,5% em agosto, enquanto o índice de preços ao consumidor foi de 9,9% em 1 ano.
O piso salarial médio ficou em R$ 1.255 em agosto e o piso médio em R$ 1.396 reais. Com a perda real de rendimentos desde setembro do ano passado e inflação em alta, os trabalhadores tendem a gastar uma parcela alta do salário pra manter o consumo.
Até a retomada completa economia, deve ser mantida essa perda para os trabalhadores, como ressalta Antônio Carlos Alves. Ouça:
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De 11 atividades em que houve negociações coletivas em agosto, apenas a do comércio conseguiu repor a inflação do ano passado. Já os trabalhadores do setor de refeições coletivas tiveram a maior perda salarial.




