A população mundial atingirá 8,8 bilhões de pessoas antes da metade do século, mas depois deve cair para perto de 7 bilhões em 2100 caso as tendências atuais se mantiverem. A estimativa faz parte do último relatório do coletivo Earth4All, uma das principais instituições econômicas e de ciência ambiental. O estudo foi encomendado pela organização Clube de Roma e divulgado nesta segunda-feira (27).
Essa projeção de mudanças sobre a população global está consideravelmente abaixo das estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo defende que os números podem cair ainda mais rapidamente se houver investimento na redução da pobreza e da desigualdade.
Segundo a pesquisa, haverá um pico de crescimento, até a metade do século 21, com a população mundial chegando a 8,8 bilhões de pessoas. Após isso, a queda que se seguirá pode ser de 2 bilhões a 3 bilhões até o fim do século.
A Earth4All criou esse relatório para identificar as políticas que trazem maior bem para a maioria das pessoas. A pesquisa também sugere que se os líderes mundiais investirem num “salto gigante” para reduzir a pobreza e a desigualdade, evitarão a temida “explosão populacional”.
“Mesmo que os números não sejam tão assustadores quanto algumas previsões mais antigas, isso não significa que não tenhamos problemas”, disse Beniamino Callegari, da Kristiania University College, em Oslo, na Noruega, um dos autores do relatório, citado na edição online do jornal britânico The Guardian.
O documento também lança um alerta e sugere que a queda nas taxas de natalidade, por si só, não resolverá os problemas ambientais do planeta.
A pesquisa foi realizada pelo coletivo Earth4All das principais instituições econômicas e de ciência ambiental, incluindo o Potsdam Institute for Climate Impact Research, o Stockholm Resilience Center e a BI Norwegian Business School.
A análise do coletivo Earth4All, encomendada pelo Clube de Roma, dá seguimento ao projeto de mais de 50 anos, conhecido por Limits to Growth.
*Com informações da Agência Brasil.




