Fortaleza registrou, em outubro, o maior número de autuações pela Operação Lei Seca no ano, conforme o balanço divulgado pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) nesta sexta-feira (10). A ação, destinada a coibir a combinação perigosa de álcool e direção, resultou em 61 autuações durante o mês.
Ao longo do período, foram realizados 3.509 testes de etilômetro, com 61 motoristas recusando a se submeter ao exame, suspeitando-se de consumo de bebidas alcoólicas. As operações abordaram mais de 8.574 veículos em 90 ocasiões.
A AMC intensificou a presença de agentes de trânsito nas vias com maior incidência de acidentes, especialmente diante da proximidade de eventos e confraternizações. As fiscalizações, incluindo a Operação Lei Seca e abordagens educativas, ocorrem a qualquer momento e durante a madrugada, visando reforçar a segurança no trânsito.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as fiscalizações realizadas pelos órgãos de trânsito podem reduzir em até 18% o número de mortes no trânsito. A Lei Seca, em vigor há 15 anos, contribuiu para mudanças de comportamento e respeito às normas de circulação, levando a uma redução de 54% no número de óbitos em Fortaleza entre 2008 e 2022.
No período de janeiro a outubro deste ano, a AMC conduziu 28.617 testes de etilômetro, com 285 recusas e oito resultados positivos. Mais de 70 mil veículos foram abordados em 727 operações da Lei Seca.
A legislação brasileira estabelece tolerância zero ao álcool para condutores. A infração é considerada gravíssima com resultado inferior a 0,3 mg/l, resultando em multa multiplicada por 10 (R$ 2.934,70), sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação, e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A recusa ao teste também acarreta mesmas sanções. Resultados superiores a 0,3 mg/l são considerados crime de trânsito, com medidas legais tomadas pela autoridade policial, e o veículo pode ser retido.




