O colombiano Johnnatan Castrillon Cuellar, acusado da morte de um borracheiro, em Fortaleza, foi colocado em liberdade provisória, conforme decisão judicial tomada em 8 de maio. O magistrado do caso considerou que não havia mais justificativa para a prisão preventiva e acatou o pedido da defesa, que argumentou falta de provas de envolvimento no assassinato, alegando que o acusado estava em local diferente no momento do crime.
Johnnatan havia sido detido um dia após o homicídio do borracheiro Lindemberg dos Santos Ferreira, ocorrido em 8 de abril, pois era apontado como o suposto executor do crime. A motivação seria uma dívida pendente do borracheiro com o acusado, que supostamente atuava como agiota. A vítima estaria devendo uma quantia de R$ 12, mas não pagou conforme o combinado, o que teria levado ao crime.
O réu foi identificado por uma testemunha como o condutor da motocicleta utilizada no crime. Entretanto, a defesa contestou essa versão, alegando que o veículo foi visto circulando pela cidade mesmo após a prisão de Johnnatan.
Embora o Ministério Público tenha solicitado a manutenção da prisão, o juiz de Direito Fábio Rodrigues Sousa, da 3ª Vara do Júri de Fortaleza, decidiu pela libertação do acusado. Contudo, impôs algumas restrições, como a proibição de se ausentar da capital cearense por mais de oito dias sem autorização e a obrigação de comunicar qualquer mudança de endereço.
A defesa de Johnnatan enfatizou que ele foi detido principalmente por ser colombiano e pela presença de agiotagem praticada por estrangeiros no estado do Ceará. O advogado Pedro Alan ressaltou que as investigações não encontraram evidências que ligassem seu cliente ao assassinato, o que resultou na revogação da prisão.




