Um ataque de bombardeio israelense na zona humanitária de Rafah, ao sul da Faixa de Gaza, resultou na morte de 45 pessoas, informou a Defesa Civil de Gaza, controlada pelo grupo Hamas, nesta segunda-feira (27). O incidente ocorreu na cidade próxima à fronteira com o Egito.
Enquanto o Hamas acusa Israel de atacar deliberadamente uma área humanitária, os militares israelenses afirmam que o alvo era um complexo do Hamas. Israel declarou que o ataque foi realizado com "munições precisas e informações detalhadas". As Forças de Defesa de Israel reconheceram relatos de civis feridos e informaram que o incidente está sendo avaliado.
Mohammad al-Mughayyir, da Defesa Civil palestina, descreveu cenas de corpos carbonizados e amputações, além de crianças, mulheres e idosos entre os feridos. Ele destacou desafios como a falta de combustível, destruição de estradas e escassez de água para combater os incêndios.
O governo egípcio condenou o que chamou de "bombardeio deliberado" contra tendas de deslocados em Rafah. O ministro das Relações Exteriores do Egito pediu a Israel que cumpra as medidas determinadas pela Corte Internacional de Justiça para cessar imediatamente as operações militares na área.
O ataque ocorreu após o Hamas lançar foguetes contra o centro de Israel, ativando sirenes em Tel-Aviv pela primeira vez desde janeiro. Parte da cidade de Rafah, atingida pelo bombardeio, estava fora da área de retirada obrigatória determinada por Israel e havia sido designada como zona humanitária. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatou que seu hospital de campanha em Rafah recebeu pacientes com queimaduras e outros ferimentos.
A Autoridade Palestina acusou Israel de atacar deliberadamente o campo de deslocados, enquanto o Hamas convocou os palestinos a protestarem contra o que chamou de massacre do Exército israelense em Rafah.




